Total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Daqueles gritos na imensidão #16...

A verdade...
Simplesmente não consigo sentir absolutamente nada, como se meu coração tivesse se convertido em gelo. Uma pedra fria onde nada brota. Nada vive. Será que ainda está ali? Aos poucos a frieza foi se instaurando e amortecendo meus tecidos nervosos a ponto de me tornar insensível à colisão iminente. Colidiu.
Quando a bruma desvaneceu, nada havia restado, nada estava em pé. Ou talvez estivesse, mas eu quem não conseguia enxergar. O que está acontecendo? Eu pergunto à imensidão. Não obtenho resposta, nem sequer do eco de minha própria voz. Falei? Pensei? Sentir certamente não senti nada. As palavras que chegam a mim são lâminas lancinantes proferidas no instante em que eu já estava vencido, como se não bastasse ter sido derrotado, um golpe de misericórdia marcou aquele momento.
A verdade é... Será? Não sei... Estou aquém de mim. Há uma chave-geral. On/Off.
Ao menos não estou sozinho. Às vezes encontro com um pequeno de olhos verdes expressivos diante de uma retangular janela espelhada. Fito seu olhar por incontáveis instantes até o brotar verborrágico nascer de mim. Ele nada responde. Ele apenas ouve, com a primavera nos olhos. Tenho impressão às vezes que ele consegue imitar meus movimentos a perfeição. Enxergo uma semelhança familiar neste pequeno... E nada diz. Ou talvez diga tudo.
A verdade fragmentada, me revela falho e imperfeito. Busco a luz em meio às sombras, uma luz dourada-amarela, mas percebo que meus olhos estão fechados. Tateio. Busco. A chave-geral? O que busco? Abro meus olhos mas a claridade me força a fechá-los por um instante. E lá está. Mas... Eu... Isso tudo faz... Onde... Quem é o pequeno de olhos verdes... On/Off...
A verdade? Consigo vê-la, mas não colocar em palavras. Mas consigo vê-la.  

sexta-feira, 3 de março de 2017

Daqueles gritos na imensidão #15...

A quanto tempo não lhe escrevo? Já faz um tempo. Tantas coisas aconteceram em minha vida. E não tive forças para escrever pois a escuridão veio com peso e sabores singularmente amargos. Ainda estou no escuro. Não tenho com quem falar e por mais incerto, escrever-te parece concreto. Escrevo para contar quem eu sou, afinal acredito que descobri. Sou o fracasso. Sou o acúmulo de uma vida resignada a sonhos inalcançáveis, tentativa e erro, tentativa e erro, tentativa e erro, e erro e erro. O que fiz do sonho que alimentei? Nada! Não tenho talento. Não tenho dom, menos ainda vida pra continuar. Pior que não consigo nem encorajar outra pessoa, por que penso na hipocrisia de eu incentivar alguém sendo que por dentro estou estilhaçado. Não consigo juntar as partes e isso machuca. Tentei mudar de sonho na esperança de contentar meu coração com algo genérico, porém isso não amenizou a situação tempestuosa em que estou. Busquei ser uma pessoa mais realista e cultivar sonhos palpáveis e menores mas não consigo se quer juntar dinheiro para comprar um carro usado. Aliás, o dinheiro esta sempre contado e rezo para que dure ate o fim do mês. Perdi minha fé. Não consigo mais acreditar... Estou feio. Jogam isso na minha cara com frequência. Estou me sentindo tão  mal que nem consigo sentir pena de mim. Eventualmente um estresse muito grande aparece e não sei porque, ameaça romper em furia meu corpo. A parte isso, observei que poucas pessoas gostam de mim de verdade e a cada dia descubro a ausência de sentimento de outras, que me tratam "bem" por precisar de alguma coisa minha. Mas o que pode haver em alguém feio e sem talento? Em alguém que jogou fora uma possibilidade de vida estável para ir atrás de um sonho imbecil? É... As dores no peito permanecem. Já estou com medo, mas não sei se por estar assim ou não, sinto que meu tempo aqui esta acabando. Como se tudo estivesse se esvaindo. E por incrível que pareça a hora que isso acontecer vou ficar preocupado com quem estou deixando aqui. Se não posso fazer e ser aquilo que amo, de que me adianta viver? Não revire seus olhos nem me julgue, mas com todos esses estilhaços não consigo enxergar uma saída. Esta doendo. Não sei mais quem sou e não gosto de mais nada em mim ou que venha de mim. Ainda está escuro. E não tenho esperanças de que vá clarear. Desculpe-me por essas linhas mal escritas e tristes, mas precisava contar para alguém como me sinto. Estou assim...

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Daqueles gritos na imensidão #14...

Na tentativa de não te escrever, de não gritar nessa imensidão, percebo-me no silêncio ruidoso pois tua lembrança está ainda viva em mim. Percebi ao voltar-me para o vazio que habita dentro de mim, que entre soluçantes gritos, obteve uma resposta ritmada por seu coração e que, pasmo notei, ser também meu coração. Declino do intento de postergar estas cartas pois a saudade é mais forte e venceu a revolta e tristeza em mim. Agarro-me na lembrança dos momentos e por um lampejo consigo me enganar de que tudo esta como antes. E eu ainda estou aqui, me descuidando, ludibriado, no meio de um temporal sem saber se busco abrigo ou me entrego a chuva e viro água. O choro tornou-se sazonal. O que não muda é o arrebatamento atroz que ele trás.  Sinto-me perdido entre pessoas que falam sem se entender, afundadas com merda até o pescoço, reclamando o fato de ninguém estar fazendo nada. Mas como podem reclamar se nem elas estão fazendo nada para sair do atoleiro? Sou uma delas. Até agora pouco era. Estou começando a erguer-me da inércia em busca do movimento libertador. Da direção. E sigo. Pequenos passos vacilantes na dança viva que pulsa em mim. Vibro. Ou será que estou tremendo? Será por causa da chuva? Existem muitas interrogações em minha cabeça, mas o que é a vida senão uma série delas? Tua ausência... Não gosto dessa palavra, pois para mim ela é deveras severa. Recomeço. Tua " não presença"... Parece que nada que eu escrevo consegue amainar tua partida, até porque com ela levaste meu riso. Espera, vou mudar o rumo disso... Já começou a primavera, sabia? Gosto dessa estação do ano onde toda tristeza e frieza se converte em flor. Florescer.  Espero florescer transformando toda essa dor e tristeza em belos lírios amarelos. Tento cultivar-me. Penso ter voltado a fase das tentativas. Assim como tentei encontrar tua presença seguindo a receita do seu bolo de fubá... Cheguei perto. Era quase real. Será que conseguiste sentir o cheiro do bolo aí da casa das estrelas? Ou será que conseguistes me assistir nos palcos daí? Acredito que sim
e isso me basta por hora.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Daqueles gritos na imensidão #13...

Por necessidade, por medo talvez, resignei-me a clausura egoísta do silêncio. Não foi somente contigo que deixei de falar. O fiz por estar incomensuravelmente farto das banalidades rotineiras do calendário. Todavia, ficar no silêncio eterno seria ruim, principalmente comigo. Gosto de fazer-me companhia. E isso me animou. Muita gente tem se mudado aí para a casa das estrela. Dizem que a terra está passando por momentos espirituais difíceis e que os bons estão indo. Verdade, já partistes. Não sei se isso é bom, mas acho que vou demorar por aqui. Bom ou mau? Equilíbrio inclinado para bom. Tento. Por vezes me pego a chover. Chovo várias vezes na verdade. E ninguém me entende, nem eu mesmo pois era através de suas palavras e seus olhos que percebia-me poema e reconhecia-me. Todos os dias vejo seu retrato e ainda sinto-te ao alcance da mão. E dói. Como sempre dói. E como sempre vai doer. Chove.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Daqueles gritos na imensidão #12...

Tenho repetido para mim mesmo que tudo vai ficar bem... Tantas vezes que já perdeu o sentido. Evitei por todo esse tempo te escrever, porém, em sonhos me lembras de que preciso mandar notícias. Sonho com a senhora e acordo com a sensação do seu abraço. Esses dias foram difíceis, muitas coisas ruins acontecendo e poucas boas para aliviar. Não entendo os porquês da vida, mas procuro fazer o bem e me manter equilibrado. Mas como suportar a jornada sem motivação? Como suportar o jogo entre eu e o mundo? Como falar meu texto se na plateia todos estão surdos?
Me sinto assim, como se a luz no palco estivesse apagando sobre mim, enquanto eu aos berros grito enquanto a plateia permanece absorta sem me ouvir. Me resta gritar na imensidão, porque sei que vais me ouvir. Não sou ouvido. Não sou levado à sério. Não se importam se eu estou sangrando. Em contra posição, o resto do mundo é ouvido, louvado e cultuado com fenética adoração.
Estou cansado de estar errado.
Será que nunca acertei?
Esses dias ouvi a frase "morrer é despedir-se dos outros. Viver é despedir-se de si todos os dias." E tenho me despedido... Todos os dias... E a cada minuto me sinto mais distante de ti e de mim e isso tem sido torturante. Mas talvez eu esteja me supervalorizando. Talvez eu esteja criando expectativas sobre mim, quando na verdade eu devo ser esse grande monte de nada.
Desde que partistes, levastes contigo a minha graça, a minha alegria, não por egoísmo, mas por seres aquela de onde tudo nascia, a musa que alimentava aquilo que talvez fosse arte em mim. Estou em ruínas... Parei de esconder meu choro, hoje eu me escondo para deixar chorar, para escoar essa dor que só cresce... Chove dos meus olhos o restinho de esperança cultivado no solo infértil do meu peito. Chuva fina e solene. E essa tem sido a rotina por essas terras... E a chuva vai continuar até que o sol volte luminoso e quente secando cada pedacinho de mim

sábado, 26 de março de 2016

Daqueles gritos na imensidão #11...

"RESPIRA" eu digo a mim mesmo... tento desvencilhar os pensamentos de minha cabeça, mas é totalmente inútil. Se pensar é doloroso, não pensar dói da mesma forma. Os outros me vêem de uma forma, sem perceber o que está por dentro. Aprendi com o passar dos anos a disfarçar muito bem meus sentimentos e dores. Existe uma bruma em minha cabeça e uma pedra ocupando o lugar vazio em meu peito. Está se tornando intolerável existir. Pior do que me sentir distante de ti, é estar distante de mim. Onde sou? Porque sou? E nada faz sentido, mas tudo é muito mais sentido. Paradoxos de uma vida.
Quando dói demais, canto, ou danço, quando dói demais, eu choro...
Quando eu choro, entrego-me ao sentimento e me transformo em água, escoando por todos cantos de mim, até que as águas se acalmem.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Daqueles gritos na imensidão #10...

Falta-me o ar... Falta-me a força... Falta...
O ser humano tem em si a solidão. Somos um agrupamento de células que compõem o corpo. Somos muitas vezes um agrupamento de pessoas... Mas nunca deixamos de ser "solidão". Em alguns momentos conseguimos dosar para encontrar um equilíbrio, uma harmonia com o meio. Estou muito "solidão" hoje. Parece que eu sou pouco confiável para conversas profundas ou fatos corriqueiros. Estou sentindo-me próximo ao que Marilyn Monroe sentiu... "Eu gosto de conversar. (pausa) As pessoas não conversam o suficiente, ou então falam demais. Elas não escutam." E o que acontece depois com ela? Morre. Sozinha em seu quarto. Eu não quero morrer. Mas confesso que é uma ideia tentadora. Quem sabe em outro tempo eu consiga fazer ou ser diferente.
Essa semana me deparei com alguns dos muitos obstáculos que terei que superar, e o ano nem bem começou. Essa semana também revisitei memórias de um diário escrito a muito tempo e percebi que existem fatores constantes em minha vida. A solidão é um desses fatores. Além disso, a capacidade de adaptação e a renovação também. Características de vidas passadas?
Estou triste. Sinto saudades. Gostaria de ter a certeza de que estás ao alcance da mão, mas só te encontro em minhas memórias e dentro do meu coração.
Desculpe essas palavras escassas, mas não tenho força, nem vontade de escrever mais. Não se preocupe, eu ficarei bem...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Daqueles gritos na imensidão #9...

O apego não quer ir embora. Acordo todos os dias e sinto como se pudéssemos nos falar, como se estivesses ao alcance da mão. Porque tem que ser assim? Das mil venturas que aconteceram nesse início de ano, nenhuma delas consegue tirar-me essa sensação ruim que mora em meu peito. Meu corpo reage de forma severa a tudo isso. Preocupo-me não comigo, mas nos poucos que me amam. Deves ter pensado isso. Não ouso pensar em coisas tristes. Busco regar meu dia com sonhos e planos e promessas que desejo cumprir. Mas a carência aumenta e não dou conta de me nutrir. Hoje, assim como alguns de meus dias, desempenho minhas funções no automático, fazendo por fazer, mas porque sei que é o melhor nesse momento. O mundo ao meu redor se abre como uma feroz montanha russa onde as pessoas só parecem mais fechadas e egoístas. Fácil reclamar. Difícil mudar. Fácil destruir. Difícil construir. Muito não e pouco sim. Seria tão mais fácil se todos tivessem consciência de que devemos pensar macro, mas agir micro. É aos poucos que as coisas mudam. Passo por passo. Etapa por etapa. Quando mudamos rápido demais, não conseguimos nos adaptar. Adaptação. Palavra rotineira na minha vida. Adaptando-me sempre, como um camaleão que se camufla e nunca perde sua essência. Mas sou mesmo um camaleão? Busco agora entender a minha essência. Adaptar-me virou rotina, enquanto busco encontrar a minha essência. Aprendi a falar um pouco sobre o que sinto, só não consigo me fazer entender. Preciso aprender a expressar-me melhor? Estou errado naquilo que penso e almejo? Nada tem sido o bastante. Estou entrando num outro processo de anulação. Mas se eu tento mostrar minha opinião, dizem-me que estou errado, de forma ríspida, ou ainda dizem que sou insensível e egoísta. Será que sou mesmo? Justo eu que a vida toda fez o possível para agradar a todos... Será que me permiti tanto assim entrar nesse buraco de anulação que as pessoas não conseguem me ver? Me sinto um anti-herói, um antagonista de mim mesmo, carrasco e condenado... E essas coisa que venho sentindo? O que será  que isso quer dizer? Precisava ouvir o que tens a dizer. Precisava de conforto, pois não encontro conforto dentro de mim. Ontem vi uma imagem que dizia: "Onde estão teus sonhos?" "abandonei-os por um emprego estável" e isso me fez pensar muito. Estou dando as últimas cartadas em busca do meu sonho, mas temo o momento em que as cartas terminarem. Camalear novamente? Não sei...
Sinto sua falta.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Daqueles gritos na imensidão #8...

Feliz (?) Ano novo...
E eu estou aqui, nesse exato momento, me sentindo completamente exposto. Deves saber a dificuldade dos meus dias e o quanto tenho me esforçado para seguir adiante. Agora com todas a verdades não mais secretas, expondo-me de uma forma assustadora e culposa ao mundo. A ideia de que o mundo seria um lugar mais leve para se estar, deu lugar a um peso muito grande. Estou todos os dias correndo atrás de pequenas coisas que possam aliviar esse momento. Corro... Fortaleço meu corpo para conseguir ser capaz de carregar o mundo sozinho, pois é isso que sempre fiz. Carrego nos braços o peso de uma enorme culpa, de uma dor incomensurável juntamente com uma vida que nunca foi minha. Eu mudo. Eu calo. Eu só. Estou lutando, deves saber, mas é muito difícil, ainda mais quando não consigo reconhecer a pessoa diante de mim nos espelhos casuais. Em quem posso confiar? Quem é aliado? Tenho dormido mal e por conseguinte sou assolado constantemente por sonhos ruins onde a trama gira em torno da minha morte. Prelúdios de alforria? Espero que sim. Mas por hora, não me dedico a pensamentos complexos. Dedico-me a árdua tarefa de reconstruir o quebra cabeça de mim, juntando parte por parte, buscando elos, ligações, acertos. Quando me canso, largo gordas lágrimas debaixo do chuveiro, cansado demais para mascarar a mim mesmo o caos de tudo... Sei que fiquei muito tempo sem contato. Sei que minhas palavras parecem pesadas e densas, porém é assim que me sinto. E contigo posso ser eu mesmo. Sem medos. Ano novo? Ano de arriscar. Estou arriscando. Ano de reafirmar minha fé. Reafirmo. Ano de ser feliz... Desejo.
Quando esse vazio vai ser preenchido? Quando vou encontrar sentido? Quando poderei ser eu mesmo sem me apagar pelos outros? 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Daqueles gritos nas imensidão #7...

Faz tempo que não te escrevo, não é? Não sei se estás bem, ou como tens passado ou se recebestes as outras cartas. Pois é. Essa correria tem me deixado completamente absorto... Quem diria, em plena madrugada eu usando palavreado culto. Mas é verdade. Em meio a todos os acontecimentos desse fim de ano, estou com mais uma vez insone. Não sei se adrenalina ou medo, ou talvez os dois. Estive pensando muito. Muito mesmo, deves saber. Os problemas são muitos, as soluções não parecem existir. O que fazer? Tudo se distancia numa velocidade absurda, tudo se transforma na pausa de uma respiração profunda. Eu precisava realmente de alguém que pudesse me ouvir. Alguém com quem eu pudesse falar e estabelecer uma conversa e me ajudar a compreender o que se passa. As pessoas gostam muito de falar, mas não sabem ouvir. Eu tento ouvir. Mas parece que não é suficiente. Tenho tentado entender as pessoas, suas oscilações de humor, de energia e de comportamento, mas ninguém disposto a me entender. Ouve o meu silêncio? Por conta disso recorro mais uma vez a ti, escrevendo para quem sabe possas me ajudar de alguma forma. Estou em kakos. Me sinto feio e parece que nada do que faço é bom ou bem visto. Tenho me esforçado tanto. Tenho lutado tanto. Mas será que isso é o bastante? Acho que o problema é aqui dentro. Tento mudar, tento fazer, mas nada sai do lugar. Devo recorrer a quem?
Eu não me reconheço... Não reconheço meus sapatos, nem esse avental, nem essa casa nem esses patrões que exigem mais do que posso.
Sempre soube que eu sou diferente, que vejo e sinto tudo de outra forma, mas tenho buscado um denominador comum, para conseguir me equalizar com o todo. Mas olha aí o fracasso novamente. Não consigo. Porque é tão difícil ser ouvido? Estou com muitos medos assolando minha cabeça que desistir parece ser uma opção plausível na atual conjuntura. Vou pedir impeachment de mim.
Tá doendo demais sabe? Será que fiz as escolhas certas? Será que nasci para fazer isso? Não me acho aqui. Não entendo porque com os outros as relações parecem ser diferentes.
Seja pela foto não tirada, ou pela supervalorização de uma outra pessoa. Queria tanto poder falar isso tudo, mas acho que isso faz parte daquelas coisas que eu mesmo tenho que lidar. Elas são tantas... Mas dói demais. Eu queria uma foto, desfocada que seja, de uma apresentação. Eu queria um comentário feliz ou construtivo de uma apresentação. Eu quero!
Tente me ouvir! Porque eu mesmo não consigo mais.
Sou um completo fracasso.
Depressivo, não é? Porém real.
Estou sorrindo mesmo ou estou mascarando um choro? Estou calmo mesmo ou na verdade estou calando meus gritos?
O que represento afinal?
Por fora me vês como um ser humano de aço, inabalável, constante e permissivo, mas na verdade sou só um ser humano de cristal frágil. Acho que estou trincando. Se eu quebrar, sei que não pedirei ajuda.
Preciso que alguém olhe pra mim. Mas que me olhe de verdade.
Preciso que alguém converse comigo. Mas converse mesmo, que me ouça e me responda sem exasperação.
Quero me sentir vivo.
Sinto saudades...

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #6...

Tem chovido demais por esses dias. A chuva não parece ser uma chuva comum, parece que a umidade é tanta que entra por nossa pele e chega nos ossos... Faz frio também. Dizem os antigos que estaríamos no verão. Mas ao que tudo indica, estamos vivendo em uma estação não definida. As pessoas estão oscilando de humor, acho que por conta da temperatura ou pela crise instaurada. Eu? Estou um tanto cansado. Cansado de muitas coisas. Acho que por isso tardei a escrever. No dia do meu aniversário, pensei muito em ti, em coisas que dissestes ou em risadas soltas que demos e fechei os olhos e senti como se me abraçasses. E chorei. Tenho bem a quem puxar ser essa manteiga derretida.
Tudo parece estar mais difícil do que de costume. Tenho me estafado de tantas coisas. Mas decidi que preciso me esvaziar dos excessos e me entupir de alegrias. Sorrio sempre que posso mesmo sem querer muito sorrir. E isso é bom. Sorrio. A vida já é por demais pesada para que a gente fique fazendo-a pesar mais, então o jeito é sorrir e com isso deixar o fardo mais leve de se carregar. Olho para o passado e vejo como dei peso para coisas que não pesavam mais do que plumas. Perda de tempo? Não. Caminhos do aprendizado, da evolução.
Estou sem sono agora e decidi aproveitar esse tempo para por nossa conversa em dia. Queria muito saber como estás, se aí está chovendo...
Enquanto isso preparo mais uma xícara de café e escrevo. Estou com tantas dúvidas, medos também, mas não quero falar deles agora, porque isso ia demandar a utilização abusiva de palavras e algumas delas seriam palavrões inapropriados para um bom moço como eu falar (escrever).
Precisava de seus conselhos... A Rainha e a Princesa também precisam. Estou tentando segurar as pontas aqui, mas está complicado. Acho que não tenho forças... Mas sei que temos que reunir forças e sempre seguir adiante. Respiro e me recomponho.
Por hora seria esse o resumo desses dias...
Penso sempre em ti.
Envio todo o meu amor junto com estas palavras desejando que cheguem a ti.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #5...

O dia hoje amanheceu solar... Comum calor típico primaveril, chegou atrasado e de forma repentina, mas com a loucura do tempo, não me espanto. Certamente  reclamarias do calor. Almocei lasanha. Tem sido um verdadeiro duelo entre mim e os ingredientes, para tentar chegar perto do sabor que suas mãos faziam com tamanha maestria. Preciso praticar mais. Deves saber das mudanças todas acontecidas por esses dias. Novos ares. Eu precisava disso. Sinto-me leve. Às vezes, nos anestesiamos para suportar algumas coisas dolorosas e com isso não percebemos muitas outras coisas que acontecem ao nosso redor. Só percebemos quando o copo está totalmente cheio e fica impossível engolir. Caminhos tortuosos que nos ensinam.
Esses dias lembrei muito de ti... Como pode? Existe tanto amor em mim que chega a doer. E eu que achava balela quando alguém falava que o amor dói. Ledo engano. A gente é tão ingênuo, né? Inclusive em se tratando de outras pessoas. Não vou perder tempo falando delas, porque elas não merecem isso, são dignas de pena...
Tô naquela correria costumeira e mesmo assim te encontro em vários momentos do meu dia. Seja em uma flor, seja em meu coração impregnado de ti. Encontros felizes, respiro em meio a selva de concreto.
Esse dia que ta chegando, vou passa-lo todo fazendo arte. Sinto que, diferente das outras pessoas que enxergam na arte uma fuga, encontro na arte o momento em que me lembro que existo, sei que é tudo que me faz sentido. Eu em "arte" simplesmente sou. E é maravilhoso. Parece que de certa forma fico mais próximo de ti e de quem eu amo. Laços de amor. Mas isso já sabias não é mesmo?
Será que te encontrarei nesse dia?
Não existem telefones por aí, mas será que há barcos, carros ou algum meio de transporte que possa te trazer até aqui? Só por alguns instantes... Esperarei...

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #4...

Esta noite sonhei contigo. Não consigo lembrar de muitos detalhes, mas sua presença era forte, palpável, real... Acordei e envolto no torpor de despertar, pensei que queria te ligar para conversar. O choque de realidade foi tamanho ao me deparar que, aí onde estás não há telefones. A realidade do mundo é muito severa, prefiro minha realidade onírica, onde encontros são possíveis, onde a saudade se dissolve no simples desejo concreto de reencontro. Queria que minhas palavras fossem mágicas. Quem sabe assim eu pudesse te sentir assim pertinho de mim. Outro dia, um dia que tirei para descansar, assisti um programa na TV, e escutei a frase: "Vocês falam muito das perdas, mas na verdade não perdemos ninguém, estamos impregnados com as energias daqueles que amamos". Fiquei pensando muito nisso. Sabe, eu nunca me contentei com pouco, e pra mim, a certeza de que estou impregnado de ti, alimenta a saudade por não ter-te aqui ao alcance da mão. Eu estou tentando viver, que seja por aparências, mas isso me exauri demais. Pensei muito e não consigo entender o porque.
Deves saber das correrias que tenho passado e dos apertos que assolam meus dias. Queria saber o que pensas, porque faz falta não ter com quem falar. Então grito na imensidão.
Estou atento aos pequenos detalhes, atento as pequenas coisas que me mostram que vale a pena, e reconforto-me na ideia de que mandas-te-as como uma mensagem, de que estas aqui. Mensagens que precisava ouvir. Loucura ou não, isso tem me servido como boia salva-vidas. Ainda mais agora que estou a deriva.
Ninguém se importa.
Aliás, quem realmente se importa está tão pior quanto eu. Os outros? Preferem alguém constantemente feliz e liberto de problemas, ou ainda vestem a máscara da caridade, só para ajudar quem lhes dê algum proveito em troca, se você não oferece algo pela caridade, é descartado como "orgânico" ou "reciclável". Mas nada do que eu já não sabia.
O clima aqui tá mais inconstante do que nunca, assim como as relações humanas. Coincidência? Vai saber... No momento está relativamente quente, vou preparar o café de sempre e fazer pequenas coisas para adiantar meu trabalho. Quando tenho uma brecha, me pego pensando em ti.
Escolha minha sofrer? Acho que não, porque na verdade eu só estou dando vasão ao sentimento, eu só estou deixando a cachoeira transbordar. Se ficar guardando pode fazer mal.
Tá chegando meu dia... Mas não to no clima... O que está me reconfortando é que estarás comigo, sei que na hora certa, quando a lembrança for bem forte, vou poder fechar os olhos e sentir seu abraço. Meu maior presente nesse dia.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #3...

Talvez se eu tomasse uma taça de vinho, aditivada com uma poção fulminante, eu consiga me libertar definitivamente. Procuro pelas ruas sinais de bem, caminho por entre as incansáveis luzes ofuscantes desejando mais, porém minha mente cansada não consegue enxergar nada além de pequenos fragmentos de luz que se distanciam. Distância.
Depois de muito tempo recebi uma mensagem positiva, me mostrando que talvez houvesse chances de meu sonho ganhar forma, vida, mas, como ultimamente tudo tem sido uma interminável sucessão de perdas e desgostos, esse pequeno fragmento luminoso e esperançoso se apagou.
Hoje, pelo menos, senti fisicamente meu coração batendo. Sinal de que essa merda toda ainda não acabou. Quero algum sinal, algum atalho, algo que me mostre que tá valendo a pena ficar aqui nessa inconstante montanha russa que se desloca somente para baixo.
Pena que eu sou, como dizem por aí "certinho". Também pudera, com tudo dando errado, se eu também fosse errado estaria num desequilíbrio gigante. Ser "certinho" meio que equilibra. Ou talvez eu esteja me enganando. Tipico.
Tudo tá perdendo o sentido, tudo tá ficando desfocado, tudo está se tornando um enorme "NADA". Eu juro que estou tentando, só que chega num momento que a gente não aguenta e simplesmente... Assim como fizestes. As pessoas se ferem, se criticam, se julgam, não pensam no bem dos outros, e até a corrente mais forte, pode quebrar quando banhada em ácido corrosivo. E ninguém faz nada. Todos sentam em seus próprios rabos e reclamam, falam mal, mas ninguém toma iniciativa e muda. Será que eu me tornei um deles? Mas eu nunca me contentei ou estagnei. Eu sempre busquei ser o melhor de mim, sabes disso. Mesmo que essa busca tenha me levado para longe, longe de tudo, inclusive de mim.
De que me adianta viver se não posso fazer o que amo? Não tenho conseguido ajudar ninguém. Desde que viajastes, a princesa e a rainha tem duelado o tempo todo, tem sofrido o tempo todo. Eu desejei que aquilo que as aflige viesse de forma certeira até mim, mas parece que não foi o bastante para ajudá-las.
E como tens passado? Como são os dias ai? Espero que não tenhas me esquecido...
Não tenho com quem desabafar, por isso mantenho meu ritual de escrever-te, para quem sabe, possas rezar por nós. Te amo muito, viu? Se puder, me responda em breve.

domingo, 18 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #2...

Teve mudança do horário de verão, e junto com ela uma mudança na temperatura. 10°. Tá frio. Assim como tenho me sentido nestes últimos dias. Troquei a valsa triste de meu rádio por uma outra música mas sem muito sucesso.
Queria poder te ligar para contar da boa notícia chegada nas asas de um beija-flor, com uma mensagem de que ainda para mim, não acabou por completo o sonho. E eu pensei em seu nome.
Sei que deveria estar feliz, porém o frio tem me prejudicado. Será que eu deveria ter vergonha? Tipo vergonha de mim? Entre tantas idas e vindas, achei que essa nodoa havia cicatrizado, mas parece que não. É muito desesperançoso você estar andando e perceber que aqueles que te acompanham tem vergonha de quem sou. Você andar entre toda aquela gente e não ser se quer notado ou apresentado. E toda a situação transcorre como se nada fosse, como se ninguém tivesse notado minha existência, e ai dói mais e mais. Sinto vergonha de mim. Talvez seja assim mesmo que eu deva me sentir, afinal, se aqueles ao meu lado se portam dessa maneira, de que forma eu deveria me portar? Seguir meu coração não está mais em pauta, porque temo ficar só. Amar está ficando em segundo plano, talvez terceiro porque tudo que amo se vai, enquanto eu fico aqui, só. O que pensas disso? Estou invisível. Assim como sua presença.
Recolhi-me ao mundo imaginário, onde minha vida seria colorida e musical, e vivo nele parte do meu dia, assim consigo suportar o peso da existência. Peso de uma existência invisível. Não deveria ser leve? Acho que não, afinal essa vergonha, essa frustração e decepção têm um peso muito maior do que tudo que já carreguei. Porque eles tem vergonha de mim? Por que me ignorar dessa forma explícita? Está ao meu lado conversando e em seguida conversa com outra pessoa e me anula? Nunca tinha me sentido assim. Sabes que nunca tive vergonha de ser quem eu sempre fui. Mas agora sinto. Repenso minhas roupas, meu cabelo... E não agrado a ninguém. Nem a mim mesmo. Desgosto.
Fiz café agora, sentei-me enrolado no cobertor, mas não me aqueço porque o frio é dentro e o café esfria quando o bebo. Mas não se preocupe, eu não vou explodir por hora. Chorar camuflado pelo chuveiro, ou abafado pelo travesseiro, têm bastado até então. Escrever para ti também me ajuda. Mesmo sem respostas concretas.
Outra noite sonhei com seu abraço. Foi tão reconfortante e real que acreditei que toda a vida até então tinha sido uma sucessão de sonhos ruins. Mas mal falaste comigo. Logo despertei e me vi aqui, vergonhoso e friorento. Conformo-me.
Antes de terminar mais este pedaço desse império de palavras que construo, queria dizer que esses dias ouvi uma frase que me fez refletir: "Amar é um verbo sem passado". Sim. O amor não passa, o que passa é o tempo. O amor não separa, o que separa é a distância. O amor não machuca, o que machuca são aqueles que não amam. O amor é eterno, o amor que te devoto têm sido a boia salva-vidas que me mantém na superfície da existência.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão...

Talvez seja por causa dessa valsa triste que constantemente toca no meu rádio, ou quem sabe sejam os dias que tenham perdido o seu brilho. Não sei. Tudo tem estado menos feliz, menos colorido desde que viajaste. Por isso te escrevo, porque sei que na internet, aquilo que postamos é como um grito na imensidão e quem sabe ele chegue aí. Já não consigo mais passar um dia sem chorar. Choro escondido porque não existe ninguém que possa entender essa dor que rompe meu peito e que aumenta minhas rachaduras na alma. São muitos os kakinhos. Tanto craquelado em uma pessoa que achou que tinha o mundo nas mãos. Eu queria saber como chegar até ai para poder te ouvir sorrir, nem que fosse por trinta segundos. A minha comida perdeu o gosto, nas inúmeras tentativas de acertar o sabor exato da sua. Parece infantilidade, né? Eu ontem mesmo tentei não pensar nisso, mas a dor e a saudade são constantes para mim. Não tenho com quem falar. Não tenho com quem desabafar. Então grito no vazio. Estou amortecido, como se estivesse sob efeito de um forte tranquilizante. Drama? Não sei. Só queria me sentir vivo.
Será que vale a pena? Todas essas escolhas estão me levando para o caminho certo? Não tenho mais certeza. Quis muito viajar e ir até ai. Não me conformo. Esses dias eu me peguei pensando em tudo que tem acontecido e queria muito saber o que tens a dizer. Me conheces bem. Porque todo esse turbilhão? Será que está certo? Durmo com as incertezas velando meu sono, com um desejo forte de que isso seja pesadelo. Mas não é. Ou quem sabe a realidade seja um pesadelo e quando acordamos em fim, vivemos um sonho. Tá doendo. Acho que estou virando água.
Será que sabias que estávamos ao seu lado? Será que me reconheceste aquela tarde? Lembra que sentamos juntos e que eu lhe abracei e disse que te amava contendo minhas lágrimas? Quando o pesadelo começou não quis ficar ali porque eu não tinha força, não porque não a amo. Mas como eu poderia?
Estou aqui agora. Com algumas dores musculares a mais, com poucos quilos a mais e com a cabeça mais confusa do que antes. Cego para algumas coisas, enxergando em excesso para outras.
Será que recebestes minhas outras cartas?
Vou continuar tentando.
Meu amor nunca ira diminuir, só vai doer eventualmente.
Rezo para que estejas bem, feliz, como sempre me ensinaste a ser.
Te amo.

sábado, 18 de julho de 2015

Desabafo...

Não estou me reconhecendo por esses dias. Acho que esse processo de conhecimento do meu 'eu' está me deixando um tanto sem chão. E sem o chão? Caímos? Não se estivermos com a nossa fé fortificada. Eu que sempre fui aquele que tomava a dor dos outros como minha, e fazia de tudo para que os outros seguissem no caminho certo, e que não entendia as questões alheias, tenho me encontrado com um novo 'eu'. Porém, com esse processo de auto conhecimento, ou reconhecimento, estou percebendo demais seres e criaturas de uma forma muito diferente. Seus matizes assumem outro tom, suas melodias outra nota e tudo fica um tanto quanto caótico e harmonioso ao mesmo tempo. Acho que isso é bom.
Eu vejo o mundo de outra forma. Sim isso eu já sabia, só que agora ganho uma consciência levemente mais elucidada. Tentar entender o próximo. Respeitar o livre arbítrio. Permitir que o outro erre, para poder aprender e evoluir. Não é uma questão de ser um espectador imóvel dos erros alheios, mas cada um sabe da sua vida, cada um é responsável pelas suas escolhas. Aprendi que eu posso indicar um caminho para alguém, porém, não posso trilhar esse caminho por ninguém. Assim como a mãe pássaro que ensina seu filhote como ele pode deixar o ninho, ele observa o alçar voo de sua mãe e tenta aos poucos sair do ninho e ganhar os céus. Em nenhum momento a mãe pássaro segura as asinhas de seu filhote e voa por ele. E assim temos que fazer em nossa vida, seguir nossos caminhos fazendo as melhores escolhas, observando e aprendendo, assimilando conhecimento e transformando em sabedoria.
Mas... Tu cumpre o que tu rezas?
A maioria das pessoas que eu encontro não. Até onde o seu ego e desejo de realização pessoal está interferindo na vida do outro? Quem somos nós para carregar a cruz do outro se nem damos conta da nossa própria?
Insistir em uma ostentação puramente por status ou ainda 'forçar a barra' em determinadas situações para você parecer o que você gostaria de ser é totalmente infrutífero. Mas, veja bem, eu não estou aqui dizendo o que deve ser feito, ou ainda, que eu estou certo. Muito pelo contrário, eu erro pra caramba. Só estou escrevendo com base nos ensinamentos que tenho recebido e na minha nova forma de observar o mundo.
Qual é a nossa verdade? Em que acreditamos? Porque acreditamos? Porque estamos sofrendo? Sim essa última é a pergunta mais difícil de ser respondida. Ou não.
Nossa vida pode ser comparada a trajetória de um rio. Ganhamos a vida assim como uma nascente frágil e vamos seguindo nosso caminho. Alguns afluentes surgem para nos deixar mais fortes, assim como nós muitas vezes nos desmembramos para que outros rios se tornem fortes. E isso acontece de forma natural. Se você tentar mudar o rumo de um rio o que acontece? Ele pode secar, ou ainda secar seus afluentes ou ainda se isolar em um lago e nunca cumprirá seu propósito na vida.
Talvez seja difícil de entender, eu sei, porque no começo foi difícil para mim. Porém, me indicaram um caminho e estou seguindo nele. Não sozinho, atrás de mim os meus afluentes me acompanham, contudo quem assume a liderança da minha vida-caminhos-escolhas, sou eu.

terça-feira, 5 de maio de 2015

33 coisas que vocês poderiam morrer sem saber...

Estava hoje lendo o blog de uma pessoa linda e que eu considero pra caramba (Ana Bussular) e achei fabuloso esse questionário, até porque, como estou nesse momento de descoberta, ou reencontro de mim, achei deveras importante eu também responder esse questionário. Quebrando a minha rotina de postagens proseadas, com metáforas, desabafos, enfim aqueles textos aviadados que escrevo, farei algo mais objetivo. Quem quiser me conhecer um pouco mais, fique a vontade, só não sei se você vai gostar... hahaha

1. Porque você costumava levar bronca quando criança?
Não levava bronca. Morra de recalque, tá meu bem?! Falei com minha mãe agora, porque eu não lembrava de broncas quando criança. Parafraseando minha mãe "porque você quer saber isso agora? Não entendi... Mas enfim, você nunca levou bronca quando era criança... Agora depois de grande..." (GOMES, Mirian Silvia)

2. Quando foi a última vez que você saiu sem rumo?
Gosto de sair sem rumo, mas toda vez que faço isso, ou eu acabo comprando comida e comendo feito uma porca na engorda, ou compro coisas para mim ou para minha casa. Mas a última vez que fiz isso de sair sem rumo, eu tava muito triste, tava no velório da minha avó, o ser que eu mais amo na face da terra. Eu tava chorando e quando me vi estava no meio do cemitério, e não lembrava como eu tinha chegado lá, mas dai olhei para o lado e ví a lápide do meu pai, dai chorei mais. Enfim, sem glamour ou compras.

3. Três objetivos para o seu futuro...
Quero muito trabalhar nos palcos, interpretando grandes musicais, foi para isso que eu estudei e me especializo. Poder viver confortavelmente em uma casa minha, com meu carro e um salário bacana. Poder cuidar e viajar e ser feliz com minha família e amigos. E, só mais um objetivo/desejo, espero que aquele que falam mal ou querem me fazer mal, sejam melhores e sigam bem suas vidas.

4. O que você encontraria se abrisse a geladeira nesse exato momento?
Ai que íntimo isso... Bom no momento, Pepsi (sim eu amo pepsi, me julguem) Danoninho, queijo e peito de peru, tapioca, ovos, manteiga, requeijão tradicional e com ervas finas (beijo pro recalque porque sou rica), brigadeiro, leite, iogurte...

5. Qual tecnologia ocupa mais seu tempo?
Cartas manuscritas (hahahahahahaha to de brinks) Uso o celular e o notebook em proporções parecidas. Gosto também de assistir TV.

6. Uma coisa usada que você comprou...
Olha, eu nunca comprei algo usado. Mas já ganhei coisas usadas a última foi uma TV 29".

7. Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?
Acordar em que sentido? porque eu "levanto" cedo, mas acordar, acordar mesmo só depois das 10. Tudo que vem nesse meio tempo parece um sonho, onde eu fico olhando para o vazio até criar coragem de levantar e ir me lavar e tomar café, daqui quando crio coragem reclamo e fico de mau humor por ter criado essa coragem. Sigo a vida.

8. Do que você precisa nesse exato momento?
Café, sempre preciso dele heheheheheh... Mas no momento? Comer, amar, rezar, tomar banho e dormir.

9. Qual foi a última coisa que você leu, ouviu ou assistiu que te inspirou?
Se esse questionário conta, minha linda e querida amiga AnaBu me inspirou a escrever ao ler esse questionário no blog dela. Estou lendo algumas coisas,  Aruanda - Robson Pinheiro, uma revista com artigos sobre teatro. Que eu tenha ouvido foram as músicas da Brunca Caram e da ALice Caymmi e a última coisa que me inspirou, não é bem "uma" muito menos "coisa", mas as minhas meninas (Amora, Danielle e Ana) que fazem parte de um projeto de teatro físico que ministro, me deram muito material criativo que me inspirou a escrever.

10. Um souvenir que você comprou ou ganhou...
Um cordão com uma pedra roxa que minha amiga Amora me deu.

11. O que te deixa estressado?
Pessoas que falam mal das outras e que não sabem viver suas vidas, que não tem amor próprio e ficam prejudicando as demais. Pessoas que são vazias e fingem se importar com as outras pensando somente em ganhar território. Tipo, gente, vamos refazer nosso templo interior, vamos cuidar cada um da sua vida e buscar sermos pessoas boas, sim?

12. Já morou em outro país além do Brasil?
Não. Mas to super afim e aberto a convites.

13. Você tem tatuagem?
Não.

14. Qual foi a última coisa que você pesquisou no google?
O texto "o quatrilho".

15. Qual sua maneira de ser egoísta?
Eu não sei, to trabalhando isso. Eu dificilmente me vi sendo egoísta...

16. O que demora demais?
Para algumas pessoas encontrarem a dignidade e o respeito que elas perderam.

17. A última vez que você ficou acordado a noite toda...
Na última noite com minha avó.

18. Qual comida que todo mundo ama mas você odeia?
Olha eu não como várias coisas que as pessoas amam/gostam. Carne de porco, alguns legumes e verduras...

19. O que você está vestindo agora? O que essa roupa diz sobre você?
Saruel de moletom cinza, bem larga e quentinha, camiseta básica decote "V" na cor preta e um par de meias na cor amarela. Hoje eu estou prático e confortável, porém sem perder a sensualidade chic habitual que eu tenho. 

20. Já fez amigos ou se apaixonou por alguém que você conheceu pela internet?
Será que preciso mudar o TOM agora nessa resposta? SIM.

21. O que te faz perder o sono durante a noite?
Ansiedade! Principalmente antes de estreia de algum espetáculo que dirigi. Ou quando estou com mil ideias na cabeça. Porém amo dormir.

22. Qual foi a primeira coisa que você comprou com o seu dinheiro?
Com meu primeiro cachê como ator, foram dois celulares, um pra mim e outro para minha irmã. Com salário? Bom, acho que foram roupas para mim e pra família. Comida também está na lista.

23. O que tem na sua prateleira?
Muitos livros, Perfumes, meu altar, cds e dvds...

24. Como você se acalma depois de um dia estressante?
Danço e canto. Tomo banho bem relaxante.

25. Escreva sobre algo que você quebrou...
Quanto eu estava na faculdade, durante uma aula de dança, estávamos trabalhando saltos e giros. E eu ia muito bem e a profe Iva tinha me elogiado e eu sai serelete e fagueiro feito uma gazela alada pela sala. Lógico que eu fiquei tonto. Lógico que eu me desequilibrei. Lógico que tentei não cair no chão feito um saco de cocô. Para isso achei prudente apoiar meu calcanhar no espelho da sala. Prudente porém insensato. Mas os dois lados bons, 1 - não sangrei até a morte e 2 - era o segundo espelho que eu quebrava, logo quebrei, literalmente o mito...

26. O que você mais gosta de comer no café da manhã?
Geralmente só tomo café com leite.

27. Como quer que sua vida de aposentada seja?
Repleta de lembranças dos trabalhos que encenei, dos amigos que eu fiz, viagens e tudo de mais feliz que eu cultivar, com as pessoas que eu amo por perto, e possivelmente filhos e netos também.

28. O que você leva em consideração ao votar num partido político?
Analiso a plataforma política, principalmente a parte de apoio e incentivo à cultura, afinal um país não se faz somente com edução e saúde, a cultura tem um papel fundamental na formação do ser humano.

29. A religião é um fator importante na sua vida? Por quê?
Acredito que a fé seja algo importante, porque você acredita naquilo que te faz sentir bem, naquilo que você acredita te deixar mais perto do Divino. A religião é algo criado pelos homens para justificar aquilo que eles não tem explicação. A religião infelizmente está desvirtuada e as pessoas acabam impondo suas crenças como verdades absolutas, mas como ser verdade absoluta algo criada pelos homens? Tenho fé e acredito em deus da minha forma. Eu sou da umbanda, eu rezo, trabalho meu templo interior e acredito sim em deus. Se deus está em mim, eu recrio esse templo interior, se Ele está em mim, também está em você, então eu respeito isso. 

30. Como está sua casa agora, limpa ou suja?
Limpa. Herdei da minha mãe um leve TOC de limpeza. Limpo a casa quase 3 vezes por semana. (meu quarto pelo menos)

31. Você não economiza quando o assunto é...
Comida. E quando são coisinhas para mim, tipo livros, roupas... Mas estou em processo de auto controle.

32. Você separa o lixo para reciclagem?
Meu prédio não tem coleta seletiva, mas sempre que posso faço a separação sim.

33. Sua sobremesa favorita?
Qualquer coisa com chocolate. Amo chocolate. E café.



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Quem sou eu...

(18h24, ouvindo "A paz do fim" de Ana Larousse)
Quem sou eu?
Quem sabe seja bacana eu pegar uma xícara de café...
Ok... Vamos lá.
Quem sou eu?
Boa pergunta. Estou em constante evolução e consequentemente meu eu se muda, se recria, se transforma. Mudei bastante no decorrer das estações. Estou mais maduro, quem sabe pronto para ser colhido do pé da árvore chamada Vida.
Talvez você não consiga me enxergar direito porque os matizes tomaram outro Tom. E também pudera, ficar estagnado não é comigo. Ainda mais eu, esse furacão luminoso e amarelo. 
Sinto um pouco de saudades do pequeno príncipe sorridente e esperançoso que eu fui um dia. Mas crescer é uma coisa que dói, ainda mais pelas escolhas que temos que fazer. Umas nos ensinam por termos acertado, ou por serem boas; outras nos ensinam pela dor, pelo erro. Tentativa. Erro. Tentativa. Acerto. Perdas.
Eu me perdi no caminho, por escolha minha, por comodismo. Me anulei. Me deixei embriagar pelo veneno das pessoas e tentei realmente calar quem eu era por necessidade de ser aceito, de ser eleito, de ser aquilo que vocês queriam que eu fosse. Mas como eu poderia ser aceito se eu não me aceitava? Como seguir sem me reconhecer? Como eu me transformava e o resto do mundo permanecia igual?
Então tudo começou assim, de supetão! Eu me vi sozinho com um eu que eu não reconhecia. Apagado por aquela multidão. E meu sorriso?
Sempre tive em mim um amor muito grande e uma necessidade de amar e transmitir esse amor para todos ao meu redor. Sempre ajudei a todos e isso me fazia bem, mas dificilmente recebia algo em troca. Eu aprendi muito com meu erro, mas poxa vida, eu poderia ter aprendido de outra forma! Enfim.
Minha fé aumentou. Hoje me sinto muito mais forte religiosamente do que antes, porque encontrei o divino (chame de Deus, Buda, Oxalá, Cosmos...) mas o encontrei dentro de mim. Reforcei as paredes do meu templo interior e descobri o amor. Amor próprio. Como eu poderia querer amar os outros se eu não sabia como me amar? Estou aprendendo. Além disso, passei a entender mais o porque do mundo e das pessoas. Me respeito mais e sei respeitar o tempo e as escolhas dos outros e não me abalar por isso. Tenho fé. Tenho Amor. E com isso ganhei grandes presentes. Suponho que sejam anjos disfarçados, mas nunca vou perguntar a verdade porque provavelmente eles não poderão me revelar. Meus anjos particulares, que, pela primeira vez na minha vida mostraram-se importar comigo. Minha família se importa, sabe? Mas eu nunca tinha experimentado de verdade o que seria essa troca de sentimentos verdadeiros, sem cobrar nada, sem exigir nada além da felicidade, do bem e da alegria de cada um. Meus anjinhos.
Nesse meu intervalo entre eu buscar a minha independência e sair de casa para seguir atrás do meu sonho, passei por tanta coisa... E acho que a pior delas foi a perda. Hoje, eu caminho mais sozinho porque o meu grande amor, a pessoa que eu mais amei e que mais me amou, que mais me ensinou e que fez de tudo para que eu fosse quem eu sou hoje; agora está lá no céu com papai do céu, me protegendo de longe. E mesmo eu aqui sozinho, sentindo em ocasionalmente o calor do seu abraço, ouvindo o som do seu sorriso e sua voz tão doce, tento vencer mais uma vez a dor e seguir, afinal é isso que a senhora quer, né? Mas se eu pudesse por um instante tê-la aqui, para falar desse amor todo que eu tenho e que agora transborda de mim em lágrimas... Acho que esse meu relato acabou sendo meio confuso, odeio escrever em fluxo contínuo, mas acho que assim ele fica... Sei lá... Bom? Sentimental?
Sim sou sentimental e sempre serei. Continuo sensível. Continuo amando Teatro, dança e canto. Porém agora busco me importar com a inveja e as maldades das pessoas equivocadas e que tentam marionetizar tudo ao redor. Estou aprendendo a rezar por elas, afinal estamos todos nessa vida para evoluir.
Estou evoluindo.
Sou esse menino que ama demais, que se doa demais, que Arteia demais, que cuida demais de si mesmo e dos outros e que, sim, ama muito tomar café. Amo amarelo também. Escrevo para me entender melhor. E vim para esse mundo para ser Artista. Adoro ver o crescimento de quem me rodeia, e cuido dos meus amigos. Reciprocidade! Gosto de chapéu, tenho brincos e dois piercings...
Se você não me reconhece, talvez seja porque estou assumindo as rédeas da minha vida e buscando entender os porquês de tudo e de todos. Sou comporto de urgências, mas consigo ter controle delas. E o mais importante, estou aprendendo a confiar mais em mim. Esse sou eu. Decifra-me ou devoro-te? Não... Não ou te devorar, mas tenho certeza que você vai querer muito me decifrar... Será?
Eu sou assim, agora pelo menos... Quem sabe amanhã? Só sei que quero evoluir e sempre buscar o caminho do bem, da verdade e do amor, para que meus sonhos-flor tornem-se frutos e eu possa provar o sabor deles!
Você quer me conhecer, ou, me reconhecer? Então me deixa te encantar e seja recíproco.



Rabiscos...

Sirva-me por favor, aquela dose urgente e embriagante daquilo que tanto almejo. Não quero ficar sóbrio hoje, porque a sobriedade trás com ela as sombras, monstros e uma torturante visão opaca do mundo. Quero uma dose grande e extra forte. Quero me ver forte e bravo, mas honestamente tem sido difícil. Aquilo que me era certeza, nesses dias de clima inconstante tem se mostrado seco e infrutífero. Desgosto. Eu a cada dia desejo algo que possa me fazer sentir inteiro, algo que seja capaz de me preencher, algo capaz de me curar dessa enorme falta que sinto. Mas não consigo. Quando somos crianças, parece que o tempo não passa mesmo desejando que ele passe logo. Então, de um dia para o outro temos 50 anos e tudo que sobra da infância é um retrato em preto e branco. Saudade. Talvez seja disso que eu venha buscando, quem sabe seja esse sentimento que eu queira que preencha o meu corpo.
Eu levanto todo dia e lamento estar na realidade porque com ela aparecem todos os meus monstros e medos, tudo aquilo que tanto me faz mal. Todo dia me vejo num dilema crucial e só me resta o conformismo do meu suicídio particular, quando eu me anulo. Sinto falta da infância. Mas você nunca me entende, não é? Você não me enxerga e nem pode me ouvir. Você só consegue projetar em mim a imagem ideal daquilo que eu jamais vou querer ser. Você lança em mim a sua dor como se eu fosse culpado das mil mazelas que te atormentam. Quem sou eu? Sou uma pessoa com sonhos, desejos e urgências, ou sou somente aquilo que você almeja?
Isso me deixa com muita raiva! Me enfureço e recorro aos meus improvisos emocionais desejando que você consiga me ver como eu sou. Mas logo abandono a raiva, porque, sei que a raiva é um sentimento raso de uma mágoa mais profunda. Fazes-me falta. Falta daquilo que fomos. Daquilo que por um breve lampejo desejei que fosse eterno. Eu sou eu, e não o que você quer! Eu mudo, recrio e transformo-me. Sou quem eu realmente sou, cego aos seus olhos limitados. Eu arrisco sem medo e me lanço ao novo. Porque isso tinha que acontecer? Porque temos que perder? Porque viver em um ciclo dilacerante de dor e perdas? Minha avó sempre dizia: "a gente risca, o destino vem e rabisca". Estou tão rabiscado que nem sei mais onde começa o rascunho de mim.
Enquanto isso preparo mais uma dose forte, porque seu cheiro me lembra de casa, me lembra de coisas bonitas e de amor, e por hora isso basta para me manter vivo. Aceita uma caneca?