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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #4...

Esta noite sonhei contigo. Não consigo lembrar de muitos detalhes, mas sua presença era forte, palpável, real... Acordei e envolto no torpor de despertar, pensei que queria te ligar para conversar. O choque de realidade foi tamanho ao me deparar que, aí onde estás não há telefones. A realidade do mundo é muito severa, prefiro minha realidade onírica, onde encontros são possíveis, onde a saudade se dissolve no simples desejo concreto de reencontro. Queria que minhas palavras fossem mágicas. Quem sabe assim eu pudesse te sentir assim pertinho de mim. Outro dia, um dia que tirei para descansar, assisti um programa na TV, e escutei a frase: "Vocês falam muito das perdas, mas na verdade não perdemos ninguém, estamos impregnados com as energias daqueles que amamos". Fiquei pensando muito nisso. Sabe, eu nunca me contentei com pouco, e pra mim, a certeza de que estou impregnado de ti, alimenta a saudade por não ter-te aqui ao alcance da mão. Eu estou tentando viver, que seja por aparências, mas isso me exauri demais. Pensei muito e não consigo entender o porque.
Deves saber das correrias que tenho passado e dos apertos que assolam meus dias. Queria saber o que pensas, porque faz falta não ter com quem falar. Então grito na imensidão.
Estou atento aos pequenos detalhes, atento as pequenas coisas que me mostram que vale a pena, e reconforto-me na ideia de que mandas-te-as como uma mensagem, de que estas aqui. Mensagens que precisava ouvir. Loucura ou não, isso tem me servido como boia salva-vidas. Ainda mais agora que estou a deriva.
Ninguém se importa.
Aliás, quem realmente se importa está tão pior quanto eu. Os outros? Preferem alguém constantemente feliz e liberto de problemas, ou ainda vestem a máscara da caridade, só para ajudar quem lhes dê algum proveito em troca, se você não oferece algo pela caridade, é descartado como "orgânico" ou "reciclável". Mas nada do que eu já não sabia.
O clima aqui tá mais inconstante do que nunca, assim como as relações humanas. Coincidência? Vai saber... No momento está relativamente quente, vou preparar o café de sempre e fazer pequenas coisas para adiantar meu trabalho. Quando tenho uma brecha, me pego pensando em ti.
Escolha minha sofrer? Acho que não, porque na verdade eu só estou dando vasão ao sentimento, eu só estou deixando a cachoeira transbordar. Se ficar guardando pode fazer mal.
Tá chegando meu dia... Mas não to no clima... O que está me reconfortando é que estarás comigo, sei que na hora certa, quando a lembrança for bem forte, vou poder fechar os olhos e sentir seu abraço. Meu maior presente nesse dia.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #3...

Talvez se eu tomasse uma taça de vinho, aditivada com uma poção fulminante, eu consiga me libertar definitivamente. Procuro pelas ruas sinais de bem, caminho por entre as incansáveis luzes ofuscantes desejando mais, porém minha mente cansada não consegue enxergar nada além de pequenos fragmentos de luz que se distanciam. Distância.
Depois de muito tempo recebi uma mensagem positiva, me mostrando que talvez houvesse chances de meu sonho ganhar forma, vida, mas, como ultimamente tudo tem sido uma interminável sucessão de perdas e desgostos, esse pequeno fragmento luminoso e esperançoso se apagou.
Hoje, pelo menos, senti fisicamente meu coração batendo. Sinal de que essa merda toda ainda não acabou. Quero algum sinal, algum atalho, algo que me mostre que tá valendo a pena ficar aqui nessa inconstante montanha russa que se desloca somente para baixo.
Pena que eu sou, como dizem por aí "certinho". Também pudera, com tudo dando errado, se eu também fosse errado estaria num desequilíbrio gigante. Ser "certinho" meio que equilibra. Ou talvez eu esteja me enganando. Tipico.
Tudo tá perdendo o sentido, tudo tá ficando desfocado, tudo está se tornando um enorme "NADA". Eu juro que estou tentando, só que chega num momento que a gente não aguenta e simplesmente... Assim como fizestes. As pessoas se ferem, se criticam, se julgam, não pensam no bem dos outros, e até a corrente mais forte, pode quebrar quando banhada em ácido corrosivo. E ninguém faz nada. Todos sentam em seus próprios rabos e reclamam, falam mal, mas ninguém toma iniciativa e muda. Será que eu me tornei um deles? Mas eu nunca me contentei ou estagnei. Eu sempre busquei ser o melhor de mim, sabes disso. Mesmo que essa busca tenha me levado para longe, longe de tudo, inclusive de mim.
De que me adianta viver se não posso fazer o que amo? Não tenho conseguido ajudar ninguém. Desde que viajastes, a princesa e a rainha tem duelado o tempo todo, tem sofrido o tempo todo. Eu desejei que aquilo que as aflige viesse de forma certeira até mim, mas parece que não foi o bastante para ajudá-las.
E como tens passado? Como são os dias ai? Espero que não tenhas me esquecido...
Não tenho com quem desabafar, por isso mantenho meu ritual de escrever-te, para quem sabe, possas rezar por nós. Te amo muito, viu? Se puder, me responda em breve.

domingo, 18 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão #2...

Teve mudança do horário de verão, e junto com ela uma mudança na temperatura. 10°. Tá frio. Assim como tenho me sentido nestes últimos dias. Troquei a valsa triste de meu rádio por uma outra música mas sem muito sucesso.
Queria poder te ligar para contar da boa notícia chegada nas asas de um beija-flor, com uma mensagem de que ainda para mim, não acabou por completo o sonho. E eu pensei em seu nome.
Sei que deveria estar feliz, porém o frio tem me prejudicado. Será que eu deveria ter vergonha? Tipo vergonha de mim? Entre tantas idas e vindas, achei que essa nodoa havia cicatrizado, mas parece que não. É muito desesperançoso você estar andando e perceber que aqueles que te acompanham tem vergonha de quem sou. Você andar entre toda aquela gente e não ser se quer notado ou apresentado. E toda a situação transcorre como se nada fosse, como se ninguém tivesse notado minha existência, e ai dói mais e mais. Sinto vergonha de mim. Talvez seja assim mesmo que eu deva me sentir, afinal, se aqueles ao meu lado se portam dessa maneira, de que forma eu deveria me portar? Seguir meu coração não está mais em pauta, porque temo ficar só. Amar está ficando em segundo plano, talvez terceiro porque tudo que amo se vai, enquanto eu fico aqui, só. O que pensas disso? Estou invisível. Assim como sua presença.
Recolhi-me ao mundo imaginário, onde minha vida seria colorida e musical, e vivo nele parte do meu dia, assim consigo suportar o peso da existência. Peso de uma existência invisível. Não deveria ser leve? Acho que não, afinal essa vergonha, essa frustração e decepção têm um peso muito maior do que tudo que já carreguei. Porque eles tem vergonha de mim? Por que me ignorar dessa forma explícita? Está ao meu lado conversando e em seguida conversa com outra pessoa e me anula? Nunca tinha me sentido assim. Sabes que nunca tive vergonha de ser quem eu sempre fui. Mas agora sinto. Repenso minhas roupas, meu cabelo... E não agrado a ninguém. Nem a mim mesmo. Desgosto.
Fiz café agora, sentei-me enrolado no cobertor, mas não me aqueço porque o frio é dentro e o café esfria quando o bebo. Mas não se preocupe, eu não vou explodir por hora. Chorar camuflado pelo chuveiro, ou abafado pelo travesseiro, têm bastado até então. Escrever para ti também me ajuda. Mesmo sem respostas concretas.
Outra noite sonhei com seu abraço. Foi tão reconfortante e real que acreditei que toda a vida até então tinha sido uma sucessão de sonhos ruins. Mas mal falaste comigo. Logo despertei e me vi aqui, vergonhoso e friorento. Conformo-me.
Antes de terminar mais este pedaço desse império de palavras que construo, queria dizer que esses dias ouvi uma frase que me fez refletir: "Amar é um verbo sem passado". Sim. O amor não passa, o que passa é o tempo. O amor não separa, o que separa é a distância. O amor não machuca, o que machuca são aqueles que não amam. O amor é eterno, o amor que te devoto têm sido a boia salva-vidas que me mantém na superfície da existência.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Daqueles gritos na imensidão...

Talvez seja por causa dessa valsa triste que constantemente toca no meu rádio, ou quem sabe sejam os dias que tenham perdido o seu brilho. Não sei. Tudo tem estado menos feliz, menos colorido desde que viajaste. Por isso te escrevo, porque sei que na internet, aquilo que postamos é como um grito na imensidão e quem sabe ele chegue aí. Já não consigo mais passar um dia sem chorar. Choro escondido porque não existe ninguém que possa entender essa dor que rompe meu peito e que aumenta minhas rachaduras na alma. São muitos os kakinhos. Tanto craquelado em uma pessoa que achou que tinha o mundo nas mãos. Eu queria saber como chegar até ai para poder te ouvir sorrir, nem que fosse por trinta segundos. A minha comida perdeu o gosto, nas inúmeras tentativas de acertar o sabor exato da sua. Parece infantilidade, né? Eu ontem mesmo tentei não pensar nisso, mas a dor e a saudade são constantes para mim. Não tenho com quem falar. Não tenho com quem desabafar. Então grito no vazio. Estou amortecido, como se estivesse sob efeito de um forte tranquilizante. Drama? Não sei. Só queria me sentir vivo.
Será que vale a pena? Todas essas escolhas estão me levando para o caminho certo? Não tenho mais certeza. Quis muito viajar e ir até ai. Não me conformo. Esses dias eu me peguei pensando em tudo que tem acontecido e queria muito saber o que tens a dizer. Me conheces bem. Porque todo esse turbilhão? Será que está certo? Durmo com as incertezas velando meu sono, com um desejo forte de que isso seja pesadelo. Mas não é. Ou quem sabe a realidade seja um pesadelo e quando acordamos em fim, vivemos um sonho. Tá doendo. Acho que estou virando água.
Será que sabias que estávamos ao seu lado? Será que me reconheceste aquela tarde? Lembra que sentamos juntos e que eu lhe abracei e disse que te amava contendo minhas lágrimas? Quando o pesadelo começou não quis ficar ali porque eu não tinha força, não porque não a amo. Mas como eu poderia?
Estou aqui agora. Com algumas dores musculares a mais, com poucos quilos a mais e com a cabeça mais confusa do que antes. Cego para algumas coisas, enxergando em excesso para outras.
Será que recebestes minhas outras cartas?
Vou continuar tentando.
Meu amor nunca ira diminuir, só vai doer eventualmente.
Rezo para que estejas bem, feliz, como sempre me ensinaste a ser.
Te amo.

sábado, 18 de julho de 2015

Desabafo...

Não estou me reconhecendo por esses dias. Acho que esse processo de conhecimento do meu 'eu' está me deixando um tanto sem chão. E sem o chão? Caímos? Não se estivermos com a nossa fé fortificada. Eu que sempre fui aquele que tomava a dor dos outros como minha, e fazia de tudo para que os outros seguissem no caminho certo, e que não entendia as questões alheias, tenho me encontrado com um novo 'eu'. Porém, com esse processo de auto conhecimento, ou reconhecimento, estou percebendo demais seres e criaturas de uma forma muito diferente. Seus matizes assumem outro tom, suas melodias outra nota e tudo fica um tanto quanto caótico e harmonioso ao mesmo tempo. Acho que isso é bom.
Eu vejo o mundo de outra forma. Sim isso eu já sabia, só que agora ganho uma consciência levemente mais elucidada. Tentar entender o próximo. Respeitar o livre arbítrio. Permitir que o outro erre, para poder aprender e evoluir. Não é uma questão de ser um espectador imóvel dos erros alheios, mas cada um sabe da sua vida, cada um é responsável pelas suas escolhas. Aprendi que eu posso indicar um caminho para alguém, porém, não posso trilhar esse caminho por ninguém. Assim como a mãe pássaro que ensina seu filhote como ele pode deixar o ninho, ele observa o alçar voo de sua mãe e tenta aos poucos sair do ninho e ganhar os céus. Em nenhum momento a mãe pássaro segura as asinhas de seu filhote e voa por ele. E assim temos que fazer em nossa vida, seguir nossos caminhos fazendo as melhores escolhas, observando e aprendendo, assimilando conhecimento e transformando em sabedoria.
Mas... Tu cumpre o que tu rezas?
A maioria das pessoas que eu encontro não. Até onde o seu ego e desejo de realização pessoal está interferindo na vida do outro? Quem somos nós para carregar a cruz do outro se nem damos conta da nossa própria?
Insistir em uma ostentação puramente por status ou ainda 'forçar a barra' em determinadas situações para você parecer o que você gostaria de ser é totalmente infrutífero. Mas, veja bem, eu não estou aqui dizendo o que deve ser feito, ou ainda, que eu estou certo. Muito pelo contrário, eu erro pra caramba. Só estou escrevendo com base nos ensinamentos que tenho recebido e na minha nova forma de observar o mundo.
Qual é a nossa verdade? Em que acreditamos? Porque acreditamos? Porque estamos sofrendo? Sim essa última é a pergunta mais difícil de ser respondida. Ou não.
Nossa vida pode ser comparada a trajetória de um rio. Ganhamos a vida assim como uma nascente frágil e vamos seguindo nosso caminho. Alguns afluentes surgem para nos deixar mais fortes, assim como nós muitas vezes nos desmembramos para que outros rios se tornem fortes. E isso acontece de forma natural. Se você tentar mudar o rumo de um rio o que acontece? Ele pode secar, ou ainda secar seus afluentes ou ainda se isolar em um lago e nunca cumprirá seu propósito na vida.
Talvez seja difícil de entender, eu sei, porque no começo foi difícil para mim. Porém, me indicaram um caminho e estou seguindo nele. Não sozinho, atrás de mim os meus afluentes me acompanham, contudo quem assume a liderança da minha vida-caminhos-escolhas, sou eu.

terça-feira, 5 de maio de 2015

33 coisas que vocês poderiam morrer sem saber...

Estava hoje lendo o blog de uma pessoa linda e que eu considero pra caramba (Ana Bussular) e achei fabuloso esse questionário, até porque, como estou nesse momento de descoberta, ou reencontro de mim, achei deveras importante eu também responder esse questionário. Quebrando a minha rotina de postagens proseadas, com metáforas, desabafos, enfim aqueles textos aviadados que escrevo, farei algo mais objetivo. Quem quiser me conhecer um pouco mais, fique a vontade, só não sei se você vai gostar... hahaha

1. Porque você costumava levar bronca quando criança?
Não levava bronca. Morra de recalque, tá meu bem?! Falei com minha mãe agora, porque eu não lembrava de broncas quando criança. Parafraseando minha mãe "porque você quer saber isso agora? Não entendi... Mas enfim, você nunca levou bronca quando era criança... Agora depois de grande..." (GOMES, Mirian Silvia)

2. Quando foi a última vez que você saiu sem rumo?
Gosto de sair sem rumo, mas toda vez que faço isso, ou eu acabo comprando comida e comendo feito uma porca na engorda, ou compro coisas para mim ou para minha casa. Mas a última vez que fiz isso de sair sem rumo, eu tava muito triste, tava no velório da minha avó, o ser que eu mais amo na face da terra. Eu tava chorando e quando me vi estava no meio do cemitério, e não lembrava como eu tinha chegado lá, mas dai olhei para o lado e ví a lápide do meu pai, dai chorei mais. Enfim, sem glamour ou compras.

3. Três objetivos para o seu futuro...
Quero muito trabalhar nos palcos, interpretando grandes musicais, foi para isso que eu estudei e me especializo. Poder viver confortavelmente em uma casa minha, com meu carro e um salário bacana. Poder cuidar e viajar e ser feliz com minha família e amigos. E, só mais um objetivo/desejo, espero que aquele que falam mal ou querem me fazer mal, sejam melhores e sigam bem suas vidas.

4. O que você encontraria se abrisse a geladeira nesse exato momento?
Ai que íntimo isso... Bom no momento, Pepsi (sim eu amo pepsi, me julguem) Danoninho, queijo e peito de peru, tapioca, ovos, manteiga, requeijão tradicional e com ervas finas (beijo pro recalque porque sou rica), brigadeiro, leite, iogurte...

5. Qual tecnologia ocupa mais seu tempo?
Cartas manuscritas (hahahahahahaha to de brinks) Uso o celular e o notebook em proporções parecidas. Gosto também de assistir TV.

6. Uma coisa usada que você comprou...
Olha, eu nunca comprei algo usado. Mas já ganhei coisas usadas a última foi uma TV 29".

7. Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?
Acordar em que sentido? porque eu "levanto" cedo, mas acordar, acordar mesmo só depois das 10. Tudo que vem nesse meio tempo parece um sonho, onde eu fico olhando para o vazio até criar coragem de levantar e ir me lavar e tomar café, daqui quando crio coragem reclamo e fico de mau humor por ter criado essa coragem. Sigo a vida.

8. Do que você precisa nesse exato momento?
Café, sempre preciso dele heheheheheh... Mas no momento? Comer, amar, rezar, tomar banho e dormir.

9. Qual foi a última coisa que você leu, ouviu ou assistiu que te inspirou?
Se esse questionário conta, minha linda e querida amiga AnaBu me inspirou a escrever ao ler esse questionário no blog dela. Estou lendo algumas coisas,  Aruanda - Robson Pinheiro, uma revista com artigos sobre teatro. Que eu tenha ouvido foram as músicas da Brunca Caram e da ALice Caymmi e a última coisa que me inspirou, não é bem "uma" muito menos "coisa", mas as minhas meninas (Amora, Danielle e Ana) que fazem parte de um projeto de teatro físico que ministro, me deram muito material criativo que me inspirou a escrever.

10. Um souvenir que você comprou ou ganhou...
Um cordão com uma pedra roxa que minha amiga Amora me deu.

11. O que te deixa estressado?
Pessoas que falam mal das outras e que não sabem viver suas vidas, que não tem amor próprio e ficam prejudicando as demais. Pessoas que são vazias e fingem se importar com as outras pensando somente em ganhar território. Tipo, gente, vamos refazer nosso templo interior, vamos cuidar cada um da sua vida e buscar sermos pessoas boas, sim?

12. Já morou em outro país além do Brasil?
Não. Mas to super afim e aberto a convites.

13. Você tem tatuagem?
Não.

14. Qual foi a última coisa que você pesquisou no google?
O texto "o quatrilho".

15. Qual sua maneira de ser egoísta?
Eu não sei, to trabalhando isso. Eu dificilmente me vi sendo egoísta...

16. O que demora demais?
Para algumas pessoas encontrarem a dignidade e o respeito que elas perderam.

17. A última vez que você ficou acordado a noite toda...
Na última noite com minha avó.

18. Qual comida que todo mundo ama mas você odeia?
Olha eu não como várias coisas que as pessoas amam/gostam. Carne de porco, alguns legumes e verduras...

19. O que você está vestindo agora? O que essa roupa diz sobre você?
Saruel de moletom cinza, bem larga e quentinha, camiseta básica decote "V" na cor preta e um par de meias na cor amarela. Hoje eu estou prático e confortável, porém sem perder a sensualidade chic habitual que eu tenho. 

20. Já fez amigos ou se apaixonou por alguém que você conheceu pela internet?
Será que preciso mudar o TOM agora nessa resposta? SIM.

21. O que te faz perder o sono durante a noite?
Ansiedade! Principalmente antes de estreia de algum espetáculo que dirigi. Ou quando estou com mil ideias na cabeça. Porém amo dormir.

22. Qual foi a primeira coisa que você comprou com o seu dinheiro?
Com meu primeiro cachê como ator, foram dois celulares, um pra mim e outro para minha irmã. Com salário? Bom, acho que foram roupas para mim e pra família. Comida também está na lista.

23. O que tem na sua prateleira?
Muitos livros, Perfumes, meu altar, cds e dvds...

24. Como você se acalma depois de um dia estressante?
Danço e canto. Tomo banho bem relaxante.

25. Escreva sobre algo que você quebrou...
Quanto eu estava na faculdade, durante uma aula de dança, estávamos trabalhando saltos e giros. E eu ia muito bem e a profe Iva tinha me elogiado e eu sai serelete e fagueiro feito uma gazela alada pela sala. Lógico que eu fiquei tonto. Lógico que eu me desequilibrei. Lógico que tentei não cair no chão feito um saco de cocô. Para isso achei prudente apoiar meu calcanhar no espelho da sala. Prudente porém insensato. Mas os dois lados bons, 1 - não sangrei até a morte e 2 - era o segundo espelho que eu quebrava, logo quebrei, literalmente o mito...

26. O que você mais gosta de comer no café da manhã?
Geralmente só tomo café com leite.

27. Como quer que sua vida de aposentada seja?
Repleta de lembranças dos trabalhos que encenei, dos amigos que eu fiz, viagens e tudo de mais feliz que eu cultivar, com as pessoas que eu amo por perto, e possivelmente filhos e netos também.

28. O que você leva em consideração ao votar num partido político?
Analiso a plataforma política, principalmente a parte de apoio e incentivo à cultura, afinal um país não se faz somente com edução e saúde, a cultura tem um papel fundamental na formação do ser humano.

29. A religião é um fator importante na sua vida? Por quê?
Acredito que a fé seja algo importante, porque você acredita naquilo que te faz sentir bem, naquilo que você acredita te deixar mais perto do Divino. A religião é algo criado pelos homens para justificar aquilo que eles não tem explicação. A religião infelizmente está desvirtuada e as pessoas acabam impondo suas crenças como verdades absolutas, mas como ser verdade absoluta algo criada pelos homens? Tenho fé e acredito em deus da minha forma. Eu sou da umbanda, eu rezo, trabalho meu templo interior e acredito sim em deus. Se deus está em mim, eu recrio esse templo interior, se Ele está em mim, também está em você, então eu respeito isso. 

30. Como está sua casa agora, limpa ou suja?
Limpa. Herdei da minha mãe um leve TOC de limpeza. Limpo a casa quase 3 vezes por semana. (meu quarto pelo menos)

31. Você não economiza quando o assunto é...
Comida. E quando são coisinhas para mim, tipo livros, roupas... Mas estou em processo de auto controle.

32. Você separa o lixo para reciclagem?
Meu prédio não tem coleta seletiva, mas sempre que posso faço a separação sim.

33. Sua sobremesa favorita?
Qualquer coisa com chocolate. Amo chocolate. E café.



quarta-feira, 29 de abril de 2015

Quem sou eu...

(18h24, ouvindo "A paz do fim" de Ana Larousse)
Quem sou eu?
Quem sabe seja bacana eu pegar uma xícara de café...
Ok... Vamos lá.
Quem sou eu?
Boa pergunta. Estou em constante evolução e consequentemente meu eu se muda, se recria, se transforma. Mudei bastante no decorrer das estações. Estou mais maduro, quem sabe pronto para ser colhido do pé da árvore chamada Vida.
Talvez você não consiga me enxergar direito porque os matizes tomaram outro Tom. E também pudera, ficar estagnado não é comigo. Ainda mais eu, esse furacão luminoso e amarelo. 
Sinto um pouco de saudades do pequeno príncipe sorridente e esperançoso que eu fui um dia. Mas crescer é uma coisa que dói, ainda mais pelas escolhas que temos que fazer. Umas nos ensinam por termos acertado, ou por serem boas; outras nos ensinam pela dor, pelo erro. Tentativa. Erro. Tentativa. Acerto. Perdas.
Eu me perdi no caminho, por escolha minha, por comodismo. Me anulei. Me deixei embriagar pelo veneno das pessoas e tentei realmente calar quem eu era por necessidade de ser aceito, de ser eleito, de ser aquilo que vocês queriam que eu fosse. Mas como eu poderia ser aceito se eu não me aceitava? Como seguir sem me reconhecer? Como eu me transformava e o resto do mundo permanecia igual?
Então tudo começou assim, de supetão! Eu me vi sozinho com um eu que eu não reconhecia. Apagado por aquela multidão. E meu sorriso?
Sempre tive em mim um amor muito grande e uma necessidade de amar e transmitir esse amor para todos ao meu redor. Sempre ajudei a todos e isso me fazia bem, mas dificilmente recebia algo em troca. Eu aprendi muito com meu erro, mas poxa vida, eu poderia ter aprendido de outra forma! Enfim.
Minha fé aumentou. Hoje me sinto muito mais forte religiosamente do que antes, porque encontrei o divino (chame de Deus, Buda, Oxalá, Cosmos...) mas o encontrei dentro de mim. Reforcei as paredes do meu templo interior e descobri o amor. Amor próprio. Como eu poderia querer amar os outros se eu não sabia como me amar? Estou aprendendo. Além disso, passei a entender mais o porque do mundo e das pessoas. Me respeito mais e sei respeitar o tempo e as escolhas dos outros e não me abalar por isso. Tenho fé. Tenho Amor. E com isso ganhei grandes presentes. Suponho que sejam anjos disfarçados, mas nunca vou perguntar a verdade porque provavelmente eles não poderão me revelar. Meus anjos particulares, que, pela primeira vez na minha vida mostraram-se importar comigo. Minha família se importa, sabe? Mas eu nunca tinha experimentado de verdade o que seria essa troca de sentimentos verdadeiros, sem cobrar nada, sem exigir nada além da felicidade, do bem e da alegria de cada um. Meus anjinhos.
Nesse meu intervalo entre eu buscar a minha independência e sair de casa para seguir atrás do meu sonho, passei por tanta coisa... E acho que a pior delas foi a perda. Hoje, eu caminho mais sozinho porque o meu grande amor, a pessoa que eu mais amei e que mais me amou, que mais me ensinou e que fez de tudo para que eu fosse quem eu sou hoje; agora está lá no céu com papai do céu, me protegendo de longe. E mesmo eu aqui sozinho, sentindo em ocasionalmente o calor do seu abraço, ouvindo o som do seu sorriso e sua voz tão doce, tento vencer mais uma vez a dor e seguir, afinal é isso que a senhora quer, né? Mas se eu pudesse por um instante tê-la aqui, para falar desse amor todo que eu tenho e que agora transborda de mim em lágrimas... Acho que esse meu relato acabou sendo meio confuso, odeio escrever em fluxo contínuo, mas acho que assim ele fica... Sei lá... Bom? Sentimental?
Sim sou sentimental e sempre serei. Continuo sensível. Continuo amando Teatro, dança e canto. Porém agora busco me importar com a inveja e as maldades das pessoas equivocadas e que tentam marionetizar tudo ao redor. Estou aprendendo a rezar por elas, afinal estamos todos nessa vida para evoluir.
Estou evoluindo.
Sou esse menino que ama demais, que se doa demais, que Arteia demais, que cuida demais de si mesmo e dos outros e que, sim, ama muito tomar café. Amo amarelo também. Escrevo para me entender melhor. E vim para esse mundo para ser Artista. Adoro ver o crescimento de quem me rodeia, e cuido dos meus amigos. Reciprocidade! Gosto de chapéu, tenho brincos e dois piercings...
Se você não me reconhece, talvez seja porque estou assumindo as rédeas da minha vida e buscando entender os porquês de tudo e de todos. Sou comporto de urgências, mas consigo ter controle delas. E o mais importante, estou aprendendo a confiar mais em mim. Esse sou eu. Decifra-me ou devoro-te? Não... Não ou te devorar, mas tenho certeza que você vai querer muito me decifrar... Será?
Eu sou assim, agora pelo menos... Quem sabe amanhã? Só sei que quero evoluir e sempre buscar o caminho do bem, da verdade e do amor, para que meus sonhos-flor tornem-se frutos e eu possa provar o sabor deles!
Você quer me conhecer, ou, me reconhecer? Então me deixa te encantar e seja recíproco.