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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Inquietude...

Sou assim... Inquieto... Expressivo... Explosivo... Criativo!
Mal estreio Pequeno, já sonho e anseio por Primavera... Ansiando por dar vida as minhas aspirações artísticas, escrevo, componho, sonho e desejo. Pequeno não está pronto, eu sei; teremos que trabalhar muito para conseguir deixá-lo com a presença e vida da primeira metade do monólogo, fato, mas não consigo controlar essa minha mente brincalhona que insiste em voar. A decisão por primavera foi repentina, um estalo ou epifania do que eu realmente quero fazer, de como provocar-me-ei...
Primavera está diferente da estética que eu sigo, embora o tema recorrente entre a trilogia seja sempre o mesmo. Escrevo... Partindo de uma centelha de um sentimento do Kaio, crio, recrio, transformo em dramaturgia-texto para depois transformar em dramaturgia-corpo, dramaturgia-voz...
Drama... Drama... Drama...
Perdas, solidão, desesperança, abismo sentimental, onde me lanço a escuridão sem nada me segurando... Sempre foi assim...
Perdido, mas salvo. Sozinho, mas comigo. Sorrindo, mas triste.
Esse sou eu? Talvez...
Sempre esperando por alguém, por alguma coisa...
Fiel...

"Fitas amarelas para cada dia distante de você..."


Desejo começar logo esse processo de Primavera...





quarta-feira, 27 de junho de 2012

Estreia... Nascimento!

22.06.2012
19 horas

Azul iluminou aquela cobertura que tanto tempo fez-se presente para mim...
Tudo estava igual, repetido... Monótono...
Dança...  no escuro, com vontade de gritar...
Valsa pelo espaço tortos passos, incertos, temerosos e saudosistas... Seria aquela a primeira música dançada?
Repete-se, cambaleia, petrifica. Pose.
Engana-se...
Num rompante, livra-se da máscara, torna-se pequeno, real...
Relembra...
Pela primeira vez consegue falar aquilo que sempre quis dizer, falar oque senti, falar mesmo sem ter a certeza de uma resposta...
Canta...
Despede-se daquilo que fez parte de sua vida...
Segue...




O Destino do Pequeno
Direção Gisele Bauer
Criação: Kaio e Cac Kinas
Texto e Atuação Kaio Gomes Bergamin
Assistência Técnica: Matheus Gonzáles e Karoline Zambon
Fotografa Desirée Tamanini


terça-feira, 19 de junho de 2012

Geral...

Ontem tínhamos ensaio geral, no teatro onde estrearemos.
Tensão...
Primeira vez na cobertura de Pequeno Alvin... Definimos a luz, e coisas novas surgiram... Arrumamos tudo para a passada técnica. E foi muito bom... Após a Big fez algumas considerações sobre a passada, relembrou algumas intensões e marcações, rimos e definimos de vez toda a parte técnica. Ensaio 2! Como se fosse a estreia! Tudo se encaixou, penumbra e voz, fogo e azul, música e máscara, pequeno e dança!
E ele cantou no final, num arrebatamento, além da técnica, entrega, explosão...
Estrearemos!

O DESTINO DO PEQUENO
22, 23, 24 de Junho
19 horas
Teatro Rodrigo D´oliveira (Rua Carlos de Carvalho,418, Centro, perto dos tubos Praça Osório e Visconte de Nacar)

Sexta-feira apresentando o Bônus a entrada fica R$10
Sábado e Domingo - R$30 inteira, R$15 a meia (estudante, classe artística, bônus da casa cor e bônus do teatro.

Direção de Gisele Bauer
Texto e atuação de Kaio Gomes Bergamin
Criação de Cac Kinas e Kaio Gomes Bergamin
Assistência Técnica de Matheus Gonzáles e Karoline Zambon

PRESTIGIEM!!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Amiga verdadeira... Big

11.06.2012

Diário de Bordo do Pequeno...

Casa da Cultura de Campo Largo, serviu como cenário para o tão esperado encontro.
Big, uma grande amiga e artista, que faço questão de pintar com as cores que ela mesma tem, concretizou esse presente maravilhoso de me dirigir nesse projeto Pequeno.

Começamos pós adaptação do monólogo, de arena corredor para palco italiano (por causa do espaço que apresentaremos). Big passou alguns exercícios de clown para mim, para ajudar no monólogo interno dessa personagem, e em seguida re-coreografamos as primeiras coreografias e cenas...

Impressões...
O trabalho de clown foi algo que eu já havia experimentado antes, mas a proposta da Big ia além do que sonhava minha vã filosofia. Uma entrevista de emprego. Para um recém formado. Repetida milhares de vezes com milhares de estímulos e sentimentos. Foi bastante angustiante viver um clown que não fosse meu Kio. No início foi dificílimo e frustrante... Trabalhamos a alegria total do pequeno, e embora eu estivesse me sentindo totalmente feliz e sentisse meu corpo pulsando essa alegria, não consegui deixar ela sair pelo meu corpo em movimentos. Seguimos com outros estímulos. Vou me prender aos que muito me marcaram, como por exemplo: Qual seu nome? ALVIN explodiu minha voz com uma potencia que não era do Kaio... Alvin... Nomear o Pequeno,que para sempre será Pequeno para mim, foi algo forte e incrivelmente necessário... Alvin, que descobri hoje dia 12 significar 'ilustre amigo'... Pequeno...
Experimentei o extremo da raiva, que foi catapulta para a primeira cena. Foi forte. O grito rasgando o corpo... Como flecha... Viver o telefonema da paixão, a ida ao hospital, foi muito forte... um duelo entre Kaio que não queria reviver a cena de chegar ou hospital e encontrar a pessoa que ama imóvel, e Alvin/Pequeno que queria ter certeza de que não era verdade... Desespero... Impotência... Medo... Ninguém pode saber a dor que a gente sente, dor que dilacera, que rasga seu corpo, quando você encontra a pessoa que você ama, que sempre esteve presente em sua vida, em silêncio, imóvel, coberta por um lençol, e você infantilmente chamar por essa pessoa e você não ter em resposta o seu sorriso... É gente, dói muito... Eu sei...

O ensaio/remarcações
Foi muito bom esse trabalho inicial para dar força para a cena. A dramaturgia aconteceu e se consolidou de forma mais firme, orgânica... Foi cansativo, corpo e mente, reviver e reorganizar, porém extremamente gratificante...

Despedida
Alvin seguiu andando pelo trilho do trem... mudado... crescido... forte... e eu... também...


Big, valeu mesmo...
#farinhada #4%

Quarta-feira (13) tem mais ensaio. Quinta-feira (14) ensaio geral com técnica.

kaiogomesbergamin


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Só Pequeno...

E se eu não acordasse amanhã de manhã?
Tenho um desejo mórbido, sombrio que repentinamente apareceu. Seri ótimo, seri fácil, seria justo!
Desejo a morte, como um derradeiro beijo poético descrito por Shaekespeare, que me levaria direto para o mundo novo, talvez em um sonho, talvez em vida...






quarta-feira, 9 de maio de 2012

Hoje

 E se eu não acordasse amanhã de manhã?
Tenho um desejo mórbido, sombrio que repentinamente apareceu. Seri ótimo, seri fácil, seria justo!
Desejo a morte, como um derradeiro beijo poético descrito por Shaekespeare, que me levaria direto para o mundo novo, talvez em um sonho, talvez em vida...
Eu sempre me preocupando, sempre ajudando, sempre querendo o melhor para os outros, sou jogado num abismo de esquecimento e incertezas por todos aqueles que me rodeiam... Não quero mais! Quero dormir! Quero voar em sonho sem que minhas asas sejam imobilizadas... Ninguém me entende, ninguém nunca me entendeu, é mais fácil me culpar e apontar meus erros do que minhas qualidades, que começo a desconfiar ter. Raios caindo na minha cabeça, enquanto a escrita se torna meu para-raio!
Desejo uma bebida fatal, que me leve em sonho...
Quero voar...
Quero acreditar em milagres!
Quero acreditar que ser feliz é possível...
Mas hoje não! 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Tenho medo das noites frias... Nunca gostei muito delas. As noites geladas, quando o vento corta a pele como uma navalha afiada, são aquelas que mais medo me causam... Sempre que elas aparecem, trazendo no ar um prelúdio receoso, temo que algo ruim aconteça. Antes, levaram pessoas de perto de mim, romperam laços com sua lâmina breve.
Quando elas aparecem, fico... Ali... Olhando para o horizonte desejando mais um dia de sol, ou quem sabe uma fagulha que quebre a escuridão glacial. Tenho medo dessas noites...