Certa vez, Afrodite estava preocupada com a morte do amor entre os humanos, que viviam em um mundo onde crescia o egoísmo e a ganância. Ela sabia que todos esses sentimentos - bons e ruins - conviviam entre a humanidade e que caberia a cada um fazer suas escolhas, porém cada vez mais a opção ruim foi crescendo, abalando o equilíbrio da humanidade. Todos começaram a matar para conseguir coisas em proveito próprio e os que não tinham uma opinião formada, sucumbiam àqueles que eram mais astutos, fazendo-os lutar por ideais que não eram deles. Afrodite preocupada com o caminho de autodestruição em que a humanidade caminhava, foi pedir ajuda a sua irmã Atena. Sempre sábia, Atena lembrou sua amada irmã que essa era uma opção da humanidade e que ninguém poderia intervir no livre arbítrio. Elas conversaram por horas, até que Atena comovida pela irmã, conseguiu chegar a uma possível solução. Atena lembrou-lhe que ela não poderia interferir diretamente, mas que poderia influenciar a humanidade, relembrando-os daquilo que eles haviam perdido. Afrodite feliz com brecha encontrada por Atena, pôs-se a pensar no que ela poderia fazer. Foi então que ela decidiu criar duas criaturas, nascidas do amor para que pudessem assim disseminar esse sentimento pela terra. Fez nascer então por entre a neblina de verão dois seres feitos de amor,. Eles cresceram por entre os bosques primaveris banhados pelas águas de inverno, tendo o amor como alimento, fortalecidos pelo laço que os unia. Afrodite contou da tarefa que ambos tinham e soltou-os no mundo para que pudessem tentar ajudar a humanidade. Eles seguiram juntos, com seu amor inabalável, cativando aqueles que por eles passavam. Tocando a alma das pessoas. Porém, algo não estava dando certo, algo que nem Afrodite nem Atena estavam contando. A vida consumia lentamente aqueles seres e ambos acabaram se corrompendo durante sua jornada. Corações feridos, almas dilaceradas... Consumidos por tentarem viver o amor em meio a um mundo de maldades e descrenças. O laço estava desfeito. As luzes da cidade os cegaram e ambos se perderam no caminho. Seguiram direções opostas, sendo feridos e experimentando os sentimentos soltos no mundo. Perdidos, procurando por alguma coisa que não sabiam o que era... Afrodite não podia fazer nada, Atena não conseguia pensar em como poderia ajudar. As duas deusas tentaram diversas formas de fazer com que ambos se encontrassem novamente... Até que um dia, casualmente eles se encontraram. Mas não se reconheceram. O tempo havia passado e o ontem havia sido o momento de suas vidas, as lembranças daqueles dias de glória turvaram os olhos de ambos que traziam no corpo cicatrizes amargas e algumas histórias na mochila... Tamanha foi a intensidade do encontro que a energia gerada fez com que o laço que os unia voltasse mais forte do que antes... Nada se comparava a aquele olhar que eles trocaram, nenhuma preocupação, nenhum medo ou cuidado, todos os erros e arrependimentos ficaram guardados na memória, afinal ninguém poderia adivinhar esse gosto amargo que isso teria. Afrodite desejou voltar no tempo para que aquelas duas almas criadas para o amor não tivessem sofrido tanto, mas isso era impossível, até mesmo para uma deusa como ela. Eles se olharam por muito tempo, se reconhecendo um no olhar do outro, aproximando-se em silêncio suas mãos se encontraram. Suas almas transbordavam com aquele contato puro e seus lábios se encontraram finalmente, produzindo tamanha luminosidade que nem Afrodite foi capaz de enxergar. Então ambos amantes redescobertos foram consumidos pelo amor que os criou e que tanto eles buscavam. Suas almas fundiram-se em uma. Afrodite então, comovida com tamanho amor, levou essas almas, agora uma, para o céu, mantendo-a perto, dando-lhe o nome de Neith a misteriosa lua de Vênus. Afrodite pensou que seu intento tinha sido em vão, porém a semente plantada por esses amantes por onde eles passaram germinou forte, e o amor voltou a mostrar sua força. Ela ficou feliz por saber que tudo que fizeram não foi em vão. O amor ainda tem força.
(aspirações literárias não totalmente reprimidas)
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
12:41pm
Era uma vez um menino...
Porque esse celular teima em despertar quando eu estou tão cansado. Tudo que eu queria era dormir mais um pouco... Mas ele não deixa. Me animo com o desejo de uma bela e grande xícara de café com leite, algumas torradas e uma fatia de melão que preparo para meu café da manhã. Quem diria que um dia eu comeria tanto assim, de manhã. Sorrio ao me olhar no espelho do banheiro, vejo alguém diferente refletido... Rosto ingênuo e com espuma branca espalhada ao redor da boca. Raiva? Não creme dental. Escovo os dentes, enxáguo a boca deixando a raiva mentolada escorrer ralo abaixo. Examino meu olhos, hoje mais esverdeados do que o habitual. O cabelo tá horrível, mas não vou me importar com isso. Como em um musical da disney, preparo meu café cantando, imaginando pássaros, coelhos e esquilos me ajudarem com os afazeres matinais. Que loucura.
Depois do café tento arrumar meu quarto, e vou conferir meus e-mails pelo celular e reparo na data. Nem parece que hoje é hoje. Será que passou tão rápido assim? Me sinto em uma montanha russa, bem na hora da descida rápida. Não é legal, é nauseante perceber tudo assim de uma vez. Me sinto com várias toneladas, quando na realidade eu perdi 3 quilos em duas semanas. Nossa, eu perdi 3 quilos? Gente... Preciso ver isso, não deve ser normal...
Visto uma roupa confortável, que combine com minha alpargata preta de sola amarela. Gosto dela. Coloco a mochila nas costas decidido a seguir meu dia normalmente, preparado para minhas aulas e ensaios. Abro a janela do meu quarto e vejo o lindo dia de sol, presente pra mim? Quanta pretensão...
Saio do apartamento, tranco a porta e sigo pela rua, cantarolando as músicas que ouço em meu fone de ouvidos, as pessoas me olham, umas espantadas, outras com sorrisos no rosto, outras não estão nem aí. Ando.
O dia segue. Passo pela rua que me traz várias memórias, agora é difícil focar nelas, parece que estão se perdendo.
Ensaios, aulas...
12:41...
Estou parado na padaria, pagando por um bolinho confeitado. Saio de lá, sento em um banco no parque, perto de uma árvore de flores amarelas, seguro o bolinho entre as mãos, encaro a velinha acesa, repensando tudo que se passou, agradecendo e desejando outras tantas coisas. Com os olhos fechados canto baixinho para mim, meu celular vibra no bolso, sorrio. Ela jamais esqueceria, nem deixaria passar em branco. Falo com mamãe, lágrimas teimosas decidem sair de meus olhos. Desligo o telefone. Sopro a velinha ao mesmo tempo em que o vento sopra forte.
Dou uma mordida forte e gulosa no bolinho. E sigo com meu dia.
Não mereço parabéns por nada, na verdade.
Ensaio mais... Aulas mais...
Chego a noite em casa. Preparo mais uma xícara de café e sento na janela do meu quarto observando que o mundo segue seu curso... Respiro e o aroma do café me anima.
Decido reescrever.
Começo então...
Era uma vez um menino que gostava de amarelo...
Porque esse celular teima em despertar quando eu estou tão cansado. Tudo que eu queria era dormir mais um pouco... Mas ele não deixa. Me animo com o desejo de uma bela e grande xícara de café com leite, algumas torradas e uma fatia de melão que preparo para meu café da manhã. Quem diria que um dia eu comeria tanto assim, de manhã. Sorrio ao me olhar no espelho do banheiro, vejo alguém diferente refletido... Rosto ingênuo e com espuma branca espalhada ao redor da boca. Raiva? Não creme dental. Escovo os dentes, enxáguo a boca deixando a raiva mentolada escorrer ralo abaixo. Examino meu olhos, hoje mais esverdeados do que o habitual. O cabelo tá horrível, mas não vou me importar com isso. Como em um musical da disney, preparo meu café cantando, imaginando pássaros, coelhos e esquilos me ajudarem com os afazeres matinais. Que loucura.
Depois do café tento arrumar meu quarto, e vou conferir meus e-mails pelo celular e reparo na data. Nem parece que hoje é hoje. Será que passou tão rápido assim? Me sinto em uma montanha russa, bem na hora da descida rápida. Não é legal, é nauseante perceber tudo assim de uma vez. Me sinto com várias toneladas, quando na realidade eu perdi 3 quilos em duas semanas. Nossa, eu perdi 3 quilos? Gente... Preciso ver isso, não deve ser normal...
Visto uma roupa confortável, que combine com minha alpargata preta de sola amarela. Gosto dela. Coloco a mochila nas costas decidido a seguir meu dia normalmente, preparado para minhas aulas e ensaios. Abro a janela do meu quarto e vejo o lindo dia de sol, presente pra mim? Quanta pretensão...
Saio do apartamento, tranco a porta e sigo pela rua, cantarolando as músicas que ouço em meu fone de ouvidos, as pessoas me olham, umas espantadas, outras com sorrisos no rosto, outras não estão nem aí. Ando.
O dia segue. Passo pela rua que me traz várias memórias, agora é difícil focar nelas, parece que estão se perdendo.
Ensaios, aulas...
12:41...
Estou parado na padaria, pagando por um bolinho confeitado. Saio de lá, sento em um banco no parque, perto de uma árvore de flores amarelas, seguro o bolinho entre as mãos, encaro a velinha acesa, repensando tudo que se passou, agradecendo e desejando outras tantas coisas. Com os olhos fechados canto baixinho para mim, meu celular vibra no bolso, sorrio. Ela jamais esqueceria, nem deixaria passar em branco. Falo com mamãe, lágrimas teimosas decidem sair de meus olhos. Desligo o telefone. Sopro a velinha ao mesmo tempo em que o vento sopra forte.
Dou uma mordida forte e gulosa no bolinho. E sigo com meu dia.
Não mereço parabéns por nada, na verdade.
Ensaio mais... Aulas mais...
Chego a noite em casa. Preparo mais uma xícara de café e sento na janela do meu quarto observando que o mundo segue seu curso... Respiro e o aroma do café me anima.
Decido reescrever.
Começo então...
Era uma vez um menino que gostava de amarelo...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Através do Espelho...
Parado diante de um espelho? O que você vê?
Você se reconhece?
Quem está do outro lado do vidro?
Será que você abriu seus olhos o bastante para perceber as coisas boas? Ou somente se contenta em sustentar seu fracasso como forma de auto destruição?
O mundo já está em movimento, e você quando nasce pega literalmente o bonde andando. Nos adaptamos, corremos atrás, nos doamos e vivemos cada dia como se ele fosse o último. Enquanto isso você faz o que?
Não pense que se colocar de castigo no canto da sala vai lhe ajudar. Seu pior inimigo é você mesmo. Seu maior aliado é você mesmo. Cabe a você decidir qual lado ouvir, mas lembre-se que todas as suas escolhas acarretam uma centena de consequências e você deve estar preparado para cada uma delas. De cabeça erguida, peito aberto.
Olha no espelho e me diz, o que você vê?
Destruir-se não é a melhor escolha, por que com você outras pessoas serão machucadas também.
Opte pelo caminho que menos vai doer.
Sim porque a vida dói e as vezes a gente sangra pra saber que está vivo e não se perder em um mundo de sonhos e ilusões. Você tem o mundo em suas mãos, todas as possibilidades, então não pense que você não tem nada.
Então levanta, vai mostrar ao mundo o por que você está aqui, contaminando as pessoas com sua bela energia e cativando as pessoas com esse sorriso sincero. Mexa-se!
E aí? Quem é esse do outro lado?
Você se reconhece?
Quem está do outro lado do vidro?
Será que você abriu seus olhos o bastante para perceber as coisas boas? Ou somente se contenta em sustentar seu fracasso como forma de auto destruição?
O mundo já está em movimento, e você quando nasce pega literalmente o bonde andando. Nos adaptamos, corremos atrás, nos doamos e vivemos cada dia como se ele fosse o último. Enquanto isso você faz o que?
Não pense que se colocar de castigo no canto da sala vai lhe ajudar. Seu pior inimigo é você mesmo. Seu maior aliado é você mesmo. Cabe a você decidir qual lado ouvir, mas lembre-se que todas as suas escolhas acarretam uma centena de consequências e você deve estar preparado para cada uma delas. De cabeça erguida, peito aberto.
Olha no espelho e me diz, o que você vê?
Destruir-se não é a melhor escolha, por que com você outras pessoas serão machucadas também.
Opte pelo caminho que menos vai doer.
Sim porque a vida dói e as vezes a gente sangra pra saber que está vivo e não se perder em um mundo de sonhos e ilusões. Você tem o mundo em suas mãos, todas as possibilidades, então não pense que você não tem nada.
Então levanta, vai mostrar ao mundo o por que você está aqui, contaminando as pessoas com sua bela energia e cativando as pessoas com esse sorriso sincero. Mexa-se!
E aí? Quem é esse do outro lado?
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Partir...
Não sei bem ao certo o porque da mensagem trazida por esse vento... Não sou muito bom em decifrar as mensagens, sou bom em sentir... E o sentimento trazido por esse vento é...
Pois é...
Soprou determinado fazendo meus cabelos dançarem a liberdade que tanto meu corpo e espírito procuram. E quando dei por mim dançava na rua por entre os olhares acinzentados das pessoas petrificadas de concreto. Eu sou movimento! Sou cor, sou voz.
Era exatamente isso que o vento me dizia... Tinha me esquecido.
Sou como a esfinge, mas você provavelmente não vai querer me decifrar...
Chegou a hora de partir.
Será uma longa viagem, por novos lugares, novas luzes, novas cores, e quiçá seja fértil esse porvir. Será!
Sim, eu tenho medo, mas pretendo guardá-lo na caixinha secreta que deixo debaixo da minha cama junto com tudo aquilo que não me faz tanto bem. Guardo perto de mim para lembrar-me do que passei, para me dar força propulsora para seguir viajem quando o vento sopra. Guardo na memória os momentos bons, os laços, e deixo um pedacinho de mim para aqueles que me cativaram.
Sou loucura. Tenho amor.
Guarde esse pedaço de mim e lembre-se de mim com carinho toda vez que ver uma margarida. Quando sentir a brisa suave, pense que sou eu soprando seu rosto, e quando aquela música tocar, aquela mesmo, sinta minha voz a plenos pulmões cantando-a à você.
Sou assim, sentimento e prosa, tristeza e sorriso.
Chegou a hora de eu partir, e não demora, eu irei. Seguindo o vento.
(KAGB)
Pois é...
Soprou determinado fazendo meus cabelos dançarem a liberdade que tanto meu corpo e espírito procuram. E quando dei por mim dançava na rua por entre os olhares acinzentados das pessoas petrificadas de concreto. Eu sou movimento! Sou cor, sou voz.
Era exatamente isso que o vento me dizia... Tinha me esquecido.
Sou como a esfinge, mas você provavelmente não vai querer me decifrar...
Chegou a hora de partir.
Será uma longa viagem, por novos lugares, novas luzes, novas cores, e quiçá seja fértil esse porvir. Será!
Sim, eu tenho medo, mas pretendo guardá-lo na caixinha secreta que deixo debaixo da minha cama junto com tudo aquilo que não me faz tanto bem. Guardo perto de mim para lembrar-me do que passei, para me dar força propulsora para seguir viajem quando o vento sopra. Guardo na memória os momentos bons, os laços, e deixo um pedacinho de mim para aqueles que me cativaram.
Sou loucura. Tenho amor.
Guarde esse pedaço de mim e lembre-se de mim com carinho toda vez que ver uma margarida. Quando sentir a brisa suave, pense que sou eu soprando seu rosto, e quando aquela música tocar, aquela mesmo, sinta minha voz a plenos pulmões cantando-a à você.
Sou assim, sentimento e prosa, tristeza e sorriso.
Chegou a hora de eu partir, e não demora, eu irei. Seguindo o vento.
(KAGB)
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Volta...
Não demora, eu vou
estar de volta, porque voltar sempre acaba sendo a melhor saída, o melhor
caminho, a minha certeza. Às vezes, me sinto preso em um labirinto e sempre
acabo encontrando aquilo de que eu tanto fugir. Não demora. Como se algo
estivesse errado, como se o curso escolhido pudesse ter outro desfecho, como
se... E se? E se a bela adormecida
tivesse escolhido dormir o máximo pra poder ficar acordada o resto da vida? Se
o João tivesse deixado uma trilha de pão propositadamente, pra não ter de
voltar para casa com sua irmã? Acho que tudo no mundo é um grande ‘e se?’.
Não sou pessimista ou
um daqueles fatalistas, menos ainda um desses filósofos de banheiro, só pondero
os fatos, peso, repeso, analiso custo e benefício. Vale mesmo a pena fugir
disso? Se quanto mais eu corro, mais eu me aproximo de... Não demora muito...
Quiçá outra escolha,
outra forma, outro, outra... Estou me aproximando novamente, e isso é comum...
Meus dias tem sido iguais, numa rotina frenética de correr, cair, voltar,
falar... Verbos não conjugados, no infinitivo, e que pela ideia de infinito me
assustam com essa constância de re – viver, fazer, descobrir – E Hoje eu só
queria sair, só, fugir de mim um pouco... E não demora!
Luz acesa... Talvez por medo,
talvez por querer enxergar... Mas oque? Não sei, mas parece que vai chover... Sempre
achei que seria diferente, mas quando chove sempre chove parecido... E o
cheirinho do café e o bolo no forno... Fecho os olhos, mas é escuro... Luz
acesa... Saudade daquela voz que me convidava ao café, do sorriso e da
cumplicidade das conversas na mesa... Hoje eu só queria que a chuva fosse
diferente, queria sair só... Sair pra chover, pra cantar, pra ser intenso... Me
seguir pode não ser algo bom a fazer, porque, dizem que eu não sou boa
pessoa... Algo me chama... Ainda está escuro, mas não tanto... Luz acesa... Estou
só e não resisto... Solto-me. Talvez o medo de ser... Medo do escuro de não
saber oque virá... Da luz? Talvez... Café, saudades e chuva, me parecem as
companhias erradas... Não desistir, mas tentar... Sorrir é bom... Sinto da
janela um vento anunciando a chuva...
Não demora, eu tô de
volta!
sábado, 5 de outubro de 2013
Cecília...
Vocês nunca conseguirão me entender... Não tentem, será perda de tempo. Tenho a alma inquieta e trago no peito o desejo de ser tudo aquilo que eu sempre tive vontade de viver. Ser uma jovem de 13 anos não é fácil, ainda mais tendo nascido nesta casa...
Sempre quis sentir a brisa em meu rosto, mas uma brisa que não fosse soprada pelos meus pais. Sempre quis correr, correr para qualquer lugar, mas essas paredes imensas me impedem de viver.
Não culpo meus pais. Acredito que eles sejam pessoas boas. Culpo aquilo que os tornou assim, algozes de si próprios e de nós também. Sei que eles cometeram um erro no passado...
Sou um esboço inacabado, um rascunho de alguém que poderia ter sido mais, colorido pela rubra cor pulsante de vida em mim. Pareço louca? Decifra-me!
Sei que além do arco-íris, há um lugar bem feliz onde tristeza não há, e é para lá que eu vou, por opção minha, por ser uma decisão por mim tomada sem ter sido imposta por ninguém!
Lamento que o caminho tomado seja assim repleto de pedras e espinhos, lamento ainda mais por minhas irmãs possivelmente sofrerem com minha escolha, mas preciso pensar em mim, a vida me sufoca. Aos meus pais deixo a esperança de que eles vejam que estão no caminho ruim e que possam arrumar tudo antes de... Outras escolhas serem tomadas.
Salto para a liberdade, salto de braços abertos como as asas de um beija-flor, que voa rápido colorindo o mundo com outras cores que não o vermelho.
Salto, sem medo. Finalmente sentirei a brisa da liberdade.
Cecília Lisbon.
(da peça Belezas Roubadas)
Sempre quis sentir a brisa em meu rosto, mas uma brisa que não fosse soprada pelos meus pais. Sempre quis correr, correr para qualquer lugar, mas essas paredes imensas me impedem de viver.
Não culpo meus pais. Acredito que eles sejam pessoas boas. Culpo aquilo que os tornou assim, algozes de si próprios e de nós também. Sei que eles cometeram um erro no passado...
Sou um esboço inacabado, um rascunho de alguém que poderia ter sido mais, colorido pela rubra cor pulsante de vida em mim. Pareço louca? Decifra-me!
Sei que além do arco-íris, há um lugar bem feliz onde tristeza não há, e é para lá que eu vou, por opção minha, por ser uma decisão por mim tomada sem ter sido imposta por ninguém!
Lamento que o caminho tomado seja assim repleto de pedras e espinhos, lamento ainda mais por minhas irmãs possivelmente sofrerem com minha escolha, mas preciso pensar em mim, a vida me sufoca. Aos meus pais deixo a esperança de que eles vejam que estão no caminho ruim e que possam arrumar tudo antes de... Outras escolhas serem tomadas.
Salto para a liberdade, salto de braços abertos como as asas de um beija-flor, que voa rápido colorindo o mundo com outras cores que não o vermelho.
Salto, sem medo. Finalmente sentirei a brisa da liberdade.
Cecília Lisbon.
(da peça Belezas Roubadas)
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Fênix...
Estava tudo mudando.
Aquele menino de antes, nunca mais seria
o mesmo depois dessa jornada percorrida. Nunca tendo vivido nesta vida algo
parecido, entregou-se plenamente, baixando a guarda, mostrando-se frágil.
Ele deveria saber que isso não daria certo. A Vida já havia
lhe mostrado várias vezes seu poder destruidor, talvez como penitência, talvez
como aviso de que no final tudo dará em nada. Mas ele já ferido tantas outras
vezes, pensou que o Destino pudesse ter intercedido por ele, dizendo a vida que
o jovem já havia sofrido demais e que ele merecia algo bom, feliz, para sempre.
Mas o para sempre, acaba. E a Vida é uma caixinha de surpresas, cheia de
armadilhas...
Ingênuo ele seguiu nessa jornada, com sorriso franco de um
rapaz novo, encantado no auge de seus vinte e poucos anos de amor.
Viveu tanto nesses poucos anos, intensificando um sentimento
escondido nele: ajudar e ser para os outros, esquecendo-se de si mesmo, sempre pensando no bem dos outros...
Isso nunca foi bom, mas aos poucos ele está aprendendo...
Nessa jornada ele chega então a encruzilhada derradeira.
Isso nunca foi bom, mas aos poucos ele está aprendendo...
Nessa jornada ele chega então a encruzilhada derradeira.
Decepção. Dor. Mágoa.
E aquilo que parecia ser mais-que-perfeito, está desfeito.
Pensa. Repensa. Fala e decide.
De repente fez-se triste o que se fez amante.
Fica o dito pelo redito pelo não dito, em sua confusão emocional.
De repente fez-se triste o que se fez amante.
Fica o dito pelo redito pelo não dito, em sua confusão emocional.
Pois é.
Sozinho.
Segue, só... Diferente, mudado, magoado. Trazendo a marca da
vida em seu corpo, andando sob os olhos atentos do destino. Segue sendo
consumido pela Vida. Cada passo o sufoca. Ardendo queimando. Então, como uma
represa transbordante que se rompe por força da pressão, a arte lava sua alma,
o faz renascer num apogeu de uma formosa fênix. Esse caminho parece ser um caminho que só poderá ter um desfecho... Caberá a Vida ou ao
Destino decidirem, porque ele já não tem mais forças para isso. E enquanto
ambos decidem o que será do jovem, ele permanece sendo consumido pela vida, transformando-se
em arte pelo destino, como uma fênix que renasce e que converte sua dor.
A vida o consome e ele converte-se em arte.
A vida o consome e ele converte-se em arte.
Segue, leve... Até a próxima armadilha da Vida ou da intercessão do Destino.
(KAGB)
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