Não sei bem ao certo o porque da mensagem trazida por esse vento... Não sou muito bom em decifrar as mensagens, sou bom em sentir... E o sentimento trazido por esse vento é...
Pois é...
Soprou determinado fazendo meus cabelos dançarem a liberdade que tanto meu corpo e espírito procuram. E quando dei por mim dançava na rua por entre os olhares acinzentados das pessoas petrificadas de concreto. Eu sou movimento! Sou cor, sou voz.
Era exatamente isso que o vento me dizia... Tinha me esquecido.
Sou como a esfinge, mas você provavelmente não vai querer me decifrar...
Chegou a hora de partir.
Será uma longa viagem, por novos lugares, novas luzes, novas cores, e quiçá seja fértil esse porvir. Será!
Sim, eu tenho medo, mas pretendo guardá-lo na caixinha secreta que deixo debaixo da minha cama junto com tudo aquilo que não me faz tanto bem. Guardo perto de mim para lembrar-me do que passei, para me dar força propulsora para seguir viajem quando o vento sopra. Guardo na memória os momentos bons, os laços, e deixo um pedacinho de mim para aqueles que me cativaram.
Sou loucura. Tenho amor.
Guarde esse pedaço de mim e lembre-se de mim com carinho toda vez que ver uma margarida. Quando sentir a brisa suave, pense que sou eu soprando seu rosto, e quando aquela música tocar, aquela mesmo, sinta minha voz a plenos pulmões cantando-a à você.
Sou assim, sentimento e prosa, tristeza e sorriso.
Chegou a hora de eu partir, e não demora, eu irei. Seguindo o vento.
(KAGB)
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Volta...
Não demora, eu vou
estar de volta, porque voltar sempre acaba sendo a melhor saída, o melhor
caminho, a minha certeza. Às vezes, me sinto preso em um labirinto e sempre
acabo encontrando aquilo de que eu tanto fugir. Não demora. Como se algo
estivesse errado, como se o curso escolhido pudesse ter outro desfecho, como
se... E se? E se a bela adormecida
tivesse escolhido dormir o máximo pra poder ficar acordada o resto da vida? Se
o João tivesse deixado uma trilha de pão propositadamente, pra não ter de
voltar para casa com sua irmã? Acho que tudo no mundo é um grande ‘e se?’.
Não sou pessimista ou
um daqueles fatalistas, menos ainda um desses filósofos de banheiro, só pondero
os fatos, peso, repeso, analiso custo e benefício. Vale mesmo a pena fugir
disso? Se quanto mais eu corro, mais eu me aproximo de... Não demora muito...
Quiçá outra escolha,
outra forma, outro, outra... Estou me aproximando novamente, e isso é comum...
Meus dias tem sido iguais, numa rotina frenética de correr, cair, voltar,
falar... Verbos não conjugados, no infinitivo, e que pela ideia de infinito me
assustam com essa constância de re – viver, fazer, descobrir – E Hoje eu só
queria sair, só, fugir de mim um pouco... E não demora!
Luz acesa... Talvez por medo,
talvez por querer enxergar... Mas oque? Não sei, mas parece que vai chover... Sempre
achei que seria diferente, mas quando chove sempre chove parecido... E o
cheirinho do café e o bolo no forno... Fecho os olhos, mas é escuro... Luz
acesa... Saudade daquela voz que me convidava ao café, do sorriso e da
cumplicidade das conversas na mesa... Hoje eu só queria que a chuva fosse
diferente, queria sair só... Sair pra chover, pra cantar, pra ser intenso... Me
seguir pode não ser algo bom a fazer, porque, dizem que eu não sou boa
pessoa... Algo me chama... Ainda está escuro, mas não tanto... Luz acesa... Estou
só e não resisto... Solto-me. Talvez o medo de ser... Medo do escuro de não
saber oque virá... Da luz? Talvez... Café, saudades e chuva, me parecem as
companhias erradas... Não desistir, mas tentar... Sorrir é bom... Sinto da
janela um vento anunciando a chuva...
Não demora, eu tô de
volta!
sábado, 5 de outubro de 2013
Cecília...
Vocês nunca conseguirão me entender... Não tentem, será perda de tempo. Tenho a alma inquieta e trago no peito o desejo de ser tudo aquilo que eu sempre tive vontade de viver. Ser uma jovem de 13 anos não é fácil, ainda mais tendo nascido nesta casa...
Sempre quis sentir a brisa em meu rosto, mas uma brisa que não fosse soprada pelos meus pais. Sempre quis correr, correr para qualquer lugar, mas essas paredes imensas me impedem de viver.
Não culpo meus pais. Acredito que eles sejam pessoas boas. Culpo aquilo que os tornou assim, algozes de si próprios e de nós também. Sei que eles cometeram um erro no passado...
Sou um esboço inacabado, um rascunho de alguém que poderia ter sido mais, colorido pela rubra cor pulsante de vida em mim. Pareço louca? Decifra-me!
Sei que além do arco-íris, há um lugar bem feliz onde tristeza não há, e é para lá que eu vou, por opção minha, por ser uma decisão por mim tomada sem ter sido imposta por ninguém!
Lamento que o caminho tomado seja assim repleto de pedras e espinhos, lamento ainda mais por minhas irmãs possivelmente sofrerem com minha escolha, mas preciso pensar em mim, a vida me sufoca. Aos meus pais deixo a esperança de que eles vejam que estão no caminho ruim e que possam arrumar tudo antes de... Outras escolhas serem tomadas.
Salto para a liberdade, salto de braços abertos como as asas de um beija-flor, que voa rápido colorindo o mundo com outras cores que não o vermelho.
Salto, sem medo. Finalmente sentirei a brisa da liberdade.
Cecília Lisbon.
(da peça Belezas Roubadas)
Sempre quis sentir a brisa em meu rosto, mas uma brisa que não fosse soprada pelos meus pais. Sempre quis correr, correr para qualquer lugar, mas essas paredes imensas me impedem de viver.
Não culpo meus pais. Acredito que eles sejam pessoas boas. Culpo aquilo que os tornou assim, algozes de si próprios e de nós também. Sei que eles cometeram um erro no passado...
Sou um esboço inacabado, um rascunho de alguém que poderia ter sido mais, colorido pela rubra cor pulsante de vida em mim. Pareço louca? Decifra-me!
Sei que além do arco-íris, há um lugar bem feliz onde tristeza não há, e é para lá que eu vou, por opção minha, por ser uma decisão por mim tomada sem ter sido imposta por ninguém!
Lamento que o caminho tomado seja assim repleto de pedras e espinhos, lamento ainda mais por minhas irmãs possivelmente sofrerem com minha escolha, mas preciso pensar em mim, a vida me sufoca. Aos meus pais deixo a esperança de que eles vejam que estão no caminho ruim e que possam arrumar tudo antes de... Outras escolhas serem tomadas.
Salto para a liberdade, salto de braços abertos como as asas de um beija-flor, que voa rápido colorindo o mundo com outras cores que não o vermelho.
Salto, sem medo. Finalmente sentirei a brisa da liberdade.
Cecília Lisbon.
(da peça Belezas Roubadas)
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Fênix...
Estava tudo mudando.
Aquele menino de antes, nunca mais seria
o mesmo depois dessa jornada percorrida. Nunca tendo vivido nesta vida algo
parecido, entregou-se plenamente, baixando a guarda, mostrando-se frágil.
Ele deveria saber que isso não daria certo. A Vida já havia
lhe mostrado várias vezes seu poder destruidor, talvez como penitência, talvez
como aviso de que no final tudo dará em nada. Mas ele já ferido tantas outras
vezes, pensou que o Destino pudesse ter intercedido por ele, dizendo a vida que
o jovem já havia sofrido demais e que ele merecia algo bom, feliz, para sempre.
Mas o para sempre, acaba. E a Vida é uma caixinha de surpresas, cheia de
armadilhas...
Ingênuo ele seguiu nessa jornada, com sorriso franco de um
rapaz novo, encantado no auge de seus vinte e poucos anos de amor.
Viveu tanto nesses poucos anos, intensificando um sentimento
escondido nele: ajudar e ser para os outros, esquecendo-se de si mesmo, sempre pensando no bem dos outros...
Isso nunca foi bom, mas aos poucos ele está aprendendo...
Nessa jornada ele chega então a encruzilhada derradeira.
Isso nunca foi bom, mas aos poucos ele está aprendendo...
Nessa jornada ele chega então a encruzilhada derradeira.
Decepção. Dor. Mágoa.
E aquilo que parecia ser mais-que-perfeito, está desfeito.
Pensa. Repensa. Fala e decide.
De repente fez-se triste o que se fez amante.
Fica o dito pelo redito pelo não dito, em sua confusão emocional.
De repente fez-se triste o que se fez amante.
Fica o dito pelo redito pelo não dito, em sua confusão emocional.
Pois é.
Sozinho.
Segue, só... Diferente, mudado, magoado. Trazendo a marca da
vida em seu corpo, andando sob os olhos atentos do destino. Segue sendo
consumido pela Vida. Cada passo o sufoca. Ardendo queimando. Então, como uma
represa transbordante que se rompe por força da pressão, a arte lava sua alma,
o faz renascer num apogeu de uma formosa fênix. Esse caminho parece ser um caminho que só poderá ter um desfecho... Caberá a Vida ou ao
Destino decidirem, porque ele já não tem mais forças para isso. E enquanto
ambos decidem o que será do jovem, ele permanece sendo consumido pela vida, transformando-se
em arte pelo destino, como uma fênix que renasce e que converte sua dor.
A vida o consome e ele converte-se em arte.
A vida o consome e ele converte-se em arte.
Segue, leve... Até a próxima armadilha da Vida ou da intercessão do Destino.
(KAGB)
sábado, 21 de setembro de 2013
Medo...
Qual é o motivo dessa inquietação?
Porque seu coração está assim apertado e ameaçando transbordar?
Pressentimentos, coisas que permeiam sua cabeça ingênua, facilmente iluminada pelas cores de um futuro ruim impedem as cores de um futuro bom de fixarem-se. Descolorir essas imagens seria uma boa opção, e lavar sua mente com uma límpida água de esperança poderia ser uma solução.
Lava mas não tira a marca deixada pelo medo do que ele pode ver.
A Rainha Guerreira, estava precisando da sua ajuda e ele não sabia mais o que fazer para ajudar, porque a Rainha sempre fora seu espelho, sua guia, sua melhor amiga e agora depois de tudo, estava sucumbindo às provações do senhor Tempo. O tempo resolve tudo, dizem... Mas o Tempo só lhe dá tempo para você mesmo conseguir resolver suas aflições. E a Rainha, de olhos d'água vertia rios tristonhos, e seu sorriso primaveril chegara agora ao ápice do inverno.
Como fazer a Rainha redescobrir a força para mover e viver?
E aí Tempo? Será que você pode ajudar dessa vez?
Desejando o nascer do sol...
Porque seu coração está assim apertado e ameaçando transbordar?
Pressentimentos, coisas que permeiam sua cabeça ingênua, facilmente iluminada pelas cores de um futuro ruim impedem as cores de um futuro bom de fixarem-se. Descolorir essas imagens seria uma boa opção, e lavar sua mente com uma límpida água de esperança poderia ser uma solução.
Lava mas não tira a marca deixada pelo medo do que ele pode ver.
A Rainha Guerreira, estava precisando da sua ajuda e ele não sabia mais o que fazer para ajudar, porque a Rainha sempre fora seu espelho, sua guia, sua melhor amiga e agora depois de tudo, estava sucumbindo às provações do senhor Tempo. O tempo resolve tudo, dizem... Mas o Tempo só lhe dá tempo para você mesmo conseguir resolver suas aflições. E a Rainha, de olhos d'água vertia rios tristonhos, e seu sorriso primaveril chegara agora ao ápice do inverno.
Como fazer a Rainha redescobrir a força para mover e viver?
E aí Tempo? Será que você pode ajudar dessa vez?
Desejando o nascer do sol...
sábado, 14 de setembro de 2013
Encontro de PRIMAVERA...
O salão estava caótico. Risos. Pessoas. Dança.
Escutava as conversas paralelas sem prender-me de fato. Segui andando em direção à saída, precisava conseguir ouvir minha voz, reconhecer-me em meus pensamentos. Cheguei a varanda e ousei sentar na beirada do telhado, por ser um lugar isolado e calmo. Sempre tive medo de altura, mas a essa altura do momento, queria somente respirar e me ouvir. O ar frio soprava em minha pele, aliviando a ansiedade juvenil pulsante dentro de mim. Olhei para o céu, num azul profundo hipnótico. Surpreendi-me brincando de desenhar no céu, como se todas as estrelas formassem um enorme liga-pontos, criando e recriando formas. Algumas vezes precisava mudar o rumo do traço por conta de algumas estrelas que, sacanas, teimavam em cair do firmamento. Uma delas, muito brilhante e amarela, chamou-me a atenção. Olhei-a caminhando, caindo em direção ao chão, deixando no céu seus últimos rastros de vida. Lembrei-me então do motivo de eu estar ali, sentado na beira do telhado.
Aquele sufoco dentro do salão estava me consumindo. Precisava sair de lá e sentir-me inteiro.
Algo estava muito estranho, errado, como se eu fosse um enorme quebra cabeças a ser completado, mas aonde estariam as peças faltantes? Desci do telhado e lentamente voltei para dentro do salão, andando preguiçosamente por entre aquelas pessoas sufocadas nelas mesmas e que nem ao menos notaram que eu passava em um ritmo diferente do habitual delas. Saí.
Olhei para o céu e vi o rastro deixado por aquela estrela e decidi segui-lo. Não tinha mesmo para onde voltar. Caminhei até avistar o sol nascer e com ele todo o mundo iluminar-se. Caminhei por tanto tempo que estava com saudades do calor do sol. Já não havia mais rastros de estrelas para seguir. Sentei-me e decidi para qual caminho seguir.
Esquerda.
Caminhei.
Pouco tempo depois, percebi que em algumas árvores no caminho tinham em seus galhos algumas fitas desgastadas pelo tempo. Fitas amarelas. Fui tomado por um desejo forte de descobrir qual seria o caminho apontado por aquelas fitas amarelas. Segui à passos largos percebendo que cada passo dado mais fitas amarelas surgiam.
Por fim cheguei a um enorme carvalho todo decorado com aquelas fitas amarelas. Sorri como se aquela imagem me fosse conhecida, como se eu soubesse o motivo de aquelas fitas estarem cuidadosamente amarradas nos galhos do carvalho. Caminhei um pouco mais e cheguei a uma campina, com várias margaridas plantadas e mais fitas amarelas. Ao centro da campina havia um chalé com uma chaminé que soltava fumaça denunciando que havia alguém ali dentro.
Criei coragem e andei em direção ao chalé, percebendo que nele também haviam fitas amarelas. Pensei que possivelmente a pessoa responsável por amarrar aquelas fitas morasse ali. Entrei. Havia um cheiro de café fresquinho, uma mesa com vários papéis escritos. Cartas? Palavras escritas na paredes, portas e janelas, foi quando senti uma lágrima escorrendo de meu olho e ouvi alguém dizer:
- Que bom que você voltou. Cumpri minha promessa, amarrei fitas amarelas para contar o tempo em que você ficou fora e agora, você está aqui, de volta!
Suspirei e senti o quebra-cabeça ser completado pouco a pouco.
- Desculpe-me mas não consegui escrever mais para você, porque acabaram-se os papéis e depois minhas mão não suportavam mais. Mas nunca parei de prender as fitas amarelas. Que bom que você voltou, agora sim estamos na Primavera.
Aproximando-se de mim, concluiu o quebra-cabeça encaixando a última peça que faltava. Beijou-me os lábios e pude sentir toda a verdade daquele amor.
Olhei em seus olhos e sorri. disse-lhe:
- Desculpe a demora...
- Venha, vamos tomar um café e viver nossa Primavera.
Encontrei aquilo que me faltava.
Sorri e entreguei-me.
Leve.
Escutava as conversas paralelas sem prender-me de fato. Segui andando em direção à saída, precisava conseguir ouvir minha voz, reconhecer-me em meus pensamentos. Cheguei a varanda e ousei sentar na beirada do telhado, por ser um lugar isolado e calmo. Sempre tive medo de altura, mas a essa altura do momento, queria somente respirar e me ouvir. O ar frio soprava em minha pele, aliviando a ansiedade juvenil pulsante dentro de mim. Olhei para o céu, num azul profundo hipnótico. Surpreendi-me brincando de desenhar no céu, como se todas as estrelas formassem um enorme liga-pontos, criando e recriando formas. Algumas vezes precisava mudar o rumo do traço por conta de algumas estrelas que, sacanas, teimavam em cair do firmamento. Uma delas, muito brilhante e amarela, chamou-me a atenção. Olhei-a caminhando, caindo em direção ao chão, deixando no céu seus últimos rastros de vida. Lembrei-me então do motivo de eu estar ali, sentado na beira do telhado.
Aquele sufoco dentro do salão estava me consumindo. Precisava sair de lá e sentir-me inteiro.
Algo estava muito estranho, errado, como se eu fosse um enorme quebra cabeças a ser completado, mas aonde estariam as peças faltantes? Desci do telhado e lentamente voltei para dentro do salão, andando preguiçosamente por entre aquelas pessoas sufocadas nelas mesmas e que nem ao menos notaram que eu passava em um ritmo diferente do habitual delas. Saí.
Olhei para o céu e vi o rastro deixado por aquela estrela e decidi segui-lo. Não tinha mesmo para onde voltar. Caminhei até avistar o sol nascer e com ele todo o mundo iluminar-se. Caminhei por tanto tempo que estava com saudades do calor do sol. Já não havia mais rastros de estrelas para seguir. Sentei-me e decidi para qual caminho seguir.
Esquerda.
Caminhei.
Pouco tempo depois, percebi que em algumas árvores no caminho tinham em seus galhos algumas fitas desgastadas pelo tempo. Fitas amarelas. Fui tomado por um desejo forte de descobrir qual seria o caminho apontado por aquelas fitas amarelas. Segui à passos largos percebendo que cada passo dado mais fitas amarelas surgiam.
Por fim cheguei a um enorme carvalho todo decorado com aquelas fitas amarelas. Sorri como se aquela imagem me fosse conhecida, como se eu soubesse o motivo de aquelas fitas estarem cuidadosamente amarradas nos galhos do carvalho. Caminhei um pouco mais e cheguei a uma campina, com várias margaridas plantadas e mais fitas amarelas. Ao centro da campina havia um chalé com uma chaminé que soltava fumaça denunciando que havia alguém ali dentro.
Criei coragem e andei em direção ao chalé, percebendo que nele também haviam fitas amarelas. Pensei que possivelmente a pessoa responsável por amarrar aquelas fitas morasse ali. Entrei. Havia um cheiro de café fresquinho, uma mesa com vários papéis escritos. Cartas? Palavras escritas na paredes, portas e janelas, foi quando senti uma lágrima escorrendo de meu olho e ouvi alguém dizer:
- Que bom que você voltou. Cumpri minha promessa, amarrei fitas amarelas para contar o tempo em que você ficou fora e agora, você está aqui, de volta!
Suspirei e senti o quebra-cabeça ser completado pouco a pouco.
- Desculpe-me mas não consegui escrever mais para você, porque acabaram-se os papéis e depois minhas mão não suportavam mais. Mas nunca parei de prender as fitas amarelas. Que bom que você voltou, agora sim estamos na Primavera.
Aproximando-se de mim, concluiu o quebra-cabeça encaixando a última peça que faltava. Beijou-me os lábios e pude sentir toda a verdade daquele amor.
Olhei em seus olhos e sorri. disse-lhe:
- Desculpe a demora...
- Venha, vamos tomar um café e viver nossa Primavera.
Encontrei aquilo que me faltava.
Sorri e entreguei-me.
Leve.
domingo, 8 de setembro de 2013
Desabafo...
Meu bem...
Você, com suas mentiras, enganações, egoísmo e traição, fez escolhas para o seu bel prazer, sem pensar nas consequências que elas acarretariam. Sinceramente, eu não acho que mereci isso de você, porque tratar de tal forma vil alguém que só quis seu bem é muita maldade. Sofri. Chorei. No começo pensei que a separação seria ruim, mas logo depois percebi como isso seria bom para mim. Obrigado por isso. E fico feliz em ver que você, mesmo sem saber, partiu me fazendo um bem danado. Não vou dizer que estou contente com isso, mas entendo que foi o melhor.
Você me decepcionou demais é verdade, mas apesar de tudo eu ainda me importo com você, por que eu sou assim, por que eu amo você. Quero o seu bem e o melhor para você, mesmo que não esteja perto, de longe vou estar cuidando de você.
Começamos como 'inclassificáveis', por não saber como nomear aquele sentimento bom e terminamos da mesma forma que começamos, 'inclassificável', sem saber classificar a mudança.
Mudança... Tudo está mudando agora. Um antigo eu, que estava adormecido, está despertando, alimentado por altas doses de alegria e felicidade como não havia experimentado antes. Estou leve.
Estou reaprendendo a viver, a me encantar com cada detalhe da minha vida e das pessoas que estão fazendo parte da minha vida.
Mas mesmo seguindo adiante e apesar de tudo, sinto saudades de você. Um saudoso sentimento dos momentos bons e daquilo de bom que vivemos juntos. Espero que você esteja bem. Quando precisar estarei aqui.
Mas mesmo seguindo adiante e apesar de tudo, sinto saudades de você. Um saudoso sentimento dos momentos bons e daquilo de bom que vivemos juntos. Espero que você esteja bem. Quando precisar estarei aqui.
Até.
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