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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Compondo

Come Home (One Republic com Sara Bareilles)

Fiz uma livre adaptação em português... =D


Volte Para Casa

Olá Mundo
Espero que me escute
Me perdoe o atrevimento
E por falar a verdade
Ali está alguém que eu estava com saudades
Eu penso que poderia ser
A melhor parte de mim
Está tentando fazer a coisa certa
Mas estou cansando de me justificar
Então eu digo que você irá...
Voltar para casa
Voltar para casa
Porque eu espero por você
Todo esse tempo
Todo esse tempo
E agora há uma guerra entre as vaidades
Mas tudo que vejo é você e eu
Lutando pelo que sempre quis
Então volte...
Oooh
Eu estou perdido, na beleza
De tudo que eu vejo
O mundo não é tão mau
Como todos dizem ser
Se todos os homens
Se todas as mulheres
Parassem para compreender isso
Esperançosamente, o ódio diminuíria e o amor começaria
Isso pode ser agora... Yeahh
talvez, eu esteja apenas sonhando alto
Até lá
Volto para casa
Volto para casa
Porque eu estive esperando por você
Todo esse tempo
Todo esse tempo
E agora há uma guerra entre as vaidades
Mas tudo que vejo é você e eu
Lutando pelo que sempre quis
Sempre soube
Então volto pra casa
Oooh
Tudo o que eu não posso ser
É tudo o que você deveria ser
E é por isso que eu preciso de você aqui
Tudo o que eu não posso ser
É tudo o que você deveria ser
E é por isso que eu preciso de você
Então me escute, agora
Volte para casa
Volte para casa
Porque estou esperando por você
Todo esse tempo
Todo esse tempo
E agora há uma guerra entre as vaidades
Mas tudo que vejo é você e eu
Lutando pelo que sempre quis
Eu sempre soube...
Então volte para casa
Volte para casa.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Caminhos

A Crise é um rito de passagem...

Assim como tantos outros ritos que temos que passar pela nossa vida.
Eventuais lágrimas surgem nesses momentos de passagem, de transição,
E uma profunda reflexão se estabelece dentro de nós.
Nos reinventamos, nossa alma se fecha para balanço, nosso coração se descompassa, sai do ritmo e nós ficamos aturdidos, dentro do olho desse furacão.

E passa...

Muitas vezes demora...
Muitas vezes nos revela coisas que pensávamos não sermos capazes de fazer.
Muitas vezes nos apresenta pessoas fundamentais em nossa vida
Muitas vezes amigos que estarão sempre conosco, nos brigadeiros de microondas e comidas apimentadas.
Muitas vezes amigos que se vão mas que deixam sua marca, seu cheiro e sabor, e mudam nossa vida de tal forma que é impossível esquecer.

E ficam guardados em nosso coração.
Nosso registro, nosso fichário interno.
E descobrimos, crise... Denovo.
Como diz na música: "mas nada vai conseguir mudar oque ficou, quando penso em alguém, só penso em você e aí então estamos bem..."

E nos reinventamos...
recriamos um 'EU' melhorado
Vivenciado e experimentado
"EU" com permissão de SER!

Mesmo que em uma crise...
Mesmo que em dor...
Mesmo que sorrindo...
Mesmo que...

E passa... Eu sei...

Bons artistas estão sempre em crise,´é isso que diferencia seu trabalho.
Quando se questiona sobre sí, sobre sua arte,
E reflete...
Na crise ele se descobre, se permite, se reinventa
E melhora
Sua arte e seu EU

(Kaio Gomes Bergamin)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Aurora

Ia entardecendo
Estava esperando
Mas de trevas se cobriu o céu, deixando turva a vista do caminho a seguir.

Mergulhado na escuridão, percebo-me chuva
Tormenta...

Inquieto repouso
Magoado, lutando desesperadamente pela vida
Rompendo o laço
Abrindo os olhos em chuva e enxergo
Nada

Chove...

Mas eis que uma luz surge clara e quente ao longe
Estaria em uma terra distante?
A terra Prometida?!
Uma possibilidade...

Passa a noite, vem chegando a aurora
Hora de arrumar as coisas
Hora de pensar em mim, justo eu que sempre pensei nos outros

Caminho

Garoa...

Foto de Gabbi Ern

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Acontecimentos...

Fato.
o Pequeno repousa inquieto.

Sozinho neste processo, revejo e recrio, monto e desmonto alguns detalhes do pequeno...

Sem vontade de escrever...

Isto posto, despeço-me...
por hora

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ócio Criativo...

aspirações literárias não totalmente reprimidas...
outra música?
quem sabe...


Minha cabeça cheia de ideias
Vontade de nem sei...
Engarrafamento
Congestão
Confuso Fluxo...

Quero ser o que penso
Penso oque? Sou quem quero?
Rascunhado soneto
Shaekesperiano
Rodrigueano

Tragédia em um ato
De humor negro
Piada interna do que sou
E com toda essa torrente
Verbalizada
O verbo se confunde na conjugação

Passado do presente
Indicativo do futuro
Se, si, consigo mais que perfeito
conjugado em que pessoa?

Onde fico na grafia?
Sou primeira, segunda ou terceira?
No singular ou acompanhado?
Arte final, rascunho de estar
Tentando encontrar um sentido, um abrigo

Ser humano, ser artista
Sabor e som
Compositor repentista
Vulcão de sentimentos
Salto para o meio da vida

Teatro improvisado
Espetáculo em andamento
As luzes se acendem
Percebo-me atuante
SOU!

(Kaio Gomes Bergamin)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Divagações...

entre as nuvens choronas de um mês frio e cinza claro, raios de esperança e despedidas surgem quentes e brilhantes... pequenos desejos tão próximos... pessoas que estão em outras terras, outras que em breve partirão. Outrora, em uma realidade vizinha de meus assolados dias, eu nem importar-me-ia com tais situações e indagações, contudo, hoje mais sensível e maduro, sinto-me afetado, sinto-me partido, separado e separando... porem fortalecido... sendo fiel aos sentimentos...
quem condenar-me-ia por agir de forma tão límpida e pura?

Algozes
conceitos... preconceitos... leituras...
Algozes de minh'alma são meus próprios sentimentos, sim, sendo que pouco me convém a opinião alheia, pereço por não conseguir que tudo que almejo torne-se uma realidade palpável...
De meu coração, crítico e apaixonadamente intenso, tempo e distância, ferem-no precisamente com um cortante e cálido fio de navalha dilacerando e expondo-o a realidade mundana, com todo as suas poluições...

trago o peito tão marcado...
sinto falta dos pedaços de mim que ficaram no caminho...
choro... 
mantendo um sorriso... quem sabe até enigmático, que poucos percebem...

confortantes raios de esperança brotam de mim e conduzem-me a caminhar mais um passo...
se não me entendes... não me olhastes...
se não compreendes... não me ouvistes...
se não verbalizas... não sentistes...
entrego-me... permito-me... expresso-me..

pequeno...
fiel, entre nuvens choronas de um mês frio e cinza claro...
sorrio, raios de esperança [...] pequenos desejos tão próximos...
transformo, no algoz de meus algozes...

toma-me pela mão... permita-se!
sinta-me,

como um rascunho de uma melodia composta só para você [e para mim], escrevo pelo espaço, tortos passos, um monólogo inebriante, ritmado [oras não] pelo pulsar de um coração [meu ou seu?]
toma-me pela mão
leve-me
rapte-me










foto de gabbi ern

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Book

Fotos de Gabbi Ern! Nós trabalhamos muuuuito bem juntos!!! beeeeeeijo!!!
Imagina a hora que a câmera dela estiver aqui... hummmm pressinto poses!!!!! huahuahahahua
EXPOSIÇÃO: FACES DE UM LINDO KAIO!

Encontros e despedidas

Palavras ao vento

Acalanto

Coffee, coffee, coffee

 Sem nome

Ao fim...

Harakiri

Sem jeito

Palavras cifradas

Tão comum

Feliz por acaso

[In] tensidade

Minha mãe diz que eu pareço o Junior (?!?!?!?)




FOTOS: Gabbi Ern
MODELO E INSPIRAÇÃO: Kaio Lindo
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Grasi Mendonça e Sheldonn

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Roteiro de ações...

Vou começas listando as ações dramáticas da cena para minha Diretora mais Linnnn... CAC! =D


FLASH!

De costas, gira e encara o público - as fotos na parede - , ri, ouve um telefone tocando. Caminha até a cadeira, senta e atende o telefone. Após a ligação sente-se vazio, estático... Mascara-se. Atravessa a cena até sua vitrola. Coloca uma música. Inicia a coreografia - do champanhe - dança essa oscilação, impreciso, entorpecido, o gosto do álcool provoca uma lembrança - Paixão - , intenso e emocionalmente abalado, desliga o som. Ouve algo. Caminha até a porta menor. Repete a ação inicial. De costas, gira e encara o público, ri, Caminha até o cinzeiro, pega um cigarro, mas não acende. Ri. Caminha até a vitrola e coloca a música novamente. Dança - do cigarro - mais contida, precisa, mais forte, mais intensa. Acende o cigarro mas não traga, e dança. Vai tragar o cigarro. Ouve algo. Deixa o cigarro cair. Pega o cigarro. Desliga a música. Deixa o cigarro aceso no cinzeiro e volta para a porta menor. Repete a ação inicial. De costas, gira e encara o público, ri, Caminha carregando as sapatilhas até onde está o jornal. Deixa as sapatilhas e pega o jornal. Lê uma noticia sobre ele mesmo. Senta na cadeira revoltado. Conversa com a paixão. Mergulha numa tristeza que o desprende da máscara. Pequeno finalmente. Vai até o cinzeiro e apaga o cigarro. Justifica-se para a paixão. Lembra e revive a última noite em que eles se falaram. Tormenta. Revoltado senta na cadeira com a lembrança da noticia do jornal... Revoltado joga a cadeira para longe. Expurga a dor que sente e entrega-se ao chão, sem forças. Tenta, em vão, mascarar-se novamente... Relembra sua vida desde criança, com os amigos e a paixão. Traça uma cronologia de acontecimentos olhando as fotos na parede, que culminam na fatídica noite de Natal. revive a chegada ao hospital, o derradeiro encontro físico entre ele e a paixão... Pensativo, entregue a esse torpor reflexivo, relembra da notícia, tenta chegar até o jornal, senta na cadeira e desliza com ela até a frente da vitrola, levanta e carrega a vitrola até a outra extremidade da cena. Relembra a noite de formatura, despe-se da roupa da máscara e veste a roupa do Pequeno - Aquela que a paixão mais gostava - Relembra a formatura, quando tentou revelar seu amor pela paixão e ouviu a música preferida dos dois. Dança, a última e libertadora coreografia... Fecha a tampa da vitrola. Despede-se do apartamento e das fotos na parede... Caminha para a porta maior. Canta... Sai... Pequeno enfim!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Le Destin du Petit...

Tão certo como o sol de todo dia, o pequeno surgirá...

Entre sonhos e desejos, amores e paixões, encontros e despedidas, a melodiosa vida do pequeno é composta em um fluxo intenso e constante, delicado e cuidadoso. Rodopiando por entre uma escuridão absoluta, cantando a plenos pulmões a nossa canção, lembra?  Oras como máscara, meu bem, oras  Pequeno verdadeiramente. Rememorando fatos que, possivelmente o conduza a uma saída, uma luz, uma apoteose poética... Querer mudar o mundo, ajudar a todos, dizer as coisas que sente e ser feliz plenamente. O 'Pequeno' que não é frágil, dança sua profanação em busca de uma luz... 

Qual o preço do silêncio de uma vida? Quanto tempo de espera será necessário? Não me arrependo de nada... Quem me fará surpresas? Você?

Paixão...



a materialização de tudo isso resulta em TEATRO... Le Destin du Petit






Direção: Cac Kinas
Texto e Atuação: Kaio Gomes Bergamin

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Expressar...

Foto de Flavio Manoel


Eu ficaria bem na sua estante?

Como um vaso torto
                              Um anjo caído
                                                   Um espetáculo em andamento
                                Um desejo avassalador de SER e SENTIR

Sou assim... Dissonante...

                                  Amante...
                                              Artista...

Buscando no concretismo poético a substância imagética do subjetivo...





Como um rascunho de uma melodia composta só para você [e para mim], escrevo pelo espaço, tortos passos, um monólogo inibriante, ritmado [oras não] pelo pulsar de um coração [meu ou seu?]
Toma-me pela mão
Leve




Desconexo... é... mas é assim mesmo! crie a conexão!
                                

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marcas...

Mes de Julho foi corrido...
Não tive ensaio, contudo estava aprimorando minhas vivências, descobrindo, aprendendo...
Assim como o esperado a oficina de Viewpoints com a Tanya Kane-Parry foi maravilhosa. Ela é uma pessoa muuuuito legal, sem contar o talento! Experimentar Viewpoints numa criação de cena foi algo que me marcou muito, por ter sido intenso e riquíssimo...

O festival de teatro foi muuuito bom! conhecer pessoas que fazem teatro e trocar informações é algo maravilhoso!

Contudo foi minha experiência na oficina Circuito Broadway, durante o festival de Joinville que teve um significado especial, e que deixou uma marca maior.
Canta, dançar, atuar... Três elementos que sempre se fizeram presentes em minhas montagens, e que eu nunca tinha experimentado de forma tão intensa.

O corpo conta uma história, a voz canta essa história e a emoção brota como uma nascente, sem pedir permissão, natural como se sempre estivessem juntas! Corpo Atuante!

Cantei
Atuei
Dancei

As pessoas que conheci... Bem, falar sobre elas requereria mais de um capítulo nesse livro da vida, por serem incríveis e maravilhosas... Fui marcado.

Minha vida não é a mesma depois disso... Graças a Deus (em todo o seu Dom maravilhoso)

VIVA LA VIE BOHEME!

Rent - La vie Boheme

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Vontade...


Queria encontrar uma forma,
Uma droga que me cure
Juntar cada pedaço que falta,
E como pegadas, marcam
Um caminho sem volta.
(kaio)

Faz frio... Chegou a 0°... Nossa há tanto que quero escrever, há tanto que quero falar... talvez não exitam bocas suficientes que consigam falar o que quero, muito menos ouvidos que escutem! Entre seres absortos, sem um feixe de vida, sigo trocando passos, deixando para traz - mesmo sem querer - pedaços de um Kaio, e que marcam um caminho, como João e Maria esquisito... Palavras aguardm o tempo de serem ditas e dentro de mim criam força, amadurecem e se solidificam...

Me entender vai além, e quem sabe mais, do que simplesmente ver... As aparências enganam e por diversas vezes aqueles que me vêem se enganam. Não serei o que você quer que eu seja! Em meio a esse mundo fulminado por conceitos, pré-conceitos, certo e errado, ideologias existencialistas humanistas, dá licença de eu ser narciso comigo mesmo, de falar com quem eu quero de fazer o que eu Amo! Sou Teatro! Sou Pequeno!

Se estou sorrindo, decifre-me como Monalisa. Se estou introspecto, leia-me como Jean-Paul Sartré. Se meus olhos brilham acompanhados de meu corpo que escreve pelo espaço, assita-me como Shaekespeare ou se mais denso e angelicalmente pornogáfico como Nelson Rodrigues. Se minha voz se faz audível, ouça-me como Bachianas. Se estou chorando, respeite-me e acalme-se, foi minha alma que transbordou. Se estou ao seu lado e dividimos uma amizade, deleite-se!


Fotos Gabbi e Eu (kaio)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Corpo Atuante...

Esse post vem com o objetivo de compartilhar com aqueles que possivelmente leiam este singelo blog, a música que entrou na vida do pequeno, e consequentemente minha e da CAC.

Durante um ensaio, a Cac disse: Coloque uma música para a gente fazer a preparação inicial...

Por graça do destino tocou Maybe this Time...

Então por termos nos afetado tanto com a melodia e com a voz que canta, nos prendemos a ela mesmo sem saber sua tradução. Quando pesquisei o seu significado e enviei para a Cac, foi unânime: Ela faria parte do Pequeno!

Maybe this Time

Maybe this time, I'll be lucky
Maybe this time he'll stay
Maybe this time, for the first time
Love won't hurry away

He will hold me fast
I'll be home at last
Not a loser anymore
Like the last time, and the time before

Everybody loves a winner
So nobody loved me
Lady Peaceful, Lady Happy
That's what I long to be

All of the odds are, they're in my favor
Something's bound to begin
It's gonna happen, happen sometime
Maybe this time I'll win

'Cause, everybody, they love a winner
So nobody loved me
Lady Peaceful, Lady Happy
That's what I long to be

All of the odds are, they're in my favor
Something's bound to begin
It's gonna happen, happen sometime
Maybe this time,
Maybe this time I'll win

Talvez Desta Vez

Talvez desta vez, eu terei sorte
Talvez desta vez ele vá ficar
Talvez desta vez, pela primeira vez
O amor não vá embora rapidamente

Ele vai me segurar rapidamente
Eu estarei em casa finalmente
Não serei mais uma perdedora
Tal como a última vez, e a vez anterior

Todo mundo ama um vencedor
Portanto ninguém me amou
Senhorita Pacífica, Senhorita Feliz
Isto é o que eu desejo ser

Todas as chances estão, elas estão a meu favor
Algo está determinado a começar
Vai acontecer, acontecer alguma hora
Talvez desta vez eu vá ganhar

Porque todo mundo, eles amam um vencedor
Portanto ninguém me amou
Senhorita Pacífica, Senhorita Feliz
Isto é o que eu desejo ser

Todas as chances estão, elas estão ao meu favor
Algo destinado a acontecer
Vai acontecer, acontecer alguma hora
Talvez desta vez,
Talvez dessa vez eu vou ganhar
 
 
 
 
Alguém também se identifica com a letra???

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Caminhada...


Embora o frio estivesse assolando estas altas terras, nosso pequeno mantinha-se aquecido e protegido. Resolvemos algumas questões de produção e relatamos momentos em que, durante a semana nos sentimos ‘pequenos’ e ‘máscara’.

O ensaio foi pulsante...

Meu coração (meu?) acelerou em diversos momentos... E percebi a presença mais incisiva desse pequeno, como se ele passasse a interagir na cena por vontade própria, sem que eu tenha que ‘interpretá-lo’.

Dancei...

Foi marcante... Duas danças extremamente distintas, tendo somente a música como elo... Desvairo e Pose... não tinha percebido a sutileza entre elas... Foi bom dançá-las com essa consciência cênica mais viva... Analisando bem, acho que criamos uma nova modalidade de dança: Exótica! (risos)

Senti...

Tudo foi mais forte, mais vivo, foi diferente, mas não desconhecido, complexo não é ‘meu bem’ acredito que seja essa a complicação presente em sua vida... Tudo ganhou um significado novo, intenso e real. Houve uma exploração maior dos elementos cênicos acarretando assim a maior assimilação e compreensão da dramaturgia texto e dramaturgia corpóreo-vocal.

Cantei...

Tem sido extremamente fascinante a possibilidade de cantar com o pequeno, não que eu nunca tivesse cantado antes com outro personagem, mas com o pequeno é diferente... Cantamos com o corpo, com a alma... É algo que transcende o limite material! Canto sem preocupações com tom e afinação... CANTO somente e de meu corpo (meu?) irradia essa canção como se a partir daquele momento a vida começasse, como se nada mais importasse, como se aquele fosse o mais próximo que ele pudesse estar da felicidade, de sua paixão!

Explode... Canto... Explode... Dança... Explode vida enfim!
Liberdade...

PEQUENO - Mas ficou, e acredito que sempre ficará, aquela saudade, de quando a vida era mais fácil, mais simples... Dos olhares, dos passos, do som dos sorrisos sinceros, sem preocupações... Das luzes que sobre nós revelava a felicidade de ser e estar, de puro sentimento... Vou guardar comigo... Juntar tudo isso e colocar em meu peito, no espaço aberto, já que quando partiste, levaste uma parte de mim... As luzes se apagam enfim e a porta se abre. Caminho... Pequeno novamente... (cresci?)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Impressões...

Esse post está sendo escrito como uma forma de desabafo... Talvez distante do pequeno, talvez mais próximo dele, talvez um entranhado grito não fingido, louco, surdo para as atrocidades do mundo.
Como o ser humano pode ser tão cego para as coisas que acontecem ao seu redor? Como podemos pregar valores, ditar normas e formas de ser e estar se não as cumprimos? Cumprimos com o que rezamos? daríamos a outra face?

Já estive em situações em que o mundo - as pessoas - me ignoravam, falavam mal de mim e rascunhavam no rosto tortos sorrisos, e acredito que de certa forma ainda passo por isso...
Mais um na multidão...
Enxergando além dos meus olhos, sentindo além da alma, que sôfrega sonha com dias melhores...
Escrevo o que sinto, o que sou, o que vivo e como me sinto diante de... Talvez estejamos tortos, talvez quebrados, talvez não tenhamos percebido que construímos as cidades com seus prédios para ficar no alto e protegidos, mas nos esquecemos das paredes, e cada vez mais nossa vida é exposta como um gigante reality show onde ninguém ganha, só perde! Palavras... Palavras, apenas...
Talvez... Sei que tudo é um grande talvez, se a gente parasse um minuto, se nos permitíssemos...
Temos que nos conhecer, nós nem sabemos quem somos!
Por Deus como eu posso criticar e falar da vida dos outros se eu nem sei quem eu sou!
"Procuro, mas não enxergo o alvo, e calo o meu silêncio..."
"Quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida" de preferência livre de agrotóxicos e dos verdes olhares invejosos que na superfície de seu rascunho incongruente revelam uma repreensão, mas que no fundo desejam estar no meu lugar, ser como eu sou!
Quero alguém... Que me entenda... Mas tenho medo de não estar pronto. Quero alguém para cuidar de mim...
Eu sou a enigmática esfinge que devora quem não resolve o enigma, "sou aquele que sempre esperou que lhe abrissem a porta, ao pé de uma parede sem porta", e que encontrou em sua ARTE a dinamite necessária para demolir a parede social...
Caminho...
E hoje, mais autoafirmado do que nunca digo para o mundo: Dá licença de eu ser narciso comigo mesmo, sou o que sou, e sei que não vou e nem quero agradar ninguém, quero sempre ser o melhor, não o melhor entre os outros mas o melhor de mim! Fica então a lição do dia: Conhecer-se, descobrir-se, permitir-se, ser sempre o melhor de sí, sem prejudicar os outros!

SOU KAIO ARMANDO GOMES BERGAMIN, ATOR, ARTISTA que poucas pessoas vão morrer conhecendo!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

pequeno... Em Breve!

'Ah meu bem...' não nos cansaremos de citar a máscara, né Cac?!

Por entre o frio e a solidão nasceu nosso pequeno CAC!!!!
Tão só ele estava, cercado de promessas vãs, de sonhos de outras pessoas, preso em um cárcere mascarado... Da libertação surgiu a nossa música...

PEQUENO - Eu ouvi, pela primeira vez a nossa música desde... Então com uma alegria dilacerante que explodia por meu corpo cantei e dancei como se o passado nada mais fosse do que um triste pesadelo de uma noite mal dormida. Cantei! E como em meus sonhos você apareceu sorrindo para mim, esperando por mim... 'surpresa'!!!!! E pude me sentir completo, como a muito não me sentia... Minha vida começa agora, do zero, começa com você!

KAIO - Como que guiado pela força desse pequeno, a voz rompia as barreiras corporais... reverberava pelo corpo. Cantamos, pequeno e eu. Embora o som da música estivesse alto, nossa voz tornou-se mais forte e mais alta... Estávamos além das lágrimas... Talvez, eu Kaio, estivesse mais próximo de chorar, mas o pequeno não... Alegria... 'Se eu soubesse tudo que sei', buscaria ser feliz como fui por aqueles dois minutos de canção. quisera eu, que todos pudessem ser sempre feliz assim. Não eu não me arrependo de nada! E lá estava a Cac, materializando o desejo de reencontro do pequeno... Paixão... Não como na última lembrança...
Cantamos...


Embora eu tenha achado o ensaio de segunda-feira a noite bastante frustrante, para Cac foi bom por ela ter percebido detalhes 'tão pequenos'  que deveríamos trabalhar, tanto com interpretação como em material de cena. Na terça-feira, quando o pequeno nasceu e engatinhou foi muito mágico e cansativo também. O Abraão assistiu o ensaio, mas infelizmente ele pegou um momento em que a música estava baixa e durante o ensaio vozes gritavam "SETE, OITO!" seguida por sons semelhantes aos filhos de Ganesh... No final a música não tocou, e foi bom dançar com a memória desse som, foi bom mesmo por eu ter que expressar somente pelo corpo a letra e melodia dessa nossa canção... dai eu derrubei a Champangne, olhei pra Cac e pro Abraão e falei: Gente foi uma merda, eu sei, derrubei a champangne no chão e acho que deu pra ter uma ideia... risos, porem embora exausto, eu continuei pois o pequeno era o gás que me erguia... Dancei... Conversamos sobre o ensaio e foi legal a troca de informações, percebemos que o espetáculo funciona e acontece =D

As três coreografias são um desafio para mim... por serem embasadas em sentimentos completamente diferentes e que consequentemente modificam minha movimentação.

Existem outras considerações que agora não tenho como relatar... Existe ainda a tarefa que a Cac me passou, de escrever as ações dramáticas das cenas, que terei que fazer no decorrer da semana...

Estando sem seu par nesta história triste ele se desenvolveu ao som de seu coração e de quem ele realmente é. Valsou como uma criança que não tem medo. Bailou, e nesse bailar renasceu da prória força luz e fé... Rodopiou e enfrentou o mundo, varrendo o passado, pensando agora somente no seu futuro...



'as vezes relembrar o passado nos abre uma porta para o futuro' (kaio)



EM BREVE!

Le Destin du Petit

ou para os íntimos

pequeno

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pegadas...

      'As vezes [Sempre] ando só, trocando passos pela solidão' vacilante entre rascunho e arte final, por horas amarelo, por horas negro como o manto da noite, buscando... Sempre ser o melhor, não entre os demais, mas ser o melhor de mim...

      Por esses dias, fui assolado por um sentimento, já conhecido por mim, sentimento esse causador de muita dor e reflexão... Muitas vezes eu duvidei do elo que somos capazes de criar com aqueles que amamos, e por vezes desconfiei de tais relatos, porém, nesta fatídica e derradeira semana, pude senti-lo...
      É estranho que, eu, 'cético', tenha escrito um texto galgado em tal sentimento... Essa 'Luz' nascente, sempre estivera distante de mim, uma estranha que jamais houvera dado se quer um feixe de sua existência. Ao mergulhar nesse oceano de tristezas, visitado antes por mim, percebi exatamente as 14h30, sem entender o motivo de ter olhado no relógio a essa hora e por ter se fixado em minha memória segui caminhando por entre a escuridão. Exatamente nesse horário tive um encontro com 'Luz'... Embora distantes, o elo por nós cultivado mostrou-se forte, tanto que não poderíamos nos separar sem um último olhar trocado, sem um último sorriso... Último?
      Percebi então, que esses elos realmente existem, e reforça ainda mais a ideia que essa pausa entre aqueles que amamos, são somente uma moratória para o futuro reencontro...
Vou sentir saudades...
Como antes eu já sentira...
Um pedacinho de mim também se foi...
Desejo que um dia eu consiga reencontrar meus pedacinhos para assim me sentir completo, feliz, real...

As pegadas deixadas para trás, revelam o quão tortuoso e longínquo foi o caminho que percorri. Embora sejam tristes muitas destas pegadas, são elas que me dão força para continuar a trilhar a caminho do meu sonho...

'eu perdoo mas não esqueço. eu paro de chorar, mas não de sofrer...' (Lília Cabral - Viver a Vida)

'Como um animal [Profano] que sabe da floresta, renascer da própria força, própria LUZ e Fé... Vai como a criança [Pequeno] que não teme o tempo... Como se fora brincadeira de roda, jogo do trabalho na dança das mão, no suar dos corpos na canção da vida, no suor da vida no calor de irmãos'
(licença poética para 'Redescobrir')

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Diário de ontem...

03 de Maio de 2011...
Querido diário... Meu bom Deus que clichê!
Bom na parte da manha, conversamos e resolvemos pendencias administrativas (risos) a cerca do primeiro destino. Lido o texto, considerações dramatúrgicas e estéticas foram feitas, conversadas e acordadas. Adaptamos então o Primeiro destino. Assim que possível, envio o texto do Primeiro para minha amada Cac para ela incluir nele as referências Abraãonicas! (risos) sim o Abraão vai ajudar e muito... Graças a Deus... Deus?! (risos)

Hora do almoço - conversas soltar a acerca de tudo que está sob o sol! diálogos infindáveis de como alguns ditos artista estão, por assim dizer, caminhando por caminhos tortuosos e repletos de sifrões, onde o objeto da arte é deixado de lado... Profundas conversas para um almoço...

Na parte da tarde ensaiamos nosso 'Pequeno'. Sei que os pais não podem declarar um amor assim tão especial por um único filho deixando os outros traumatizados e fazendo terapia - a menos que dessa terapia surja uma nova peça teatral (risos) - mas Cac e eu nutrimos um amor tão puro e sincero por nosso Pequeno que o Primeiro - O primogênito - e Luz que ainda é gestada, ficam em segundo plano, talvez terceiro se beber café estivar na lista... (risos) Bem o fato é que ontem estava demasiadamente debilitado por uma gripe mal curada... Isso me deixa um pouco abatido por não conseguir meus 8643867697% de entrega... Mas iniciamos! De cara marcamos a cena 4, ou engatamos a quarta marcha! Achei muito difícil e fria a composição desta cena, e visto a intensidade e ritmo das cenas anteriores, esta teria um ritmo e peso diferente, seria mais densa, um buraco negro... Afinal trata-se do enterro. Não conseguia curtor a cena, faltava algo... Quando a Cac disse para passarmos o espetáculo todo, senti o Pequeno, vivo, pulsante em mim, não mais o Kaio pensava ou agia mas sim o Pequeno, foi muito bom! Mas... quando cheguei na cena 4... Pensei: Ai cara! Essa cena tá complicada! Mas me entreguei e consegui fazer a cena! foi muito legal! e cada vez mais ela foi se interiorizando e se tornando parte orgânica do Pequeno. Dói fazê-la pelo sentimento presente, esse reviver e perder, encontrar e despedir...
Repetimos o espetáculo novamente e então, por causa dessa gripe idiota (ai que raiva!) eu travei, deu um branco! Meu deus como assim? eu sei o texto, eu sei as coreografias as músicas, tudooo... sabia qual era a cena seguinte mas não sabia como chegar nela... minha voz não saia... Parei e a Cac pediu que eu iniciasse tudo novamente... Maybe this time... De entregar-me ao Pequeno de vez... E aconteceu o espetáculo mais uma vez, um pouco melhor do que antes... Vida em cena por fim... Eu sempre li e ouvi na Faculdade todos falarem do subtexto, mas nunca havia utilizado esse subtexto de forma consciente durante a cena... e desta vez eu utilizei... e foi instintivo, natural...
Fiquei feliz com o resultado... A Cac também...
Bom é isso...

Breve pretendo postar minhas considerações com relação as coreografias e meus parthners - sei que se alguém tiver lido esse post desse blog deve se perguntar: Mas não é um monólogo? Como ele tem parthner em cena? - OLHA MEU BEM acomanhe meus p´roximos movimentos de escrita e não perca a estreia! Nossa isso ficou meio anúncio de novela... Credo!
=D


'Leve na lembrança, a singela melodia que eu fiz, pra ti ó bem amada, princesa olhos d'água...'

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A música tema do 'Pequeno'

Estou bem empolgado com a caminhada e cada descoberta do 'Pequeno'...
Decidi que deveria além dos meus diários sobre a montagem, postar os motes para a criação desse monólogo, bem como situações, fatos, músicas ou fotos que de alguma forma criassem afetos com essa personagem (e consequentemente com sua máscara)

Então, lá vai a música que inspirou o Texto 'Le destin du Petit'

Non, Je Ne Regrette Rien

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié,
Je me fous du passé!

Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu,
Mes chagrins, mes plaisirs,
Je n'ai plus besoin d'eux!

Balayé les amours
Avec leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro...

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Ni le bien qu'on ma fait,
Ni le mal - tout ça m'est bien égal!

Non... rien de rien...
Non... je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies,
Aujourd'hui, ça commence avec toi!

Não, Eu Não Me Arrependo de Nada

Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo tanto faz! (5)

Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)

Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!

Varridos os amores
E todos os seus temores (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo tanto faz! (5)

Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!


SOMOS CONSEQUÊNCIA DAS NOSSAS ESCOLHAS, POR ISSO NÃO DEVEMOS NOS ARREPENDER DE TER FEITO OU NÃO FEITO ALGUMA COISA...

pequeno kaio

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Três anos depois...

Sábado, 02 de Abril de 2011...

Por idas e vindas deste destino feroz, Cac e eu nos distanciamos... Fisicamente. Em alma, espírito nos mantínhamos conectados, ligados por esse 'pequeno' elo, por essa vontade de nos permitir finalmente...
 Um dia desses recebo um email, um ultimato de Cac; e por fim, sem temer, nos entregamos a caminhada com o Pequeno...

'A caminhada até a sala de ensaios me lembrou da nossa primeira caminhada, a anos atras, quando fomos ao parque ramiro ridguer (nunca mais saberei escrever esse nome!) o medo, a ansiedade o desejo e um medo diferente. Esse medo diferente de não saber mais como fazer, de ter perdido o jeito de a Cac sair gritando pela porta que eu era um bosta e que perdera (ou nunca tivera) talento para atuar... Parece idiota, mas foi isso que esse medo diferente me trouxe... Quando iniciamos, por reflexo desse medo, não tinha conseguido me entregar completamente a "dança' mas ao contato com o espírito da Paixão, tudo toma um novo rumo, um novo sentido. Eu chorei (eu?) nunca antes houvera chorado em um exercício, e estranhei... E por outras vezes em contato com essa Paixão, envolto pela música e seu significado para Pequeno... Eu chorei? Fui para casa e fiquei pensando... ouvi a música novamente, a versão da Cássia Eller e da Edith Piaf... E nada... nenhuma lagriminha ou indício de uma formação aquosa em meus olhos... Pensando muito nisso, pois mexeu comigo me questionei e analisei a vivencia do encontro... Não fui eu quem chorou naquele momento, e sim o Pequeno! Nossa! Tava tão latente a vida do pequeno em mim, tão intensa, que custei para entender... Sabia que o choro não era meu, mas não sabia porque eu tinha chorado... Que mágico pra mim... O Pequeno está vivo... Ele Sente... Foi incrível...'
'A máscara que trabalhamos a tarde foi difícil... Ser o que o Pequeno não quer... Vestir-se todos os dias para mais uma vez enganar-se... Quem fez isso com ele? Porque fez isso com ele? Temos que descobrir e quebar as perdas deste infeliz! pior deixa-lo com as pernas quebradas numa ilha com formigas canibais! Como ele sofre com a máscara! A máscara está intrinseca no pequeno, ela seu mecanismo de defesa ou melhor, ataque. Porque ele ainda a mantem?'

Ontem passei o dia todo tentando sustentar uma máscara... é muito ruim... Falei coisas na cara de pessoas aqui em rio do sul... (nada muito pesado, afinal não quero ser a Máscara) e foi pesado...
'A caminhada até a sala de ensaios me lembrou da nossa primeira caminhada, a anos atras, quando fomos ao parque ramiro ridguer (nunca mais saberei escrever esse nome!) o medo, a ansiedade o desejo e um medo diferente. Esse medo diferente de não saber mais como fazer, de ter perdido o jeito de a Cac sair gritando pela porta que eu era um bosta e que perdera (ou nunca tivera) talento para atuar... Parece idiota, mas foi isso que esse medo diferente me trouxe... Quando iniciamos, por reflexo desse medo, não tinha conseguido me entregar completamente a "dança' mas ao contato com o espírito da Paixão, tudo toma um novo rumo, um novo sentido. Eu chorei (eu?) nunca antes houvera chorado em um exercício, e estranhei... E por outras vezes em contato com essa Paixão, envolto pela música e seu significado para Pequeno... Eu chorei? Fui para casa e fiquei pensando... ouvi a música novamente, a versão da Cássia Eller e da Edith Piaf... E nada... nenhuma lagriminha ou indício de uma formação aquosa em meus olhos... Pensando muito nisso, pois mexeu comigo me questionei e analisei a vivencia do encontro... Não fui eu quem chorou naquele momento, e sim o Pequeno! Nossa! Tava tão latente a vida do pequeno em mim, tão intensa, que custei para entender... Sabia que o choro não era meu, mas não sabia porque eu tinha chorado... Que mágico pra mim... O Pequeno está vivo... Ele Sente... Foi incrível...'
'A máscara que trabalhamos a tarde foi difícil... Ser o que o Pequeno não quer... Vestir-se todos os dias para mais uma vez enganar-se... Quem fez isso com ele? Porque fez isso com ele? Temos que descobrir e quebar as perdas deste infeliz! pior deixa-lo com as pernas quebradas numa ilha com formigas canibais! Como ele sofre com a máscara! A máscara está intrinseca no pequeno, ela seu mecanismo de defesa ou melhor, ataque. Porque ele ainda a mantem?'

Ontem passei o dia todo tentando sustentar uma máscara... é muito ruim... Falei coisas na cara de pessoas aqui em rio do sul... (nada muito pesado, afinal não quero ser a Máscara) e foi pesado... 

Esse resumo é um resumo do relato... =D
Bom ter comigo a CAC!!!!!!!!!!!!!!!!!
obrigado amiga-diretora =D

Foto que me representa a transição do Pequeno para a Máscara...
Tudo depende das nossas escolhas... foto de Kaio...

Primeiras experiências da vida do 'Pequeno'

Em busca do Destino... 24/03/2009 (isso mesmo, dois mil e nove)


            Segunda-Feira.
            18h30min. Ou seis e meia da tarde, como preferir...
            Sem muitas informações a respeito do local onde seria realizada essa busca, minha diretora Cac conduziu-me até esse lugar. Durante a caminhada, conversas surgiram, e, embora eu aparentasse tranqüilidade, meu coração estava desesperadamente ansiando por mais informações além do medo de fracassar. Cada passo que dávamos em direção ao nosso laboratório de pesquisa, mais certeza eu tinha do que eu queria encontrar Lê Petit.
            Chegamos por fim à praça Ramiro Riedger (não sei como se escreve esse nome) e dúvidas nortearam minha cabeça, contudo, consegui ficar tranqüilo, e me concentrar no que viria.
            Sentamos na verde campina a nossa frente e as informações foram dadas... Não muitas, nem muito objetivas, mas foram dadas, afinal, o objetivo era que eu percebesse quem era esse personagem, sem pensar inicialmente no fim da história.

Pequeno...
            Deitei na grama, escutando música, idealizando momentos felizes da minha infância, experimentei lembranças diversas, inclusive lembranças recentes de minha vida, pois me considero uma criança grande. Permaneci ali observando o céu esperando por meus amigos. Logo em seguia percebi as luzes do parque, percebi seu formato, sua intensidade, e o que mais me chamou a atenção foi a perspectiva visual que eu tinha, via tudo de cabeça para baixo. Aproximaram-se de mim, um pai com seu filho jogando futebol. Observei o jogo, e fui tomado por uma alegria muito grande, que fez com que eu me levantasse e me dirigisse até um pequeno morro que, a meu ver, era meu castelo de areia. De lá, eu tinha uma visão privilegiada do parque, e essa visão me trouxe uma melancolia, pois todas as pessoas que por ali passavam, estavam acompanhadas, felizes, possivelmente, enquanto eu mergulhava numa solidão muito grande.
            Encaminhei-me até algumas pedras logo à frente e fiquei um tempo por ali. Não pude deixar de perceber a frieza e a dureza delas, quase intocáveis ali naquela campina, era um refúgio seguro. Um grupo de jovens se encaminhou em direção a meu castelo de areia. Isso meu causou uma dor muito grande... ‘Como eles se atrevem a ocupar um espaço que já possuía dono?’ Porém uma impotência me tomou, e percebi que essa atitude passiva diante dos outros vinha desde criança. Sempre sendo convidado para as festas e brincadeiras, nunca tomando a iniciativa para interagir com as pessoas.
            Com um rompante, comecei a andar por entre as pessoas buscando um lugar seguro, um lugar onde eu pudesse ficar isolado, seguro dos olhares que me perseguiam. Sentei-me perto do lago, alimentando uma esperança de que logo meus amigos apareceriam. Não muito longe de mim, havia um rapaz sentado, sozinho. Aos poucos alimentei uma vontade de ir até ele a falar alguma coisa, pois compartilhávamos um sentimento. Quando finalmente tomei coragem, ele já não estava mais ali. Então percebi que durante toda a minha vida, a demora em tomar as decisões era presente em minha vida, e por isso sempre perdi oportunidades de dizer o que eu realmente sentia...
            Dominado por um torpor, caminhai sem rumo em busca de algo que eu já nem sabia mais o que era. Os olhares das pessoas pareciam fuzis mirados para mim. Eu caminhava contra o fluxo de pessoas, acredito que por isso eu era alvo se seus olhares, afinal, são naturais do ser humano olhares e criticas a quem não segue o fluxo rotineiro das coisas, contudo não lembro de ver uma placa que indicasse um único sentido para a caminhada.
            Encontrei por fim um lugar onde estava livre dos olhares das pessoas. Crianças brincavam no play ground atrás de mim, e consegui experimentar novamente um sentimento leve, feliz, infantil, despreocupado, somente ‘estar’ ali sem explicações. Contudo essa calmaria foi arrancada de mim por um rapaz que tirava fotos copiosamente com um flash que me incomodava incomensuravelmente. Fui assolado por um desejo de me mascara, me esconder atrás dos meus óculos espelhados. Não o fiz. Caminhei até a ponte de onde os flashes vinham e fui tomado por um sentimento de repulsa, as pessoas que ali estavam ao me verem caminhando naquela direção caminharam, quase fugiram para o lado oposto. Inevitavelmente me senti caindo em um buraco sem fundo, somente o vento, presente a todo o momento durante minha caminhada conseguia me fazer sentir, mesmo que brevemente, livre. Acendi um cigarro para ver ser o cheiro me acalmaria. Caminhei até um lugar na beira do lago, lá estava um casal que conversava. Eles nem notaram minha chegada... Coloquei os óculos, o cigarro aceso, senti um vazio muito grande.
            Com medo de me perder nesse sentimento e me afogar na melancolia, caminhei energicamente em direção ao único lugar que conseguia pensar, e que me tinha certeza de que estaria a salvo. Minha muralha de pedra.
            Sentado ali, me senti confortável, como se tivéssemos algo incomum, e acho que realmente temos...
            Os óculos revelaram que enquanto eu estou usando eles, eu vejo somente o que eu quero, pois o cigarro estava aceso e quando eu o olhava por cima das lentes eu via a fumaça e quando eu olhava por trás das lentes a fumaça sumia. Mas o que mais me chamou a atenção neste momento foi que por fora do cigarro, aparentemente de cinzas, guarda dentro dele uma chama, um fogo que queima, muitas vezes sem ser visto.
            Neste momento eu só conseguia pensar em trechos do poema Tabacaria de Álvaro de Campos, um dos pseudônimos de Fernando Pessoa:

“Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada, a parte disso tenho em mim todos os sonhos do mundo.”
“Sou aquele que sempre esperou que lhe abrissem a porta, ao pé de uma parede sem porta.”