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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Escrevendo...

Tomo café para conseguir me aquecer... Faz tanto frio lá fora, que temo, chegue a nevar...
Não me surpreenderia nada, do jeito que o mundo está, neve agora não sera de se estranhar.
Enquanto visto meu blusão de lã, preparo outra xícara de café e pego um livro para ler, percebo que estar sozinho não é tão ruim quanto imaginei.
Mas sinto falta.
Não sei, sozinho eu pude encontrar com uma parte de mim que a muito não conversava, uma parte pequena e que anda rindo à toa pelas ruas da cidade por ter simplesmente comprado alguma coisa... Vaidoso... Feliz pelo pequeno agrado que a tempos não recebia, nem dele nem de ninguém. E caminhou, mesmo no frio, e caminharia mais se pudesse. Percebeu pequenas coisas, atentou-se a outras, repensou fatos... Esse encontro me deixou mais solidário, oque não é estranho porque fui criado assim, mas pela correria da vida, perdeu um pouco disso.
Estou mais sensível...
E [me] sinto diferente das pessoas. Estranho?!
Esperando por mensagens, por ligações, por cartas...
Tomo meu café... O Blusão de lã mostra-se muito mais útil do que esperava... O livro se intensifica e me surpreende...
Sinto falta ainda...



terça-feira, 17 de julho de 2012

Sonho...

Olho tudo que se passa ao redor de mim e nada me cativa, nada me importa... Entre tantos, entre todos... Dizem que você não escolhe o caminho da Arte, Ela escolhe você... E quem disse que seria fácil? Quem acha que é justo? Olho ao redor e ninguém pode me responder. Minha cabeça fervilha de perguntas, de questões que nem eu sei responder, e só me perco ainda mais nesse vazio de estar e ser. Eu sei oque sou, sei oque eu quero, e estou lutando por isso, mas não estou mais com forças, não estou mais armado para essa batalha... Estou cansado... Quase desistindo... Sucumbindo...

Não é justo...
E a consequência é que estou entregando os pontos, sim...
Pelo menos hoje, essa semana quem sabe eu entregue de vez os pontos de declare-me o maior derrotado que existe, o maior fracasso e decepção que já ousou pisar na terra!
Estou sozinho...
Está frio...
Chove...

Hoje não acredito em milagres, nem em anjos nem em mim... Já dizia Pessoa, e se encaixa perfeitamente pra mim: "Não sou nada, não posso querer ser nada. A parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo"
Sonho...

Quem sabe um dia eu me perca em meu sonho, eu fique em sonho, eu esteja em sonho e eu viva o sonho...
Talvez. Enquanto isso...


segunda-feira, 9 de julho de 2012

Que?...

Que bicho é esse que se tranca na escuridão? Que escuridão é essa que protege o bicho? Dúvidas escuras me acometem ao tentar decifrar esse enigma da esfinge...
"Defira-me! Não vai me decifrar nem me devorar, nunca! Você não quer, você não se importa, você não... Em meio a alegria repentina de viver na claridade que o sol abria, e um toque que jamais sentira, entregue ao abismo, absorto, faço-me visível, e você..."
Que bicho é esse que se torna visível e que apresenta-se assim? E que tem certeza cristalina do que sente, que é levado a outro mundo só por sentir o toque, mas que é despedaçado com a frieza do olhar? Que bicho é esse que adoece, que não é cuidado, e que não entende porque não o entendem?
Quem se importa?
Acho que nem ele mesmo se importa com as coisas...



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Inquietude...

Sou assim... Inquieto... Expressivo... Explosivo... Criativo!
Mal estreio Pequeno, já sonho e anseio por Primavera... Ansiando por dar vida as minhas aspirações artísticas, escrevo, componho, sonho e desejo. Pequeno não está pronto, eu sei; teremos que trabalhar muito para conseguir deixá-lo com a presença e vida da primeira metade do monólogo, fato, mas não consigo controlar essa minha mente brincalhona que insiste em voar. A decisão por primavera foi repentina, um estalo ou epifania do que eu realmente quero fazer, de como provocar-me-ei...
Primavera está diferente da estética que eu sigo, embora o tema recorrente entre a trilogia seja sempre o mesmo. Escrevo... Partindo de uma centelha de um sentimento do Kaio, crio, recrio, transformo em dramaturgia-texto para depois transformar em dramaturgia-corpo, dramaturgia-voz...
Drama... Drama... Drama...
Perdas, solidão, desesperança, abismo sentimental, onde me lanço a escuridão sem nada me segurando... Sempre foi assim...
Perdido, mas salvo. Sozinho, mas comigo. Sorrindo, mas triste.
Esse sou eu? Talvez...
Sempre esperando por alguém, por alguma coisa...
Fiel...

"Fitas amarelas para cada dia distante de você..."


Desejo começar logo esse processo de Primavera...





quarta-feira, 27 de junho de 2012

Estreia... Nascimento!

22.06.2012
19 horas

Azul iluminou aquela cobertura que tanto tempo fez-se presente para mim...
Tudo estava igual, repetido... Monótono...
Dança...  no escuro, com vontade de gritar...
Valsa pelo espaço tortos passos, incertos, temerosos e saudosistas... Seria aquela a primeira música dançada?
Repete-se, cambaleia, petrifica. Pose.
Engana-se...
Num rompante, livra-se da máscara, torna-se pequeno, real...
Relembra...
Pela primeira vez consegue falar aquilo que sempre quis dizer, falar oque senti, falar mesmo sem ter a certeza de uma resposta...
Canta...
Despede-se daquilo que fez parte de sua vida...
Segue...




O Destino do Pequeno
Direção Gisele Bauer
Criação: Kaio e Cac Kinas
Texto e Atuação Kaio Gomes Bergamin
Assistência Técnica: Matheus Gonzáles e Karoline Zambon
Fotografa Desirée Tamanini


terça-feira, 19 de junho de 2012

Geral...

Ontem tínhamos ensaio geral, no teatro onde estrearemos.
Tensão...
Primeira vez na cobertura de Pequeno Alvin... Definimos a luz, e coisas novas surgiram... Arrumamos tudo para a passada técnica. E foi muito bom... Após a Big fez algumas considerações sobre a passada, relembrou algumas intensões e marcações, rimos e definimos de vez toda a parte técnica. Ensaio 2! Como se fosse a estreia! Tudo se encaixou, penumbra e voz, fogo e azul, música e máscara, pequeno e dança!
E ele cantou no final, num arrebatamento, além da técnica, entrega, explosão...
Estrearemos!

O DESTINO DO PEQUENO
22, 23, 24 de Junho
19 horas
Teatro Rodrigo D´oliveira (Rua Carlos de Carvalho,418, Centro, perto dos tubos Praça Osório e Visconte de Nacar)

Sexta-feira apresentando o Bônus a entrada fica R$10
Sábado e Domingo - R$30 inteira, R$15 a meia (estudante, classe artística, bônus da casa cor e bônus do teatro.

Direção de Gisele Bauer
Texto e atuação de Kaio Gomes Bergamin
Criação de Cac Kinas e Kaio Gomes Bergamin
Assistência Técnica de Matheus Gonzáles e Karoline Zambon

PRESTIGIEM!!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amiga verdadeira... Big

11.06.2012

Diário de Bordo do Pequeno...

Casa da Cultura de Campo Largo, serviu como cenário para o tão esperado encontro.
Big, uma grande amiga e artista, que faço questão de pintar com as cores que ela mesma tem, concretizou esse presente maravilhoso de me dirigir nesse projeto Pequeno.

Começamos pós adaptação do monólogo, de arena corredor para palco italiano (por causa do espaço que apresentaremos). Big passou alguns exercícios de clown para mim, para ajudar no monólogo interno dessa personagem, e em seguida re-coreografamos as primeiras coreografias e cenas...

Impressões...
O trabalho de clown foi algo que eu já havia experimentado antes, mas a proposta da Big ia além do que sonhava minha vã filosofia. Uma entrevista de emprego. Para um recém formado. Repetida milhares de vezes com milhares de estímulos e sentimentos. Foi bastante angustiante viver um clown que não fosse meu Kio. No início foi dificílimo e frustrante... Trabalhamos a alegria total do pequeno, e embora eu estivesse me sentindo totalmente feliz e sentisse meu corpo pulsando essa alegria, não consegui deixar ela sair pelo meu corpo em movimentos. Seguimos com outros estímulos. Vou me prender aos que muito me marcaram, como por exemplo: Qual seu nome? ALVIN explodiu minha voz com uma potencia que não era do Kaio... Alvin... Nomear o Pequeno,que para sempre será Pequeno para mim, foi algo forte e incrivelmente necessário... Alvin, que descobri hoje dia 12 significar 'ilustre amigo'... Pequeno...
Experimentei o extremo da raiva, que foi catapulta para a primeira cena. Foi forte. O grito rasgando o corpo... Como flecha... Viver o telefonema da paixão, a ida ao hospital, foi muito forte... um duelo entre Kaio que não queria reviver a cena de chegar ou hospital e encontrar a pessoa que ama imóvel, e Alvin/Pequeno que queria ter certeza de que não era verdade... Desespero... Impotência... Medo... Ninguém pode saber a dor que a gente sente, dor que dilacera, que rasga seu corpo, quando você encontra a pessoa que você ama, que sempre esteve presente em sua vida, em silêncio, imóvel, coberta por um lençol, e você infantilmente chamar por essa pessoa e você não ter em resposta o seu sorriso... É gente, dói muito... Eu sei...

O ensaio/remarcações
Foi muito bom esse trabalho inicial para dar força para a cena. A dramaturgia aconteceu e se consolidou de forma mais firme, orgânica... Foi cansativo, corpo e mente, reviver e reorganizar, porém extremamente gratificante...

Despedida
Alvin seguiu andando pelo trilho do trem... mudado... crescido... forte... e eu... também...


Big, valeu mesmo...
#farinhada #4%

Quarta-feira (13) tem mais ensaio. Quinta-feira (14) ensaio geral com técnica.

kaiogomesbergamin