Quando a gente perde o chão? o que fazer? sem o chão a gente cai, e cai até onde?
será que eu devo aceitar a queda livre assim sem lutar? Hoje sim. Hoje eu aceito aquilo que
vem sem medo do que pode me acontecer, já que tanto tempo eu cuidei dos outros e esqueci
de mim. Eu me dou esse luxo. Um amiga minha uma vez me disse que as coisas ruins
acontecem em nossa vida para nos abalar para que possamos seguir em frente, e é isso que eu
quero agora. Mas não veja isso como um derrotismo ou estagnação, porque se eu pudesse
correria em direção ao meu sonho, mesmo que isso me custe morrer no caminho. Mas até que
é bonito isso, morrer correndo atras de um sonho que nem sequer se realizou, mas valeu pelo
vislumbre de uma vida cheia de tudo aquilo de bom que a gente sempre quer. Se eu pudesse
hoje eu morreria. Agora mesmo. Mas eu não quero a morte, quero a vida, quero fazer tudo
aquilo que eu sempre sonhei, e melhor, quero realizar tudo, tudo, e não vou me contentar com
menos do que a felicidade. Embora eu ainda não consiga compreender esses caminhos e
pessoas tortuosas, vou seguir. Porque tudo que eu quero nesse mundo é encontrar a paz do
fim, e lá eu sei que vou poder enfim tomar um café a dois. Estou cansada de tudo isso porque é o dito por não dito. Eu falo por escrito e rogo que me ouçam por favor, quero encontrar meu centro, ter discernimento do que pertence a mim, pois toda a minha sorte é vento sobre areia e quando bate um vento forte não posso me
perder. Eu sai pra me encontrar e com isso eu entendi que esse é o meu
lugar, minha vida e a minha razão de estar. Eu me machuquei muito e errei muito também, mas estou
disposta a sem bem melhor. A partir de hoje será muito bem vindo qualquer sorriso, qualquer expressão de amor que seja capaz de construir, porque cansei de ver amores destrutivos.
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sábado, 31 de janeiro de 2015
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Colorir...
Eu não consigo dormir, esperando, esperando, esperando... Passa o dia eu eu me entrego as incertezas que eu já havia esquecido que uma vez senti. Disfarço minha dor, convertendo em cores no papel cartão. Eu queria entender porque motivos eu desejo tanto que você se perca nas minhas fronteiras, como se buscasse encontrar uma fresta de amor, um vestígio de cor pra se pintar de mim. Despe-se da dor, se aprume e vai, eternize em canção ou em quadro o que você mais desejar e me diga o que é. Enquanto isso eu fico aqui ensaiando cenas de um futuro imaginário colorido de aquarela, com traços e linhas que de forma improvisada compõem esse quadro emocional. E eu sigo pondo o rosto de sorriso.
Sou assim, o que posso fazer? Alma inquieta que dança nos limites do meu corpo, e transborda em palavras escritas para materializar os sentimentos guardados em mim. Quem sabe eu possa falar para você e melhor, você consiga responder que sente reciprocamente esse amor colorido e que quer dançar e colorir a vida comigo... Ou se não for nada disso, tudo bem, deixa pra lá. Mas me diga alguma coisa sobre tudo antes que o cinza fique maior que o céu sobre nós e só nos reste chorar.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Verão
Nunca foi tão claro. Na verdade nem uma manhã de sol nos alpes andinos teria tamanha clareza como a que eu tenho agora. Na real está tão claro que eu preciso de óculos escuros no momento. Mas será que você também enxerga? Ou será que toda essa claridade está ofuscando a sua visão? Não sei. Queria poder contar para você da vista que eu tenho da janela, ou dos sabores que degustei aqui, mas a tanto que não tenho notícias suas que temo lançar no vazio as minhas palavras. Tenho medo de não receber notícias suas, que acabo me refugiando em minha mente criativa e crio e recrio cenas para o futuro que sonho para nós. Minha imaginação sempre foi o meu refúgio seguro, que cada vez mais prefiro o meu mundo criado do que a realidade fria e silenciosa em que estou. O que será que fiz ou deixei de fazer? Deveria ter lhe escrito mais para falar de coisas corriqueiras como o fato de eu amarrar fitas amarelas em árvores para marcar o tempo que estamos longe? Sim, aposto que você riria e me criticaria com sua afiada ironia costumeira e eu sorriria e me refugiaria como uma criança em teus braços. Mas tudo tem sido suposições imaginárias. Será então que tudo que vivemos não passou de imaginação? Quem sabe seja esse o motivo de eu não obter respostas de você. Então se eu inflar minhas palavras com todo sentimento que eu tenho em mim e pintá-las com a cor amarela mais luminosa que eu encontrar, elas cheguem a você e possam inspirar uma resposta que tenha sentimento e força para chegar até mim. Sonho, ilusão? Não sei direito. Acredito que seja sentimento mesmo. Então espero que nessa manhã, quando o vento tocar a sua pele você consiga decifrar a mensagem que ele carrega e possa, se você quiser retribuí-la. Enquanto espero, volto a amarar fitas amarelas, e desejar que essa claridade toda seja um bom presságio de que estamos no caminho certo para escrever o nosso felizes para sempre.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
2015...
Ano novo não faz milagre, e nem tem poderes de transformar aquilo que você sempre desejou mas nunca foi capaz de lutar para conseguir. Pedidos e promessas são vagos se você não tem fé e não pratica sua religiosidade e bondade regularmente. É muito fácil pedir e esperar pelo que pediu e se revoltar quando seu desejo não se realiza.
Antes de mais nada, lembre-se que estamos num momento de reflexão, então faça isso! Lembre-se que ser feliz é difícil, se não fosse não teria graça viver... Não cometa os mesmo erros do ano passado, afinal precisamos aprender e evoluir com nossos erros. E antes de reclamar das coisas ruins que acontecem com você, saiba que elas acontecem por sua causa, única e exclusivamente, então se for reclamar, reclame consigo mesmo! Olhe para dentro de sí antes de olhar para fora da sua janela.
Faça o bem, seja uma pessoa do bem! Esse é o primeiro passo para buscar aquilo que você tanto almeja! Lembre-se que o amor maior e a divindade estão dentro de nós, nosso corpo é um templo! Cultive sua fé, plante uma planta, faça crianças, batalhe por aquilo que você deseja, brinque, escute música no volume máximo, dance, dê margaridas amarelas para as pessoas que você ama! Seja parte de algo maior, mesmo que você ainda não saiba direito o que é. Seja leve e seu ano certamente será melhor! Feliz Ano. Feliz 2015
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
28...
28...
Medos que surgem, interesses que mudam, urgências constantes. Sempre que chegava essa época, eu me enchia de uma felicidade tão grande que contava os dias para comemorar. Mas de uns anos pra cá, a coisa mudou. Geralmente gosto de fazer um balanço geral do ano e ver o que foi bom e o que tenho que melhorar. Mas ultimamente só me deparo com erros irreversíveis, equívocos e mentiras, saudades e lágrimas. Talvez eu devesse passar por isso, quem sabe eu só estivesse colhendo aquilo que plantei... Não quero pensar nisso. Esse ano tinha tudo para ser igual, mas tem algo diferente. A cigana me disse que estou em uma nova fase e que isso para mim era muito bom. Realmente me sinto assim. Tenho me renovado a cada dia, evoluindo e buscando ser o melhor de mim.
28...
Talvez seja por isso que estou recluso. Talvez por isso eu esteja preferindo o silêncio ao estardalhaço. Não deixei de gostar de festas, mas quero que só quem realmente se importar comigo lembre desse dia. Tenho a certeza de Mamãe, Vovó e minha Irmã e isso me basta. Não desprezo os outros, pelo contrário, só não quero que eles se obriguem a fazer alguma coisa... Se for, que seja de verdade.
28...
Queria voltar no tempo...
28...
Falar do meu amor, daquela chuva forte, dos sonhos perdidos no tempo, das verdades encalacradas em mim... Voltar no tempo, a tempo de não errar e libertar...
28...
Me sinto mais maduro... Cresci muito nesse ano que passou e me sinto feliz por isso. E a maior descoberta que fiz foi entender que trazemos em nós a vitória do espírito santo e somos capaz de mudar os rumos da nossa história.
28...
Que seja leve, que seja cheio de muito trabalho e realizações positivas, que seja amarelo e com margaridas, que aquilo que estou plantando cresça de de belos e bons frutos. Não vou ficar de luto pelo que morreu, vou sim comemorar o nascimento desse novo eu.
"Pai - Qual é a sua força interior?
Eu - Minha família, minha arte, o amor que eu sinto...
Pai - Que bom... Nunca se esqueça disso!"
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Lispector...
Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz.
Eu nunca fui livre na minha vida inteira. E acho
que meu maior algoz sempre fui eu mesmo...
Por dentro eu sempre me persegui.
Eu me tornei intolerável para mim mesmo. Vivo
numa dualidade dilacerante.
Eu tenho uma aparente liberdade, mas estou preso
dentro de mim. Sou como você me vê, posso ser leve como uma brisa, ou forte
como uma ventania, depende de quando, e como você me vê passar.
Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é
o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo
porque eu mesmo não posso. Pareço estranho ou louco? Não sou, só que sinto a necessidade de falar
certas coisas, outras eu calo por temer. E se por te falar eu te
assustarei e te perderei? Mas se eu não falar, eu me perderei, e por me perder
eu te perderia. E a complexidade se faz presente. Mas se eu sou, perderia você?
Então que eu perca, porque não serei mais aquilo que os outros, ou que você
quer de mim, preciso acreditar em mim, preciso me querer mais. Se eu tiver que
perder, que seja você, não eu. E no final do jogo quem perde mais é você que não
se tem e não me tem.
Por enquanto estou inventando a tua presença...
Porque a dependência ainda é forte, mas vai passar. O que me atormenta é que
tudo é 'por enquanto', nada é ' sempre'.
Ando de um lado para outro, dentro de mim. Estou bastante acostumado a estar
só, mesmo junto dos outros. Sou composto por urgências: minhas alegrias são
intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de
excessos. Livrei-me de você. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.
Mas encontro meu eixo, meu equilíbrio dentro disso.
Não é que vivo em eterna mutação? Com novas adaptações, o meu renovado viver
dança, canta e vibra com a nova energia do ser, e assim, aparentemente me sinto
mais seguro, mais forte. Vivo de esboços não acabados e vacilantes. Mas
equilibro-me como posso, entre mim e eu, entre mim e os homens, entre mim e o
Deus.
Mas, tantos defeitos tenho.
Sou inquieto, ciumento, áspero, desesperançoso... Embora amor dentro de mim eu tenha... Só que
ainda não sei usar esse amor e às vezes ele parece farpas... E o amor, em vez
de dar, exige. Será que estou exigindo? De mim? E quem gosta de nós quer que
sejamos alguma coisa que eles precisam. Então pretendo ser o melhor de mim, por
mim mesmo e só.
Já que sou, o jeito é ser. Simplesmente eu sou
eu. E você é você. É vasto, mas vai durar para cada um. Por enquanto tu olhas
para mim e me amas. Não, não, tu olhas para ti e te amas. É o que está certo. Temos
que nos amar para poder dar amor.
Me perco novamente nisso tudo, me procuro
incansavelmente e me acho encolhido em algum lugar dentro de mim. Preciso de um
tempo para mim às vezes pois viver exige muito. E quando necessário, enlouqueço
e deixo rolar para liberar o que não é tão bom e deixar entrar somente o que eu
preciso o que é bom.
Sabe o que eu quero de verdade?! Jamais perder a
sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela
não poderia sentir a mim mesmo... Tenho a sensibilidade aflorada e isso que me
faz ser o que eu sou. Aprendendo a dosar isso tudo para que não seja nocivo a
ninguém, principalmente a mim mesmo. Sou tão misterioso que não me entendo!
Mentira, eu me entendo mas gosto do sabor do mistério. E se hoje você me vê
assim, pode ser que amanhã eu esteja outro. Se você me vê, veja-me de verdade.
E não se preocupe com nada mais pois ainda bem que sempre existe outro dia. E
outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas. E assim como
a primavera, eu me deixei cortar para vir mais forte...
Começo a florescer.
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Entrelaços...
Qual é seu nome? Que mês é este? Frio que rasga meus lábios, o calor que entorpece. Tenho sentido tudo isso? Ou, sou somente mais uma engrenagem da máquina mundo? Qual nome hei de ter dentro disso tudo? Números? Sentimentos calados... Sinceramente tenho me sentido mais cansado por esses dias. Tenho observado mais ao meu redor e entendi que os artifícios e vícios, deixam de ser os velhos hábitos ou compromissos das pessoas que descobrem-se. Consigo me perceber automático e me desenlaço, me esqueço disso tudo pra buscar novas conquistas, pondo o pé na estrada dentro de mim para encontrar... Sonhos, aventuras, promessas, encontros! Quero poder lhe estender a mão, quero ver o mundo nas cores da bola de sabão, voar para perto e longe desse meu novo universo onde danço a canção que meu coração canta... Você me daria a mão?
Antes eu não consegui enxergar isso tudo em mim porque estava ocupado demais sendo mais uma engrenagem, sólida e fria, só querendo do outro aquilo que eu ainda não tinha encontrado em mim. Quantas coisas podemos descobrir quando nos calamos um pouco, não é? Como o silêncio pode ficar tão ruidoso quando abrimos os ouvidos para dentro de nós. Descobertas.
E porque você ainda tá aí parado? Vem que ainda há tempo de se descobrir para poder tocar com o olhar e com sua própria mão aquilo que tanto canta seu coração.
Eu me descubro, crio laços com aquilo que sou, me entendendo e permitindo soltar a minha própria emoção e sensação, e como ator eu represento a vida, a minha vida de verdade que explode em cores e aromas. Vida que você também não deveria mais conter.
E eu me enfeito com laços de fita ou mesmo de papel crepom, para comemorar meu primeiro amor, sim, pode ser piegas, mas eu me amo tanto e tenho me amado mais a cada segundo enquanto bailo pela vida, que agora me sinto muito mais capaz de dar esse amor a você e a todos aqueles que estiverem dispostos a recebê-lo. Me deixa entrelaçar você?
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