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terça-feira, 12 de junho de 2012

Amiga verdadeira... Big

11.06.2012

Diário de Bordo do Pequeno...

Casa da Cultura de Campo Largo, serviu como cenário para o tão esperado encontro.
Big, uma grande amiga e artista, que faço questão de pintar com as cores que ela mesma tem, concretizou esse presente maravilhoso de me dirigir nesse projeto Pequeno.

Começamos pós adaptação do monólogo, de arena corredor para palco italiano (por causa do espaço que apresentaremos). Big passou alguns exercícios de clown para mim, para ajudar no monólogo interno dessa personagem, e em seguida re-coreografamos as primeiras coreografias e cenas...

Impressões...
O trabalho de clown foi algo que eu já havia experimentado antes, mas a proposta da Big ia além do que sonhava minha vã filosofia. Uma entrevista de emprego. Para um recém formado. Repetida milhares de vezes com milhares de estímulos e sentimentos. Foi bastante angustiante viver um clown que não fosse meu Kio. No início foi dificílimo e frustrante... Trabalhamos a alegria total do pequeno, e embora eu estivesse me sentindo totalmente feliz e sentisse meu corpo pulsando essa alegria, não consegui deixar ela sair pelo meu corpo em movimentos. Seguimos com outros estímulos. Vou me prender aos que muito me marcaram, como por exemplo: Qual seu nome? ALVIN explodiu minha voz com uma potencia que não era do Kaio... Alvin... Nomear o Pequeno,que para sempre será Pequeno para mim, foi algo forte e incrivelmente necessário... Alvin, que descobri hoje dia 12 significar 'ilustre amigo'... Pequeno...
Experimentei o extremo da raiva, que foi catapulta para a primeira cena. Foi forte. O grito rasgando o corpo... Como flecha... Viver o telefonema da paixão, a ida ao hospital, foi muito forte... um duelo entre Kaio que não queria reviver a cena de chegar ou hospital e encontrar a pessoa que ama imóvel, e Alvin/Pequeno que queria ter certeza de que não era verdade... Desespero... Impotência... Medo... Ninguém pode saber a dor que a gente sente, dor que dilacera, que rasga seu corpo, quando você encontra a pessoa que você ama, que sempre esteve presente em sua vida, em silêncio, imóvel, coberta por um lençol, e você infantilmente chamar por essa pessoa e você não ter em resposta o seu sorriso... É gente, dói muito... Eu sei...

O ensaio/remarcações
Foi muito bom esse trabalho inicial para dar força para a cena. A dramaturgia aconteceu e se consolidou de forma mais firme, orgânica... Foi cansativo, corpo e mente, reviver e reorganizar, porém extremamente gratificante...

Despedida
Alvin seguiu andando pelo trilho do trem... mudado... crescido... forte... e eu... também...


Big, valeu mesmo...
#farinhada #4%

Quarta-feira (13) tem mais ensaio. Quinta-feira (14) ensaio geral com técnica.

kaiogomesbergamin


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Só Pequeno...

E se eu não acordasse amanhã de manhã?
Tenho um desejo mórbido, sombrio que repentinamente apareceu. Seri ótimo, seri fácil, seria justo!
Desejo a morte, como um derradeiro beijo poético descrito por Shaekespeare, que me levaria direto para o mundo novo, talvez em um sonho, talvez em vida...






quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hoje

 E se eu não acordasse amanhã de manhã?
Tenho um desejo mórbido, sombrio que repentinamente apareceu. Seri ótimo, seri fácil, seria justo!
Desejo a morte, como um derradeiro beijo poético descrito por Shaekespeare, que me levaria direto para o mundo novo, talvez em um sonho, talvez em vida...
Eu sempre me preocupando, sempre ajudando, sempre querendo o melhor para os outros, sou jogado num abismo de esquecimento e incertezas por todos aqueles que me rodeiam... Não quero mais! Quero dormir! Quero voar em sonho sem que minhas asas sejam imobilizadas... Ninguém me entende, ninguém nunca me entendeu, é mais fácil me culpar e apontar meus erros do que minhas qualidades, que começo a desconfiar ter. Raios caindo na minha cabeça, enquanto a escrita se torna meu para-raio!
Desejo uma bebida fatal, que me leve em sonho...
Quero voar...
Quero acreditar em milagres!
Quero acreditar que ser feliz é possível...
Mas hoje não! 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tenho medo das noites frias... Nunca gostei muito delas. As noites geladas, quando o vento corta a pele como uma navalha afiada, são aquelas que mais medo me causam... Sempre que elas aparecem, trazendo no ar um prelúdio receoso, temo que algo ruim aconteça. Antes, levaram pessoas de perto de mim, romperam laços com sua lâmina breve.
Quando elas aparecem, fico... Ali... Olhando para o horizonte desejando mais um dia de sol, ou quem sabe uma fagulha que quebre a escuridão glacial. Tenho medo dessas noites...


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Só...


Não demora, eu vou estar de volta, porque voltar sempre acaba sendo a melhor saída, o melhor caminho, a minha certeza. Às vezes, me sinto preso em um labirinto e sempre acabo encontrando aquilo de que eu tanto quero fugir. Não demora. Como se algo estivesse errado, como se o curso escolhido pudesse ter outro desfecho, como se...  E se? E se a bela adormecida tivesse escolhido dormir o máximo pra poder ficar acordada o resto da vida? Se o João tivesse deixado uma trilha de pão propositadamente, pra não ter de voltar para casa com sua irmã? Acho que tudo no mundo é um grande ‘e se?’.
Não sou pessimista ou um daqueles fatalistas, menos ainda um desses filósofos de banheiro, só pondero os fatos, peso, repeso, analiso custo e benefício. Vale mesmo a pena fugir disso? Se quanto mais eu corro, mais eu me aproximo de... Não demora muito...
Quiçá outra escolha, outra forma, outro, outra... Estou me aproximando novamente, e isso é comum... Meus dias tem sido iguais, numa rotina frenética de correr, cair, voltar, falar... Verbos não conjugados, no infinitivo, e  que pela ideia de infinito me assustam com essa constância de re – viver, fazer, descobrir – E Hoje eu só queria sair, só, fugir de mim um pouco... E não demora!

terça-feira, 1 de maio de 2012

DÉSIR


Alors, j'ai mis ma tête dans un cadre parfait pour mes illusions. La lumière a ouvert lamaison de la petite, il voulait partir. «Si j'avais su ce que je sais»Entre rêves et les désirs, les amours et de passions, de rencontres et d'adieuxla viedouce petite est composé d'un flux lourd et constant, douce et attentiveTourbillon à travers une obscurité absoluefort de chanter notre chanson, vous vous souvenez? Orascomme un masque, le miel, je vous prie vraiment petiteRappelant les événements quimène éventuellement à une sortieune lumière, l'apothéose poétique ... Vous voulezchanger le mondenous aider tous à dire des choses à vous sentir rassasié et d'être heureuxLe petit qui n'est pas fragile, dansant sa profanation à la recherche d'une lumière ...

(kaio gomes bergamin)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Hoje...

To ficando doente e isso me deixa rabugento, logo tudo vai me estressar demais, incluindo você!
Se ao menos eu pudesse extirpar (nossa que palavra forte) essa dor que eu sinto.
Quero saber, ainda mais rabugento como estou, o porque tudo me irrita... Quero só ir para a minha casa e ficar de molho. Quero esquecer de mim e me entregar ao nada existencial, sem preocupações com onde e oque. Quero deixar de mim. Quero deixar que essa última gota de esperança escorra pelo ralo do chuveiro e me deixe, assim como acontece com frequência. É fácil me deixar, não dói, não em quem vai.
Me deixa, mi deixo...
E você fala, fala, fala, fala, fala... e eu silêncio porque me/mi machuca...
E eu to ficando bem mal... Estou com aquela sensação de calor e dormência pelo corpo, tipico de quando estou doente...
Estou cansado de ser forte, estou cansado de ajudar as pessoas, estou cansado de ter sempre que ser aquele que teve qualidades, aquele que sempre foi alegre... Eu só quero me afundar nesse poço escuro e ficar lá até eu ficar melhor... eu preciso sumir, preciso...
Preciso para voltar a acreditar que viver vale a pena, preciso para voltar a acreditar em mim, preciso só para me sentir vivo de novo.Não quero mais acordar no meio da noite chamando minha mãe e passar o resto da noite com medo do escuro porque minha mãe tá lá em casa longe de mim. Eu só quero...
Quero que dê certo, quero pelo menos uma vez acertar... Mas se eu errar, eu vou tentar, de novo e de novo... Mas agora eu só quero afundar, chorar e ficar quieto.
Amanhã eu melhoro... Sempre foi assim.
(kaio gomes bergamin)